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Archive for julho \27\-02:00 2012

That Is All

“Eu senti cheiro de grama.”

Sir Jackie Stewart, em depoimento para o documentário sobre George Harrison que Martin Scorsese tirou da cartola – Living in the Material World – narra um pouco do transe em que se via durante algumas corridas.

Volante, motor, carro e piloto, fundiam-se no que Stewart explica como um estado onde os seus sentidos estavam hiper-aguçados. Relata:

“Meus sentidos estavam tão otimizados que na entrada da curva senti cheiro de grama – algo estava errado – e aliviei o pé do acelerador. Ao contorná-la, percebi um carro na área de escape.”

Era o solo de Something, feito por Stewart com seu F1.

Não é novidade, George acompanhava de perto a categoria. Fã de velocidade, amigo pessoal de caras como Fittipaldi, Hunt, Lauda, além de Stewart… & que também conheceu o mito abaixo.

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De bugue, sim senhor.

Brazilian Folks é uma turma forte de São Paulo, fanática por VW’s.

Ao redor do grupo surgem reuniões, passeios, filmes, projetos e até uma revista eletrônica.
A foto abaixo pintou na página deles no Forum Fusca Brasil.

Gostei do buguinho de fibra e seu santo-antônio de cano dobrado!

Agora pergunto: Quem, quando e onde? Alguém sabe?

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Essa eu preciso divulgar:

Vejam que simpática coleção a RBS vai vender junto com algumas edições do seu jornal. Lembro que invejei muito a paulistada quando um jornal lá de cima fez o mesmo com uma coleção de clássicos brasileiros – hoje vendidos com preço salgado nos Mercado Livre da vida.

Enfim, quero todos. Não assino/compro a Zero Hora,  mas quero todos.

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Continua a simpática brincadeira da equipe inglesa.

Antes foi o “Bigode Original” de um grande piloto que deu as caras, agora é uma peça íntima de outro campeão que me fez rir.

Muito legal o desenho.

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“(…)

Pra ser Jesus numa moto 
Che Guevara dos acostamentos 
Bob Dylan numa antiga foto 
Cassius Clay antes dos tramentos 
John Lennon de outras estradas 
Easy Rider, dúvida e eclipse 
São Tomé das Letras Apagadas 
E Arcanjo Gabriel sem apocalipse…”

Que baita letra canta Sá, Rodrix e Guarabyra.

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Como combato o ladrão da minha fé na raça humana? Esse tal parece estar sempre de prontidão. Na espreita, observando tudo, espera o momento certo e aparece num repente levando o que puder – a fé no ser humano sempre vai junto, de arrasto.

Ser uma pessoa do bem – e não “de bem”, esse tal modelo subjetivo de bondade usado por certas pessoas –  é estar sempre nadando contra uma forte corrente.

Nessa semana o pungista atacou novamente, roubou a nós todos de uma só vez.  Protagonista na estreia de um filme bobo de heróis, ele assassinou 12 pessoas e feriu outras 59 – famílias que foram apenas ver um filme bobo – vestido com roupas a prova de balas e carregando quatro armas. Antes, aparelhou todo o apartamento em que mora com explosivos que derrubariam o prédio.

Então, como venço o ladrão da minha fé na raça humana? Peço a legalização das drogas; critico a onda do desarmamento; voto por acreditar que algo mudará no governo; acho um absurdo o número de sinaleiras na minha cidade, mas esqueço de que demos totalmente errado.

A melhor forma de superar um roubo é reconquistando aquilo que foi perdido – humana e honestamente. Então. Lá vou eu novamente andar no meio da multidão, correndo riscos com a minha carteira no bolso, alguns trecos na mochila e o meu resto de fé nas pessoas à tiracolo.

* Texto escrito em um ônibus, na manhã de 20.07.

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Bela foto indicada pelo mano Rodrigo Lombardi.

O Morro da Lagoa, na Capital catarinense, em algum lugar dos anos 70.

Um Karmann-Guia e três Fusquinhas 1300cc – preciso levar o meu lá.

A foto foi postada pelo “Motor AP” em sua página no facebook.

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Já têm alguns dias que a linda foto abaixo corre a internet.

Devidamente surrupiada do blog do grande Rodrigo Mattar, ela mostra a largada dos 500km de Brasília. Esta prova reuniu aproximadamente 60 carros pelo Brasileiro de Marcas e Pilotos do ano de 1984.

Uma profusão de Oggi, Voyage, Passat, Escort e Chevette que leva a gente para um suspiro longo – é bem como canta Dylan: hoje estamos uma manhã à frente e 1000 milhas atrás.

Matamos Jacarepaguá; o automobilismo regional sobrevive como pode; se escolhe as Marcas defendidas na nossa principal categoria de turismo pelo formato da bolha que cobre a gaiola.

