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Archive for dezembro \29\UTC 2009

Este ano que vai se despedindo sem grande alarde castigou muito a fé do povo brasileiro no cenário político que é vivido.  As notícias que saem das casas onde os interesses da população são discutidos se repetem tanto nos erros e nas sujeiras que as manchetes teimam em não se reciclar, como teimam em não serem reciclados os nossos governantes.

O ano de 2010 já começa a se projetar como realidade presente na medida em que a última semana de dezembro avança, trazendo consigo uma nova temporada de Fórmula 1, uma nova Copa do Mundo e principalmente mais uma nova rodada de eleições.

A soma dos votos que determinam o resultado de uma eleição é o conjunto de escolhas individuais dos mais interessados neste resultado, nós. Talvez ainda não saibamos perceber qual a importância do fortalecimento das individualidades da população geral no nosso dia-a-dia.

A geração atual não vive mais os males da ditadura militar, só que ainda tem atitudes de um povo reprimido. Não discutimos mais política num tom baixo de voz (discutimos política?), mas continuamos não nos organizando para mostrar nosso descontentamento de forma correta e eficaz em relação a algo que crie inconformismo ou indignação, como se fosse a sina dos habitantes do maior país da América Latina vivê-los. Resignados a tudo. Sem poder de reação.

Aqui entra a importância de uma sociedade de individualidades fortalecidas, mas o agente responsável por esse fortalecimento seria o próprio governo através de um investimento na qualidade de ensino. Cidadãos bitolados pelos ícones comerciais, pelos perfis do Orkut e pelo que vem desembalado e mastigado dificilmente terão força e capacidade para mudar qualquer quadro que lhes seja desfavorável.

Por isso gostaria de acreditar que neste ano de 2010 figuras dinâmicas e atuantes consigam aquilo que os governantes freiam através do seu descaso planejado para a educação do país, mostrar ao grosso da população inserida neste quadro de congelamento de idéias próprias que é justamente de dentro delas que começará a mudança da realidade que tanto as incomodam.

Que o ano de 2010 chegue com saúde e paz para todos nós e com uma explosão de individualidades fortes e lideranças positivas para o Brasil. Quem disse que elas não fazem a diferença?

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A melhor forma de exemplificar o quanto o antigo traçado misto de Monza foi excitante, perigoso e absurdamente veloz é colocando o trecho de 10min.  do filme Grand Prix de 1966 em que ele serve de cenário. Os takes on-board, mesmo sendo feitos num ritmo mais brando, tiram o fôlego não apenas dos entusiastas como eu, mas de todos aqueles que sentem prazer ao dirigir.

Reparem o quanto os carros da década de 60 eram mais altos. O curso da suspensão é exigido quase que integralmente nas muitas ondulações do trecho inclinado. Em corridas reais o acerto não deveria ser muito duro; como equilibravam isso para o resto da pista eu não sei, haja braço e coragem aos bravos pilotos de uma outra época.

Infelizmente o vídeo acaba com um trágico acidente. Nesse momento a ficção expõem todos os pontos fracos que fizeram com que o esporte evoluísse para a formatação atual. Carros mais seguros, pistas mais seguras e pronto atendimento médico em caso de necessidade.

P.S.: A tomada do bump inclinado com o outro trecho da pista passando abaixo, aos 5:12 min. de vídeo, daria um pôster lindo no meu quarto, nessa situação haveriam carros separados por meia pista.

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O natal de Lennon

Lennon foi um artista cativante que teve em Paul a parceria ideal para materializar suas poesias e dar consistência ao que se tornaria o conjunto musical mais influente de todos os tempos, mas essa relação enfraqueceu com a chegada de Yoko. Através dela descobriu novas possibilidades para o seu discurso, afastando-se do quarteto que o deu visibilidade e das amarras do empresário Brian Epstein que proibia os integrantes da banda de comentar ou se posicionar frente à assuntos polêmicos.

