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Archive for março \31\UTC 2012

Estava aqui pesquisando sobre os filmes que virão por aí e terão a F1 como pano de fundo. Descobri que em um estágio avançado temos um sobre Lauda e Hunt, como nova promessa temos um sobre Stewart e Cevert e como maldade pura a obra da montagem abaixo:

Vocês não valem nada!!!

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Gracias, Checo

Eis que surge um momento para sentar e escrever algumas linhas sobre a maluca corrida da Malásia, a segunda da temporada de 2012 da Fórmula 1.

Poderia aqui rabiscar algo sobre o milagre que o genial Alonso realizou, ou sobre um Hamilton em grande briga com seu companheiro de equipe; Certamente a bela corrida de Bruno Senna preencheria boas linhas, bem como as preencheriam os posteriores do encontro marcante entre  – vejam só –  Vettel e Karthikeyan.

Mas só penso em um assunto. É que Sérgio Perez cometeu um crime perfeito, poucos conseguem isso e outros tantos dizem nem existir tal feito, ele roubou a cena.

Não agradeço Pérez apenas por ter se tornado personagem principal desta corrida que ocupou a nossa madrugada. É mais que isso, a escalada do mexicano me retirou da zona de conforto que a cama quente traduzia em acomodação. Eu me envolvi, torci e me frustrei.

Somos rapidamente contagiados por eventos em que um mirrado Davi faz frente e incomoda o grande Golias. Neste caso Davi pilotava uma minúscula Sauber branca frente ao gênio Alonso de Ferrari. E como Pérez incomodou.

Na medida em que o mexicano se tornava protagonista da corrida, empilhando voltas mais rápidas numa inusitada caçada pela liderança, eu me colocava em pé frente à TV, fazendo contas e percebendo Alonso o ver crescer no retrovisor.

Imaginação solta, o desconhecido e simpático piloto ia ganhando as proporções do Ares que, com sua biga de ouro e prata, saía veloz do Olimpo para ajudar os troianos na Ilíada de Homero!

Poucos momentos me envolveram assim nesse esporte que amo. A última volta de Massa campeão que findou no título de Hamilton em Interlagos, algumas brigas entre Villeneuve e Schumacher, Schumacher e Hakkinen, Senna e Prost lá atrás no tempo… E agora Perez pintando a insossa Sauber com as mais belas cores possíveis, lembrando que o esporte a motor também é feito de personagens que se cruzam em diferença de condições na busca do seu espaço.

E veio a frustração. Assim como Ares falhou abandonando Troia, então fortemente atacada pelos helenos aliados de Esparta, Pérez saía estranhamente da disputa pela liderança. Com carro muito superior e muitas voltas pela frente para realizar a ultrapassagem, veio a infame mensagem pelo rádio, veio o erro numa curva e veio um grande balde de água fria no transe em que eu me encontrava.

Mas nada apaga tudo que o jovem mexicano construiu na prova, feito que certamente terá grande peso no rumo de sua carreira.

Muchas gracias, Checo. Volte sempre.

Foto retirada do Grande Prêmio, portal que virou emotion do msn.

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Até os 12 anos eu tinha medo de mexer no disco preto do pai; Aos 16 um professor de filosofia passava The Wall para uma turma que não entenderia nada; 18 e eu comprava Wish You Were Here em um balaio; Com 23 tentava ser Gilmour na minha guitarra; Tatuei a capa de um disco em boa parte das costas nos meus 26 e com 29 anos eu também olhei o muro caindo.

Incrível. O que nasceu como uma egotrip de Waters sobre seus dramas pessoais (perda do pai, relação com mãe, esposa, mundo…), virou um espetáculo atual e de grande alcance – dedicado ao brasileiro Jean Charles de Menezes.

Ao longo de duas horas, com forte influência do “1984” de George Orwell, críticas aos regimes totalitários, imperialismos econômicos, demagogias políticas e descaso com desigualdades sociais foram despejadas ao som de um Pink Floyd que nunca – nunca – envelhecerá.

Em 25 de março de 2012 eu também olhei o muro caindo.

Crédito da foto para ClicRBS/Tadeu Vilani, as minhas ficaram horríveis.