Mas o quadro moribundo do nosso esporte a motor não é o único responsável pelo longo suspiro dado. Existe muita nostalgia nessas fotos de outra época – patrocínios, carros, roupas e cores – memórias de um tempo que não volta mais.

Eu tenho certeza: esse agregado de lembranças também leva um americano, ao ver a sequência de fotos abaixo, pro mesmo caminho. Trata-se da IMSA Camel GT Challenge da temporada de 1975, correndo as 100 Milhas de Mosport, Canada.

É de babar na gravata.

A volta de apresentação, alinhados pra largada.

BMW CSL

Camaro

Corvette

Monza

Datsun 240Z

Porsche Carrera

BMW 2002

“Aquilo que eram carros de verdade.” “Que saudade desse tempo.” “Não eram esses frágeis de hoje.” Bem, ao menos eles têm um cenário atual bem mais agradável pra se confortar.

A prova foi vencida por um Porsche Carrera. Para quem como eu se apaixonou, a BMW CSL #25  estragou na volta 11.

Fonte para o post:  http://www.autosport.com/

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Porto-alegrenses e cariocas em breve terão algo mais em comum, duas grandes pistas de corrida na sua “Sessão Nostalgia”.

Alguns bairros da capital gaúcha convivem com a rica memória dos circuitos da Cavalhada-Vila Nova e da Pedra Redonda, desativados no final da década de 60 em prol do Autódromo de Tarumã.

A capital carioca, por sua vez, relembra saudosa a pista com quase 12 quilômetros de extensão que, entre as décadas de 30 e 50, cortava a sua bela natureza. O Circuito da Gávea teve em suas curvas nomes como Barão de Teffé, Pintacuda, Landi, Hellé-Nice, trazendo ao Rio de Janeiro máquinas como os Auto-Union alemães – histórias, causos e velocidade no Trampolim do Diabo.

Agora é  Jacarepaguá, ou Autódromo Internacional Nelson Piquet, que virará passado ao dar lugar para um complexo olímpico. Este tomará o espaço ocupado antes por Piquet, Senna e Emerson (juntos na pista), Prost, Mansel… outros tantos nomes que aceleraram forte em categorias do automobilismo brasileiro e até da norte-americana Indy –  não se resume à Fórmula 1.

Assim como Porto Alegre, a cidade do Rio de Janeiro montou diversos circuitos além dos já citados – se acelerava onde fosse possível – todos viraram história.

É por essa rica tradição que o Rio não pode ficar sem um Autódromo.

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O filósofo e professor alemão Nietzsche criticou a industrialização quando essa modernizava e acelerava o mundo. Seus alunos estavam perdendo a imaginação, ficando menos inventivos – doavam mais tempo às máquinas bitolantes do que aos livros.

Ler, ler, ler…desde a antiguidade poucas atividades liberam mais a mente do que uma boa história. Intimamente, cada leitor molda seus personagens à trama proposta, desenha seus heróis e seus vilões, pinta o cenário, viaja no enredo – Nietzsche se surpreenderia ao ver como a imaginação tem vencido as seguidas modernizações, mesmo depois dos “dois mil”.

Imagina, Homem-Tempo*. Tu que sopras o teu sax sem medo, de bar em bar pela década de 40, tendo como estrada uma base bop de um conjunto de jazz maroto e nela deixando a imaginação criar de improviso frases e solos, senhor do tempo, do ritmo e do compasso; imagina pois ter o teu melhor solo tocado em outra época, num outro contexto – por outro artista, com outro instrumento – difícil funcionar, né?

Admiro a coragem do ótimo Walter Salles em abraçar o projeto de levar Jack Kerouac às telas do cinema, mas On the Road não deu certo. Talvez porque exista um Kerouac na mente de cada leitor – seu texto é pura imaginação; talvez porque não parece possível que uma reprodução de um improviso de jazz soe autêntica – o texto é um longo solo; ou simplesmente porque o resultado da minha leitura é mais denso e recheado que o produto que vi no cinema.

Achei o filme cheio de belas imagens, mas superficial e raso naquilo que realmente me fisga na obra – a reflexão de se estar em busca de um norte tendo diversos ímãs confundindo a bússola.  Marcante nas páginas do manuscrito, quase nada na tela do cinema.

* Homem-Tempo é o apelido que um músico virtuoso, Rollo Greb no livro, recebe quando os personagens do filme o observam no palco.

” (…) Quero ser como ele. Ele nunca se atrapalha, é capaz de entrar em qualquer uma, põe tudo pra fora, saca qual é a da vida, não tem nada a fazer senão seguir o ritmo. Cara, ele é o máximo!”

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