Corria o ano de 1969 e o casal que constituía matrimônio resolveu utilizar a popularidade de Lennon para protestar contra a guerra no Vietnã. Em lua de mel  recebiam a imprensa nas suítes que ocupavam em cada cidade do roteiro pré-estabelecido. O chamado “Bed-in for Peace” atraiu uma atenção enorme, pessoas influentes da comunidade local e jornalistas iam aos eventos com a perspectiva de ver um casal excêntrico transando e encontravam um ambiente de harmonia e amor, ambos vestidos de branco, cercados de frases de comando em favor da paz e cantando canções.

Começava então a crescer a imagem de artista engajado que depois se mudaria para Nova York, onde no olho do furacão continuaria compondo e se manifestando contra as lideranças mundiais que fomentavam a guerra ou outras questões humanitárias.

No ano de 1971 Lennon já tinha então um histórico de lutas políticas que o distanciavam da imagem Beatle construída de forma arrebatadora ao longo dos anos anteriores. Planejou com Yoko encaixar a frase ‘’ War is over if you want it “ em algo que pudesse ser cantado por pessoas de todas as idades. Nascia no mês de Junho deste ano uma canção de natal diferente, de melodia singela mas com os questionamentos próprios de John, música que só teve a devida atenção após o seu assassinato na véspera do natal de 1980.

Lennon partiu, mas ficou o artista que lutou com todas as ferramentas que possuía em favor do que julgava certo.

Numa época de ícones vazios com atitude desprezível, salvo raras exceções, realizo o simples ato de passar a sua mensagem adiante na esperança que alguém de uma geração posterior a minha passe os olhos por este despretensioso blog e descubra o valor de John Lennon.

Feliz Natal!

…se você quiser.

Happy Xmas (War Is Over)

Composição: John Lennon e Yoko Ono

So this is christmas
And what have you done
Another year over
And new one just begun

And so this is christmas
I hope you have fun
The near and the dear one
The older and the young

A very merry christmas
And a happy new year
Let’s hope it’s a good one
Without any fear

And so this is christmas (war is over…)
For weak and for strong (…if you want it)
The rich and the poor one
The world is so wrong

And so happy christmas
For black and for white
For the yellow and red one
Let’s stop all the fight

A very merry christmas
And a happy new year
Lets hope it’s a good one
Without any fear

And so this is christmas
And what have we done
Another year over
And new one just begun…

And so happy christmas
We hope you have fun
The near and the dear one
The older and the young

A very merry christmas
And a happy new year
Let’s hope it’s a good one
Without any fear

War is over – if you want it

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No grid de largada da primeira corrida da temporada de 2010 começarão diversas disputas paralelas que a tornarão ainda mais interessante aos olhos de quem não se foca apenas na disputa pelo título. A busca de afirmação e espaço das quatro novas equipes, a Ford Cosworth desenvolvendo o seu novo V8 e a briga pelo propulsor mais econômico, Rosberg Jr. tentando não ser subjugado por Ross e Schumacher dentro da equipe Mercedes, os projetistas tornando seus monopostos melhor adaptados à realidade de um regulamento com classificações usando tanques vazios e grandes trechos de corrida com o carro pesado; muitos embates serão vividos ao longo das 19 corridas do campeonato.

As novas equipes trouxeram mais oito vagas à disputa, duas dessas vagas foram preenchidas pelos brasileiros Bruno Senna e Lucas Di Grassi . Dentro das minhas expectativas está acompanhar qual dos dois conseguirá mostrar um trabalho mais consistente para já em 2011 pleitear um posto numa equipe de ponta.

Um dos benefícios que o novo sistema de pontuação traz, apesar de continuar não valorizando a vitória, é aproximar as equipes menos competitivas da área de pontos, estendida agora até a décima colocação. Estou curioso para saber qual dos brazucas novatos beliscará mais pontos.

