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Archive for dezembro \31\UTC 2010

Feliz 2011!

Uma ótima virada de ano para todos, 2011 chegou e será bom demais.

E, aos amigos que pegarão uma estrada, família a bordo, calma e paciência.

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Cada um de nós tende a criar uma  galeria pessoal de heróis, um time de quem invejamos e/ou admiramos por suas conquistas, personalidade, modo de vida, etc, etc…

Steve McQueen está entre os meus. Esse sortudo figurão, natural de Indianápolis, passou por muita coisa na vida antes de ter condições para matar o seu desejo por carros, motos e velocidade. Um americano diferente, que odiava veículos com câmbio automático e preferia os modelos europeus e seus estilos, freios e estabilidade aos americanos.

Antes da sua estrela brilhar, e ele ter a sua frota particular, muito se passou. McQueen trabalhou como marinheiro, carregador, estivador, empregado de posto de gasolina, porteiro de circo. Chegou a trabalhar como “pescador” de clientes para um cabaré, mas felizmente a Marinha dos Estados Unidos mudou o seu destino, principalmente com as aulas de mecânica.

Foi com seus conhecimentos de mecânica que, anos mais tarde, ajudou o professor de arte dramática Stanford Meisner em um problema com seu Ford. Meisner viu potencial no rapaz e o  convenceu a entrar para uma escola de teatro. Foram dois anos entre as manutenções de carros e as aulas de interpretação. Até entrar para uma concorrida escola de atores, virar protagonista de filmes e, na condição de estrela, receber cachês altos e selecionar os filmes em que atuaria.

A paixão pela velocidade sempre acompanhou o astro de Papillon, abaixo listo alguns dos brinquedos que figuraram na sua garagem, além de aparições marcantes em filmes. Reparem, eu disse alguns de sua garagem…

MG-TC

Austin-Healey

Chevrolet Corvette

Porsche Speedster

Mini Cooper

Shelby Cobra

Porsche 911

Jaguar XKSS (+ Lotus)


Ferrari 250 GT

Porsche 908/2

Mustang (Bullitt)

Gulf  Porsche 917k (Le Mans)

Buggy com motor do Chevrolet Corvair

Lola

“Baja Boot”, para participar de corridas off road

Triumph  Bonneville

Mestre Steve McQueen.

Bibliografia para esse post:

Acervo digital de Quatro Rodas

http://theselvedgeyard.wordpress.com/

A foto do MG retirei do blog: http://fuscars.blogspot.com/

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Que dó

Fazendo pesquisas para um post futuro encontrei esse acidente numa corridinha com carros da década de 60 para baixo, em Silverstone 2008….é charutinho pra tudo que é lado.

Que dó, mas é do jogo. Com dinheiro e os mecânicos certos as duas baratinhas voltam a velha forma, isto se já não voltaram.

Se entendi bem, o vídeo só pode ser reproduzido no youtube, ô dó…

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Um ano

Neste dia 20 fecho um ano desde a minha primeira postagem neste blog.

Desde então, vou aprendendo a escrever e fazendo novos amigos a cada nova investida, aqui, nessa mistura de área de lazer com válvula de escape que eu inventei e que vai criando vida.

Agradeço a companhia, amizade e paciência de todos que por aqui passam, vez por outra.

Vamo que vamo.

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This is Formula One

Para uma ótima temporada, uma ótima edição de vídeo.

Que venha 2011

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Os anos 20 trouxeram um espírito de retomada de caminhos após a primeira grande guerra. A consolidação da revolução industrial chegaria à Europa por meio de novas tecnologias, ferramentas e mudanças na relação empregado/empregador.

O mundo mudava rápido e a população observava, surpresa, os passos largos da evolução das máquinas que não tardariam em tornarem-se ferramentas úteis no cotidiano urbano. Como sempre, a guerra trouxe investimentos maciços no desenvolvimento e no aperfeiçoamento de tecnologias, e, com o fim dela, era chegado o momento de transformar essas tecnologias em fonte de renda. As grandes companhias olhavam para frente.

A Primeira Guerra Mundial foi um período de crescimento para a italiana Fiat. Fundada em 1899 por Giovanni Agnelli ela produzia máquinas agrícolas, mas rapidamente entrou no ramo de locomotivas. Com a chegada do conflito, em 1914, o leque de produtos estendeu-se para veículos bélicos, ambulâncias, motores de submarinos, metralhadoras… A empresa cresceu e com o final do conflito era hora de fixar-se como uma forte indústria de vanguarda na Europa.

O primeiro passo foi a inauguração de uma nova, e futurista, fábrica. No dia 23 de Maio de 1923, Lingotto, em Turim, uma planta revolucionária ganhava vida. O esguio prédio projetado por Giacomo Matte Trucco, com 5 andares, 507 metros de comprimento e 24 metros de altura, comportava não só a maior fábrica de automóveis na época, como também a mais funcional linha de montagem.

A criação dos modelos tinha início no primeiro andar, onde as matérias primas eram trabalhadas, prosseguia nos andares superiores, onde os veículos ganhavam forma, e acabava na inimaginável pista de testes localizada no terraço.

Em pouco mais de um quilômetro de comprimento, duas retas eram ligadas por curvas inclinadas; podia-se ali, no alto da fábrica de Lingotto, testar os novos carros sem que eles fossem vistos pela concorrência, além de certificar a qualidade dos modelos regulares de produção e até promover inusitadas, e perigosas, corridas.

Lingotto transpirava futurismo, e um dos seus filhos mais marcantes foi também um dos maiores devaneios da montadora. Em abril de 1954, um som de avião invadia a pista de testes do terraço do complexo, era o Fiat Turbina que nascia depois de seis anos de gestação.

O carro conceito, criado por Dante Giacosa e pelo engenheiro Luigi Fabio Rapi, trazia três turbinas a gás trabalhando juntas para impulsionar um elegante corpo streamline, montado sobre uma estrutura tubular, em altas velocidades.  Era um estudo para ver se com os veículos terrestres ocorreria o mesmo fenômeno dos aviões, onde os tradicionais motores eram rapidamente substituídos pelas modernas turbinas.

No Aeroporto Caselle, de Turim, os 300 cavalos de potência, auxiliados pelo baixíssimo coeficiente aerodinâmico de 0,14, levaram o protótipo para além da barreira dos 240km/h. Mas o grande aquecimento dos componentes internos, a inércia da turbina nas desacelerações, o imenso consumo de combustível e de emissão de gases foram apenas alguns dos problemas que a experiência com o Fiat Turbina mostrou, e que inviabilizaram a sua sequência. O futuro dos automóveis estaria por muito tempo ligado aos tradicionais motores de pistões e câmaras de combustão interna.

Após algumas aparições públicas, em Monza inclusive, o Turbina foi aposentado para hoje ser exibido com orgulho no Museu do Automóvel de Turim, local onde nasceu e onde reside o incrível complexo de Lingotto, fábrica que cumpriu seu papel até ser fechada em 1982 e transformada, posteriormente, em um celebrado multi-espaço cultural, com hotéis, restaurante e espaços comerciais.

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Blibliografia para este post:

http://en.wikipedia.org/wiki/Fiat_Turbina

http://www.hemmings.com/hsx/stories/2006/01/01/hmn_feature29.html

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