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O Chrysler Airflow é titular no time dos carros que pintam para cumprir um determinado papel e fracassam, mas anos depois viram clássicos, objetos de culto e fonte de inspiração.

Surgindo num período entre duas grandes guerras, bebendo dos ares trazidos pela súbita paixão p0r linhas fluidas e elegantes, ele pousava no trânsito americano criando a ilusão de que tudo produzido antes era quadrado e excessivamente pesado. Não que ele não fosse, mas esse tanque de guerra era completamente aerodinânimo e futurista.

Havia na época uma agitação de espíritos nos principais escritórios de estilo do mundo, a indústria automobilística não estava fora da onda. Ferdinand Porsche, enquanto desenvolvia o desenho do seu cascudo, era fortemente influenciado pelos rumos que tomavam Tatra, Ford, Cadillac e Chrysler – O engenheiro alemão optaria, entretanto, em importar para sua terra um comportado Packard 120.

Existiram duas versões do Airflow, vendidas entre 1934 e 1937. Essa vida curta está ligada ao fracasso de vendas que apresentou, mas suas indicações de estilo foram seguidamente  pinceladas em carros que surgiriam muitos anos depois.

No vídeo abaixo podemos conhecer o luxo, capricho e  a personalidade de um exemplar muito bem conservado e completamente funcional. É fácil entender porque ele não vingou, veio na época errada e para o público errado.

Bibliografia para o post: http://bestcars.uol.com.br

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Bom saber que uma semana cheia como essa acabará com algo que, alguns anos atrás, não passaria de sonho.

(desculpas pela falta de postagens, tá corrido…)

 

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“Gastei muito dinheiro com bebidas, mulheres e carros. O resto eu desperdicei”

George Best, todo orgulhoso com seu novíssimo Lotus Europa 1967.

Não tenho muitos ídolos no futebol, um deles é o George Best.

O cara fez fama na Inglaterra da metade da década de 60. Boa pinta, com dinheiro e muita vontade de aprontar, Best foi um dos primeiros personagens gerados pelo futebol que frequentavam várias páginas dos jornais além das reservadas ao esporte.

“Dizem que tentei dormir com sete Misses Mundo. Não é verdade. Foram apenas quatro. As outras três é que vieram atrás de mim.”

O estilo de vida que o Beatle do Manchester levava ajudou a comprometeu a sua saúde e os anos 70 foram difíceis. O ídolo só foi reencontrar um pouco de paz no futebol americano, junto com estrelas que por lá ganhavam dólares e mostravam o esporte para um novo público.

Faleceu corroído pelo alcoolismo, ciente de tudo que fez em vida e deixando claro que não era exemplo para ser seguido.

Seus últimos dias foram no hospital, ao lado de sua família e do amigo Denis Law. Aos pés da cama, uma carta com a seguinte assinatura: “Do segundo melhor jogador de todos os tempos, Pelé”. Sobre ela, Best disparou: “Este foi o último brinde da minha vida”

Trechos em itálico foram retirados da Wikipedia.

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Vai começar

Finalmente a temporada 2012 vai embalar para aqueles que gostam de velocidade. Na Austrália poderemos observar  pela primeira vez o embate entre Schumacher, Vettel, Alonso, Button, Kimi e Hamilton – para ficar apenas com os já vitoriosos, sendo sabido que nada impede de Nico Rosberg ou mesmo Webber e Massa aprontarem das suas.

Kimi Raikkonen certamente concentrará boa parte das atenções. O Lotus-Renault parece promissor e o próprio Kimi é um personagem raro, além de grande piloto.

Entre as equipes, McLaren e RedBull terminaram 2011 com performances mais próximas. Caso a equipe prateada tenha conseguido manter um caminho de desenvolvimentos durante a pré-temporada, Vettel não terá vida fácil.

Vettel que batizou o novo carro de ABBEY… Oh! Darling, ele sabe das coisas.

Hispânia e Marussia são incognitas. A Ferrari não empolga, Caterham deve engrossar o bolo do meio de grid e a Williams leva a torcida de bons fãs antigos do esporte para que acerte a mão em um carro ainda com Frank no  time.

Todos contra Adrian Newey.

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Fotos de http://www.autosport.com/

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