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Archive for fevereiro \24\UTC 2011

Tenho uma colega de trabalho que fuma bastante. Entre uma escapada e outra ao longo do dia, e ritualmente após o almoço, lá está ela soltando a sua fumacinha.  Minha colega certamente nunca ouviu falar de Goethe, pensador e cientista alemão. Ela conhece a avenida de Porto Alegre, mas não o escritor que recebeu a homenagem e que nas suas linhas cravou a afirmação: “É mais fácil matar o monstro do que remover-lhe as entranhas”.

Ela é jovem e já mãe de um menino nos seus quatro anos de idade. E jovem do seu jeito já está sentindo que alguns aspectos de sua saúde pioram gradualmente. Recentemente escutei que nela não há mais prazer em fumar, mas o hábito está solidificado na sua rotina, tão natural quanto alimentar-se, cuidar de sua aparência (toda mulher é vaidosa) e dos estudos do seu filho, está também levar os cigarros à bituca pelas escapadelas do seu cotidiano.

Produto com saída, vício persistente. Mesmo quando não há mais prazer, segue vivo. A indústria do cigarro aproxima-se do pensamento de Goethe. Ela é como o conjunto de entranhas de um monstro que lutará até o fim por sua existência. Mesmo démodé em muitas regiões, segue vivo e forte na liberdade sadia que cada um têm de fazer as suas escolhas; vivo, mesmo com suas entranhas expostas de forma indigesta e o seu mantra repetitivo.

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A indústria do cigarro enriqueceu através da pompa e do status que ele trazia. Logo, onde havia apelo ao público consumidor, lá estava ela estampando seus produtos. Com o aumento do conhecimento de seus males, e maior divulgação das suas conseqüências, o charme foi sendo perdido, mas o dinheiro investido em visual já estava devidamente enraizado.

Um dos esportes mais ricos da atualidade anda alinhado com essa indústria desde que descobriu como é rentável levar um adesivo de marca em seus carros. A Fórmula 1 ajudou a fixar patrocinadores de uma maneira impressionante, a ponto de hoje os cigarros terem deixado as equipes (muitos países proíbem as suas propagandas), mas as equipes não conseguirem deixar os cigarros.

No começo dos anos 70 a John Player abraçou a equipe Lotus. Seus carros, antes com o verde inglês tradicional e depois com o marcante layout da Gold Leaf (cigarros), entravam em uma parceria longa e vencedora. Os Lotus modelo 72 de Fittipaldi, 78 de Andretti e 97T de Senna cravaram o preto e dourado como a pintura definitiva da equipe.

Em 2011, em meio a uma disputa pelo direito de levar o nome Lotus nas pistas, o padrão de pintura que remete ao cigarro volta a dar as caras, enfatizando qual a verdadeira através das cores vencedoras.

A Marlboro entrou na Fórmula 1 através da equipe BRM, em 1972. O desenho na carteira transformou-se em um belo conjunto quando na carenagem de um monoposto. Em 1974 lá estava Fittipaldi eternizando a imagem na grande McLaren, parceria também vencedora e marcante com Senna 14 anos depois. Após o período na McLaren, começava então a destruidora união Ferrari/Marlboro/Schumacher.

Nos dias de hoje, basta olhar para o carro da equipe italiana , lá está ela e sua subliminar “gravatinha” num fundo branco.

A Rothmans estampou a equipe March durante boa parte dos anos 70 e início dos 80. Neste período ela ampliou seu alcance para outras categorias, motociclismo, turismo e rali. Nos anos 90 voltou à Fórmula 1 juntando-se a equipe Williams e seu projeto para receber Senna. Com Senna, tragédia, mas com Damon Hill e Jacques Villeneuve, os títulos desejados.

Hoje a Williams reforçou na sua pintura para 2011 o desejo de retornar aos tempos de vitória, sair do pelotão intermediário. E, ao trazer uma imagem vencedora nos traços, trouxe junto a indústria do tabaco.