No momento não tenho predileção por nenhum dos dois, torço de forma igual, pois ambos tiveram caminhos difíceis até a efetivação no cargo. Tenho apenas a impressão que Di Grassi chega mais maduro devido à experiência na conturbada e política Renault, que felizmente deu preferência a Romain Grosjean em 2009, o queimado foi ele.

Campos Meta ou Virgin Manor? No momento nenhuma tem um carro, apenas projetos e muito trabalho sendo efetuado. Gosto da concepção jovial e roqueira da Virgin, fazendo a apresentação dos pilotos à frente de um palco com os mesmos posando de jaquetas de couro. – Capa de algum disco? Pensariam os mais desavisados.Espero que mantenham esse espírito após o começo da temporada.

A Campos Meta, de forma mais discreta, apresenta os pilotos, divulga fotos de Bruno Senna tirando medidas para o interior do seu carro e mostra seu projeto para a imprensa especializada em encontros onde a figura simpática e sóbria de Adrian Campos se faz presente.

Creio que Bernie Ecclestone sinta-se mais atraído pelo estilo Richard Branson de começar os trabalhos, pois enquanto escrevo esse texto vejo a notícia de que ele não acredita na Campos Manor começando 2010, colocando-a no mesmo estado de desenvolvimento da natimorta (?) USF1. Que sirva de estímulo a Adrian.

Fico então na torcida para que os calouros canarinhos tenham condições de desenvolver seus carros na pré-temporada e alinhem em Bahrein, dia 14/03 brigando pelo que deve ser um dos mais disputados prêmios da nova Formula 1, o de Rookie of the Year.

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Atualmente tem sido um tanto enfadonho assistir algumas corridas em pistas que não favorecem em nada as ultrapassagens, transformando às duas horas na frente da televisão numa entediante contemplação de uma fila indiana de carros que se ultrapassam apenas em paradas nos boxes, quebras ou erros de pilotos provavelmente tão entediados quanto você. Contra tudo isso chega um pacote de novas regras para 2010, mas em determinadas pistas simplesmente não há o que fazer.

Tenho como um dos meus passatempos garimpar vídeos da F1 antiga – principalmente da década de 60 – no youtube e espero sempre encontrar um novo nos blogs que acompanho.  Sempre é uma aula de destreza e bravura ver os velozes e temerários ‘’charutinhos’’ cortando retas estreitas, jogando suas traseiras em curvas cegas e enfrentando os aclives e declives em estradas com árvores, animais, pessoas e tudo mais que poderia causar uma tragédia nos seus arredores;  infelizmente elas aconteciam.

Neste passeio via streaming por uma época que já não existe mais conheci algumas pistas que me tiraram o fôlego: Spa, a maluca AVUS, Rouen, Zolder com suas subidas e descidas,o traçado antigo de Interlagos, Laguna Seca que felizmente sobrevive….mas nenhuma me despertou tanta curiosidade quanto o antigo traçado misto com oval de Monza e os mais de 20 km de desafios em Nurburgring-Nordschleife.

Uma pista veloz ligada a um circuito oval com curvas inclinadas em 35 graus é o sonho de qualquer adolescente jogador de Gran Turismo, mas nas décadas de 50 e 60 a formatação para altíssimas velocidades da pista devia causar calafrios em quem enfrentava o asfalto do templo italiano da velocidade. Durante o filme Grand Prix é possível se ter a real sensação de como era desafiante a transição do plano reto para o inclinado e confusa a passagem pela reta principal que não tinha divisão e abrigava seis pistas (hoje ficam os boxes nas três internas).

Esses elementos formavam um cenário de sonho,  inimaginável nos dias hoje. Infelizmente a parte oval foi desativada por questões ambientais, mas suas ruínas estão preservadas e são muito visitadas. Lá, como aqui em Interlagos existe uma corrente que tenta a restauração do traçado antigo, infelizmente algo praticamente inviável.

