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Archive for janeiro \31\UTC 2012

A nossa mente não segue uma fórmula exata para criar os registros que viram memórias. Logo, por não existir uma Báskara, um Teorema de Pitágoras ou o Binômio de Newton das recordações, acabamos por gravar para sempre coisas sem importância ao mesmo tempo em que nos debatemos para resgatar uma data, um nome ou um acontecimento. Uma injustiça com os saudosos, eu diria.

Do que eu nunca esqueci, tem algo que sempre escondi. Em algum lugar no final dos anos 80, acredito que em 1987, aprontei uma daquelas…

Na época em que crescia para o mundo convivia com meus avós paternos, morávamos na mesma casa. Quando não estava enchendo eles de perguntas, pedindo histórias, aprendendo com eles a fazer um caleidoscópio, jogar xadrez ou falar inglês, eu fazia era arte.

O vô tinha um Gol LS 1600 dos primeiros, branco, tirado zero. Adesivo do exército no vidro dianteiro, botão de injetar gasolina no carburador, estepe sobre o motor, tampa do porta-malas barulhenta que só e duas perigosas travas do banco traseiro rebatível – prendi o dedo numa certa vez. Cresci ao redor daquele carro, não dava muito valor e hoje tenho saudade dele.

Quem aí sabe ver quando uma criança faz algo por maldade ou por brincadeira? Bom, certo dia enquanto andava pelos canteiros da casa, sabe-se lá por que, algumas pedras me chamaram a atenção. As tais pedras andaram pela caçamba de um caminhão de brinquedo por um tempo e, não me perguntem a razão – eu não sei por que, foram parar dentro de uma das rodas dianteiras do Gol.

A roda tinha algumas janelas para ventilar o disco de freio. Lá dentro coloquei umas cinco inocentes pedras e segui a minha vida, fui brincar de outra coisa.

O vô dava aulas na PUC, morávamos na zona sul da cidade. No fim de tarde seguinte entro na garagem e estão, meu pai e ele, tirando o último parafuso da roda e descobrindo as pedras que caíam totalmente gastas no chão.

“Taí o motivo da barulheira.”

Minha cara me entregou, acho.

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Queria escrever algo sobre a vitória do Oswaldo Negri Jr. nas 24 Horas de Daytona, mas não consegui acompanhar nada da prova. Não tenho Speed Channel e a minha conexão de internet não ajudou, frustrante, deixo para outros o relato. Pelos que li foi demais, estão abertos os trabalhos do ano.

Amanhã Barrichello senta no carro da KV Racing, equipe de Kanaan, para testes. Seria interessante se, além de ajudar o seu amigo no acerto do novo chassi, Barrichello visse ali uma oportunidade de seguir em atividade dirigindo monopostos.

Brasileiros em monopostos de diferentes categorias, ao longo da história, vamos lá:

Emerson Fittipaldi no Copersucar F6A de 1979, rasgando o asfalto do Hockenhein – Largou a prova na 22 posição e abandonou a corrida por problemas elétricos na quarta volta. Venceu Alan Jones/Williams, seguido de Regazzoni/Williams e Laffite/Ligier.

Emerson não precisava mais provar nada a ninguém na Fórmula 1.

Alex Dias Ribeiro em sua March 762, no ano de 1976, quando disputava a Fórmula 2. No mesmo ano subiu a categoria principal.

Nelson Piquet com sua Ralt em 1978, na pista de Donington Park. Na época ele disputava a Fórmula 3 e ali quebraria o recorde de vitórias de Jackie Stewart. Nesse mesmo ano andaria também na categoria principal em três carros diferentes – mito!

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O futuro é feio

Quem deu as caras há poucos instantes foi o novo carro da Caterham, para 2012. O CT01, mostrado pelo twitter do time (@MyCaterhamF1) é feio demais.

Infelizmente parece que a frente exibida, estreita e com um bico reto em dois níveis, é uma tendência que os outros times seguirão – Stefano Domenicali já disse que o novo monoposto da Ferrari também não será das coisas mais agradáveis aos olhos…

Meu pai do céu

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Kimi´s back

Hoje a temporada começou para a equipe Lotus.

Kimi voltou a sentar num monoposto – o R30 que foi de Kubica e Petrov em 2010 – parte do processo de recondicionamento.

Foi em Valência, pista chata que não sai de cena. E logo começam as apresentações dos novos carros, algumas datas divulgadas seguem abaixo:

26/01 – Caterham (ex-Lotus verde)

01/02 – McLaren

03/02 – Ferrari

03/02 – Force India

05/02 – Lotus

06/02 – Sauber e a bi-campeã Red Bull

21/02 – Mercedes

Vamo que vamo

Foto divulgada pelo twitter da Lotus: @Lotus_F1Team

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…presente:  Uma cestinha que será forrada de salgadinho e refrigerante em uma bela viagem, marcada pro mês de fevereiro.

Me aguardem!

 

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Hill climb classic

Na década de 30 era assim que se vencia uma competição de subida de montanha com classe:

Pouco peso; Centro de gravidade meticulosamente calculado; entre-eixos definido por sistema cad-cam; Camisa Polo, óculos de mergulho, Motor traseiro com tanque de combustível sobre as partes quentes; assento seguro por um cinto;  fios elétricos isolados pelas longarias….E muita vontade de fazer o trajeto no menor tempo!

 

 

Sweet 30’s!!!

 

 

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1993-2011

A confirmação de Bruno Senna na Williams trouxe no reboque um encerramento melancólico para a trajetória de Rubens Barrichello na F1, e este final foi assunto para grande maioria de jornalistas e blogueiros ligados ao automobilismo hoje.

Barrichello é grande e vencedor. Ele fez o que mais gosta ao longo de 18 anos, estando presente em aproximadamente 30% da história da categoria. Durante esse período pode guiar em fases bem distintas do esporte: Mudanças nos regulamentos, níveis tecnológicos cada vez mais aprimorados, segurança sempre aumentada nos carros e nos circuitos.

Teve grandes momentos – O começo pela Jordan e principalmente os anos de Stewart me são especiais – assim como péssimas temporadas.

Faltou um título? Claro. E fora das pistas suas declarações e postura muito o desgastaram, mas quem sou eu para julgar um atleta de ponta que amadureceu fazendo o que mais gosta.

Espero que em breve ele encontre a mesma satisfação no caminho que escolher para seguir acelerando, este primeiro ano sem a sua presença será estranho.

E que o Brasil invista em categorias de base para renovar com qualidade, senão…

Crédito das fotos:

Kyalami – 1993 – http://www.diariomotorsport.com.br/

Interlagos – 2011 – http://tazio.uol.com.br/

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