E até a Hispania, sabe-se lá porque, ao mostrar o que pode vir a ser o seu carro, fez todo mundo lembrar da Lucky Strike, antiga patrocinadora da BAR. A marca de cigarros que fez um trabalho forte no motociclismo e depois entrou na Fórmula 1 pela porta errada, mas mesmo assim, foi marcante pelas belas pinturas dos seus carros.

Vício difícil de se largar, é esse dos cigarros

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(Saudade) – Difícil explicar a empatia de Louis com o seu trompete e a platéia. Assistam qualquer vídeo dele e vejam como  “veste” cada música, usando expressões faciais fortes para passar sentimentos aos que o observam em ação. Devia ser assim desde os 11 anos, quando já tocava nas ruas de New Orleans por alguns trocados.

Coração, pulmão e voz.

Eu não gosto de Jazz, gosto é do Louis Armstrong.

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Encontrei isso em um fórum gringo, enquanto procurava notícias sobre o andamento do novo carro da equipe.

Para mim, novidade. E achei um barato. Se bem entendi, o artista que renderizou o carro espalhou mensagens, algo no estilo: Não temos patrocínio, mas somos legais. Anuncie aqui.

Foto em alta resolução:

“Não fale com o piloto”

“Câmera. Frágil”

“Não sente aqui”

“Forte efeito de sucção. Segure-se”

“Veículo extremamente veloz. Apenas pilotos profissionais”

“Sorria, você está sendo filmado”

“Nada especial aqui”

“Este carro termina aqui”

Serelepe demais esse Colin Kolles. Lembrando que o F111 ainda é virtual e nem segundo piloto foi apresentado.

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Niki Lauda, 62 anos

Que tal o naipe, e também o sotaque, do taxista?

Divertido bate-bapo, belo passeio (Jabazão da Mercedes).

Parabéns, Niki

 

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Aquela morena, acostumada a virar pescoços por onde passava, andava agoniada. É que Vanessinha não mais encontrava a sua tão apreciada marca de bala de anis para comprar.

Linda como só ela, pela cidade com seus cabelos ondulados, olhar forte, barriga malhada, dois gatinhos tatuados, um em cada lado da cintura fina. Na sua pele sempre úmida, volta e meia, trilhas de suor desciam e levantavam pêlos; ela sentia muito calor.

Pois poucas coisas causam insegurança ou desconforto em Vanessa, a falta da sua bala preferida na bolsa é uma.  Nada a ver com código de cores ou afins. Embora a bala azul, sim, lhe trouxesse um pouco de calma. Em Minas era galo, todas as paredes de sua casa eram brancas, é nova demais para saber quem são os smurfs e dentre suas roupas de malhar, nenhuma era dessa cor.

Ocorre que Vanessa passou boa parte de sua adolescência enfrentando fortes cólicas. As balas de anis, com seu poder da erva-doce, viraram vício passeando na boca da morena e melhorando seus males físicos e espirituais.

As crises voltaram fortes e as balas sumiram do mercado.

As coisas também não andavam boas para o Jorge. Luthier de profissão, desiludido de ocasião. É cada vez mais raro alguém mandar fazer seus instrumentos musicais, e instrumentos musicais raramente quebram. Muito mais prático e rápido comprá-los prontos, mesmo que montados dentro de fórmulas pré-estabelecidas. “Artistas sem alma…” Resmungava.

Final do horário de almoço, no restaurante. Ao pagar a conta com a sua última nota de R$ 20,00, afasta o rock progressivo dos ouvidos para escutar de um constrangido funcionário:

Posso lhe dar o troco em balas? …é que fomos assaltados, o caixa está vazio…

Já em pé, na parada de ônibus, não tinha onde colocar as mãos. Num bolso da calça um Walkman, no outro, R$ 6,00 em bala de anis. As últimas da cidade, recebidas assim.

Olhando desanimado para o nada, achincalhando os deuses, reparou sem reparar na bela morena que parou do seu lado, suspirou, tirou uma bala do bolso e a abriu.

Vanessa estremeceu junto de suas cólicas . O cheiro, anis! Ela sempre conseguia o que queria, com sobras, então pediu uma, u-ma-zi-nha, para aquele estranho.

E sua bolsa pesou com aqueles R$ 6,00 em balas azuis.

