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Archive for agosto \28\UTC 2011

Tempos Modernos

Amigos. Gostaria de agradecer a compreensão de cada um com a falta de atualizações desse bloguinho. A carga de leituras da faculdade modificou o meu foco, mas é coisa de momento.

Não posso me dar o risco de ser como Bruno Senna em Spa: classificar bem e errar na primeira curva. Melhor tomar o exemplo do Button, guiar de forma programada e eficiente para terminar bonito na foto.

Vamo que vamo, logo é setembro

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“Motorroça”

Tu tá é doido…

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Travessuras atômicas

O dicionário Michaelis tenta por que tenta me convencer que “travessura” pode ser “maldade infantil”. Como se adultos não fizessem das suas; como se toda traquinagem fosse oposição ao bem.

Como exemplo concreto, vejam o que este meu amigo aprontou já do alto dos seus 1m90cm de altura – princípios morais não me permitem revelar o seu nome.

Piloto querido da D3, defendendo a cor vermelha do seu “pinico atômico”, ele penava para acompanhar os Fuscas de Ricardo Mogames e Laércio, culpa de uma primeira marcha pra lá de longa que amarrava a sua largada. Pois o pequeno travesso, após uma noite de cálculos, decidiu apostar em uma relação de marchas onde a 1ª e 2ª fossem mais curtas, alongando a 3 ª e 4 ª, e com ela foi aos treinos.

Assim como criança que fez arte treme ao ser pega por um pai brabo, varinha de marmelo em mãos, piloto foge de chefe de equipe/preparador/mecânico furioso. O ponteiro espia do conta-giros, que marca o giro máximo alcançado e só pode ser “zerado” com uma chave, faz o papel de dedo-duro nessa história.

Acompanhem e imaginem a cena, no começo do treino:

“Mandaram eu dar umas voltas só para experimentar, ver se não vazava nada e estava tudo certo, para depois andar forte. Sempre deixava um Rolex que ganhei de minha mãe quando fiz 14 anos, uma relíquia, com alguém da equipe. Nesse dia escutei: Pô, para dar umas voltinhas, vai até sem luvas!

Quando estava saindo do Box, já entrando no Retão, vi que o espelho da esquerda estava fora do lugar e tentei colocar a mão pela vigia para arrumar. Todo desajeitado, coloquei a mão na vigia e meu precioso relógio soltou! Quando fiz o movimento para segurar, acelerei a barata – Acho que na 2ª marcha, quando vi o motor estava voando!!!! Olhei o conta-giros e estava a uns 9.000 rpm.

Fez um buraco no bloco, uma parte da biela foi parar uns cem metros longe, fiquei lá com cara de bunda esperando a bronca.”

Pois como também diz o Michaelis, travessura pode ser “malícia”. E por saber que iriam fazer arte esse meu amigo conta, ele que vive várias histórias, que vários pilotos entravam no carro com uma chave secretamente copiada na manga – assim podiam zerar o seu conta-giros e voltar aos boxes com caras de santos.

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Este post é uma homenagem ao amigo Rui Amaral, do baita blog Histórias que vivemos, e que se estende a todos os pilotos e fãs dos saudosos pinicos atômicos.

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Cadillac Fleetwood Limousine – 1954

Este é o carro usado pela dupla de Kerouac, em seu grande livro, na mais insana de suas viagens.

“…o último dos rios encantados passou num lampejo, e então vimos a fumaça distante de Chicago no fim da estrada. Tínhamos vindo de Denver a Chicago, passando pelo rancho de Ed Wall – são 1880 quilômetros, exatamente em dezessete horas, sem contar as duas horas na valeta, três no rancho e duas na polícia, em Newton, Iowa, uma média de 120 por hora, com um motorista apenas. O que é alguma doida espécie de recorde .”

Não leu On the Road ainda?

Sempre é tempo.

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…mas logo a Fórmula 1 chega à Spa.

(Em Porto Alegre, 3 graus)

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Hungaroring 2011

Hungaroring está longe de ser uma pista que eu goste. Acho chata, sonolenta. Mas quando molhada, como no gp deste final de semana, mordo a língua bonito.

– Em meio ao molha e seca, Button foi genial. Linda vitória.

– Vettel correndo com a cabeça, regular, dificilmente perde o título.

– Hamilton extrapolando, contribuindo pro espetáculo mas não crescendo no campeonato.

– Alonso andando mais do que a Ferrari, Massa menos do que ela.

– Webber, sem sal.

– Nick Heidfeld na porta dos desesperados, seguido de Buemi, Alguersuari, Sutil e Schumacher.

– Di Resta, belo piloto, torcendo pela pronta aposentadoria de Schumacher.

– Koba sem pneus no final da prova, merece outro tipo de estratégia.

Quatro semanas sem corridas. Que venha Spa-Francorchamps, dia 28/08

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“Vai ao quarto dos fundos e escolhe os livros que tu queres, separo e depois te mando.”

O garoto escutou, pensou, soltou um “tá bom” tímido e se pôs corredor adentro.  No curto trajeto desenhou-se em sua mente uma estranha corrida de revezamento, aquele cara que passa o bastão não ía atrás e nem ao lado dele… Jogo besta, pois.

Dentro do quarto, tudo ainda familiar e completamente em ordem. A presença – existência de algo em determinado lugar – também se dá nas lembranças.

Na pequena estante começou um ato de zelo e respeito, apenas o que realmente seria importante entraria nas suas escolhas. Logo sete volumes estavam empilhados, estes não seriam pegos apenas por capricho. Ao lado, nos dois criados-mais-mudos-do-que-nunca, nada.

Sentou-se na escrivaninha, ligou a lâmpada. Da prateleira em frente mais um livro se juntou aos sete eleitos, outros tantos poderiam sair de lá apenas por capricho – melhor não.

Da gaveta surgiu uma caixa, da caixa, medalhas. Agora todas sobre o tampo. A primeira conhecia de fotos, sempre no quepe, era da ONU. Homenagens, brasões e patentes, cada uma com suas histórias… Ali estava um relicário codificado que só fazia ou tinha sentido e valor para aqueles que conheciam os ritos militares; o garoto conhecia.

No fundo da caixa ficara esquecida uma fita verde. Dessas de se amarrar no corpo, fazer pedidos, apelar pro invisível, singela. O garoto nunca a tinha percebido, um tanto desfiada, não sabia como nem por que estava ali.

Dias depois, a caixa de medalhas seguia naquela gaveta, era o seu lugar. Oito livros, porém, estavam a caminho da casa do garoto que, no tornozelo direito, ˝Lembrança de Santa Madre Paulina˝, trazia atada a presença com um nó de escoteiro.

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