Eu penso como deve ser manter um ritmo forte e constante num circuito imenso e repleto de desafios. Concluo que Jackie Stewart foi um escocês iluminado. Esse camarada sabia como poucos memorizar o traçado e se manter rápido sobre ele. Composta de muitas curvas (172 para ser mais preciso), saltos e até cotovelos inclinados apelidados de carrosséis, o inferno verde foi o maior desafio imposto aos pilotos da Fórmula 1.

Devido às dificuldades de socorro aos acidentados e as transmissões para televisão, a corrida foi transferida para um circuito convencional, mas as desafiadoras curvas dos vales germânicos podem ser desbravadas em track days, onde o tráfego é interrompido e um pouco desta época revivida.

A evolução e os aprimoramentos moldam as coisas para os padrões de seu tempo, mas nunca conseguirão retirar o saudosismo de quem viveu ou gostaria de ter vivido a época de ouro da Fórmula 1. Ou alguém prefere a cena abaixo?

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Lotus, o retorno

O ano de 2010 ficará marcado como o do retorno dos construtores aventureiros à Fórmula 1. Entre as quatro novas equipes integrantes do grid de largada temos um nome que provoca saudosismo e lembranças aos fãs que viveram ou estudam a evolução deste esporte. Em 2010 o nome Lotus voltará a dividir curvas com Ferraris, McLarens e Williams. Mas que Lotus seria essa?

Quando se pensa na equipe inglesa, Colin Chapman imediatamente vem à cabeça como figura responsável pelo seu surgimento e pela chegada a posição respeitável de escuderia campeã do mundo e influente no desenvolvimento dos carros de corrida. Privilegiando o aumento da performance em detrimento até da segurança de seus pilotos, Chapman alavancou a equipe Lotus. No curta Nine Days in Summer é possível de se ter a real dimensão do que significou o impacto deste inventivo engenheiro na f1, neste caso durante o desenvolvimento do Lotus 49 com Ford v8 que teve como pilotos Jim Clark e G. Hill.

Para nós brasileiros a equipe Lotus foi o time do coração durante os anos 70 e 80. Junto das primeiras transmissões para a TV aberta víamos nascer nosso primeiro Campeão Mundial Emerson Fittipaldi a bordo do lindo 72 e na década seguinte um herói se afirmava a bordo da também preta com dourado 98T.

Agora um fundo de investidores comprou o direito de explorar essa mítica legenda e está concretizando o seu retorno. Mike Gascoyne fará a figura de Colin e todos nós aguardamos curiosos pelo que esta nova equipe malaia fará de posse da marca que só andou para trás desde a perda de seu mentor. Eu particularmente torcerei, sabendo que esta é apenas uma homônima da real, como do início dos anos 90 torcia pela real e já decadente, sabendo o que ela representava para a Formula 1. Termino o post com uma imagem de um dos últimos de seus carros e com a torcida de sucesso para a nova e arriscada empreitada de Tony Fernandes, o nome responsável por esse post.

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Largando!!

No automobilismo a área de escape é a benção dos desafortunados e um revés aos audaciosos que exploram o limite das suas máquinas em entradas e contornos de curvas feitos de forma mais aguda a cada passagem.

Durante o meu corrido e desgastante dia-a-dia atual tenho me pego em reflexões onde me julgo um desafortunado sem rumo  – pura tolice de momento –  momentos que escondem tudo de bom que me rodeia e que conquistei nos meus hoje 27 anos de vida.

Já fiz algumas curvas agudas nestes 27 anos … Neste espaço colocarei textos sobre assuntos que me são interessantes (automobilismo, carros antigos, filmes e músicas, além do próprio exercício de escrever) e terei o meu momento antí-correria, onde o tempo passará mais devagar, tal e qual um desafortunado piloto com um forte patrocínio, ou um audacioso piloto com um forte rival teriam quando parados em uma área de escape.

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