E a tarde/noite daquele luthier desiludido foi inesquecível.

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O ano de 1988 teve uma temporada de Fórmula 1 que é lembrada com carinho pelos brasileiros. Senna vencia a briga com Prost na Mclaren Mp4/4, correndo longe do resto do pelotão e vencendo o campeonato mundial. O domínio da equipe inglesa era tamanho que obteve 15 vitórias em 16 provas. Berger levou o GP da Itália para a sua Ferrari.

Nesse ano comecei a acompanhar corridas de automóvel junto do meu pai. Era um barato começar a tomar gosto por elas desse modo. O grid da Fórmula 1 era bem povoado, colorido, havia a vibração natural pelo Senna, mas o carro que chamava a minha atenção era um pintado de azul.

A March afastara-se da Fórmula 1 em certas temporadas dos anos 70 e realizou um forte trabalho em categorias menores e na Fórmula Indy, com muito sucesso. No ano de 1987 retornou com força à principal categoria, tendo o aporte de uma imobiliária japonesa e utilizando uma adaptação do seu chassis de F3000 para o motor Cosworth V8. Aos trancos e barrancos a equipe dava novamente as caras com um único piloto, Ivan Capelli, e reforçava a sua identidade visual.

Era linda a combinação do tom de azul com o simpático logo da equipe.

Se nessa primeira temporada o time teve em pista apenas 1 ponto conquistado num sexto lugar em Mônaco, nos bastidores o trabalho para 1988 era forte.

Adrian Newey criava um dos carros mais belos que a categoria já teve, o March 881. Com motor Judd num sensual e envolvente desenho. Esse carrinho me fez torcedor fiel do time até o seu fim.

A bala de anis do colorido e cheio grid de 1988 trazia como pilotos o italiano Ivan Capelli, que entrava no seu segundo de cinco anos no time, e o brasileiro Maurício Gugemin. O motor Cosworth dava lugar ao competente Judd V8 de 3.5cc e aspirado, acomodado no chassi criado por Newey.

Na pista o carro chamava a atenção pelo lindo layout e por um belo estilo “garrafa de Cola-Cola”. Mas agora também havia bom rendimento e resultados em pista. A belezura incomodava a concorrência.

Vejamos. Capelli fechou a temporada na sétima colocação, tendo uma temporada regular e como melhores resultados a terceira posição na Bélgica e a segunda em Portugal. Gugelmin fecharia o ano na décima-terceira colocação, vivendo seu ponto alto em um quarto posto na Inglaterra.

Mas o carro de Newey tinha lá os seus problemas. Projetado em túnel de vento, de fora para dentro, deixava o piloto em apuros. No vídeo abaixo vemos Jackie Stewart avaliando, sem papas na língua, o carro para um programa de tv. O espaço para o piloto no habitáculo era mínimo, acomodar braços e pernas era um martírio, a ponto de membros ficarem dormentes durante a corrida. Tudo relatado pelo escocês, que concluía ser impossível retirar tudo que o carro podia dar de performance nessas condições.

Com beleza, velocidade e lá os seus defeitos, esse carrinho trouxe uma legião de fãs para a simpática equipe que, infelizmente, não emplacou e ficou pelo caminho no início dos anos 90.

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Ontem foi celebrada a missa de sétimo dia de Luiz Pereira Bueno, na Paróquia de São Gabriel Arcanjo/SP.

Hoje o Jornal Zero Hora acertou a mão ao publicar, após os esportes e antes do Paulo SantAna, uma atenciosa e caprichada matéria relatando alguns feitos do Peroba aqui pelos caminhos gaudérios.

Surpresa boa ao quase fechar o jornal. Parabéns aos colaboradores da matéria,  Daniel Dias e Guilherme Ely, por darem algo mais do que as notas curtas e sem aprofundamento relacionadas ao automobilismo.

Reproduzo abaixo a página, digitalizada com a ajuda do Dú Cardim.

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Momentos de Valência

Está cada vez mais chato trazer vídeos para um blog. Infelizmente o clipe da BBC com takes dos treinos em Valência também só pode ser visto no youtube.

Já que é assim, clique aqui para olhar.

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