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Archive for agosto \19\UTC 2012

O mundo é um ovo

Hoje aconteceu um churrasco de confraternização entre amigos na casa do Júnior – titular do blog VWGonzo1961.  Entre os fãs de VW que se reuniram estava o Luciano, que mantém o blog VW SP2 Clássico e que ainda não passou de 80km/h com seu SP2.

Carros todos à frente da casa, lá pelas tantas um senhor estaciona e pergunta no portão: “Quem é o dono desse SP2?” “Esse carro foi meu!”

E o Luciano rapidamente descobriu que o seu querido Papa-Léguas já viajou até o norte do Brasil, antes de ser vendido e levado para Santa Catarina. Agora de volta ao Rio Grande do Sul o carrinho segue cada vez melhor, graças ao dono que encontrou. (Pega a estrada, Luciano!)

Fiquei pensando depois nas chances desse reencontro acontecer de forma casual em um condomínio da Zona Sul de Porto Alegre – tem gente que passa a vida rastreando o carro do vô, do pai, a primeira namorada ou coisa mais caliente, e não encontra – o cara tropeçou no seu antigo carro.

Aliás, talvez eu não deseje nunca encontrar algum antigo dono do meu Fusca 1969, tamanha quantidade de merdas feitas no carro antes de eu comprá-lo e fazer algumas outras. Mas o que aconteceu com o Luciano hoje foi legal demais, mais uma história pro blogueiro e sua raridade.

O mundo é um ovo, Papa-Léguas.

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35 anos

35 anos sem Elvis.

Como lembrança, David Gilmour caprichando em uma versão de Don’t.

(Elvis combina com Telecaster, não tem jeito)

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To Ramona*

Olha só esse brinquedo que deixo sobre a pequena tv do meu quarto. Hoje um simpático aposentado, robozinho íntegro que, embora cheio de marcas do tempo, figura como um singelo enfeite fazendo o lugar mais alegre.

Essa sua aparência frágil, bran-qui-nha, engana; nos tempos de batalha a intrépida engenhoca trabalhava duro. Segurando um mapa azul que indica um objetivo, lá ia ele procurando seu rumo pelos caminhos da casa, aos trancos e barrancos em um bate-e-volta angustiado que era seguido de perto por mim.

Havia horas em que as rodinhas fraquejavam e ele perdia a força. O chão que se pisa parece ser sempre o problema, não é? (Pelo menos para quem procura o seu caminho.) O carpete alto do quarto – daqueles que acumulam o pó que irrita o teu nariz – exigia demais das pilhas. Nele as tralhas que teimavam em serem vistas espalhadas pelo lugar também dificultavam a caminhada: a meia do futebol, o cadarço da chuteira, os carrinhos de metal, o jogo de pega-varetas, bolinhas de gude e gibis – não é fácil ser um brinquedo que procura seu rumo onde tudo é caótico e insalubre – mas ele ia, até onde a energia deixava.

Viu só? Pois então não desanima não, coração, que teu mapa azul também mostrará um rumo certo – mesmo que o pó irrite esse seu nariz de-vez-em-quando-sempre – e trate de fazer sempre o que acredita que devas fazer. Pinte o Sete, depois venha aqui assistir um pouco de tv.

*”carta” escrita em 10.08.12

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Paperback Writer

Olá.

Copio abaixo texto que fiz para a querida turma do “Paddock Interditado” (http://www.paddockinterditado.blogspot.com.br/) …por que, né, tempo de Olimpíada e de férias é como casa onde mulher manda – até galo bota ovo.:

“Divertido atender ao pedido do Paddock Interditado. Estamos em agosto e temas não faltam na F1 de 2012. Deixando claro que não sou especialista, autoridade e muito menos referência no assunto, trago para vocês onze tópicos, onze músicas, dois contextos e nove personagens.”

#1 – Magical Mistery Tour: Voltemos para os confins da pré-temporada. Ao final dos treinos tínhamos lá algumas primeiras impressões: Os carros nasceram horríveis de se ver; a Lotus pintava como possível surpresa entre as grandes – Kimi Raikkonen era a grande novidade entre os pilotos. Apenas palpites conseguiam, naquela altura, dizer se a Red Bull tinha perdido o rumo ou escondia o jogo; a Ferrari, essa sim, que draga se mostrava.

#2 – You´ve Really Got a Hold on Me: Metade do ano: passados sete meses completos no nosso dois-mil-e-doze, aqueles que dedicam tempo livre para essa tal de F1 viveram momentos de satisfação e também de surpresas. Talvez a patética declaração de Mark Webber, algumas etapas atrás, afirmando que o público não gosta de vencedores inesperados, mostre como a temporada começou marotamente equilibrada. Em 11 provas vimos a bandeira quadriculada ser sacudida para 7 pilotos diferentes – Hamilton e Webber venceram duas vezes, Alonso 3.

#3 – Getting Better: O quão bom ou ruim é esse F2012 atualmente? Já não sei responder, mas o espanhol que o pilota só melhora. Alonso é genial, e o modo como ele está conquistando o máximo de pontos que o carro da Ferrari possibilita, prova a prova disputada, o seu diferencial no ano. Importante: para chegar na turma dos três-vezes-campeões-mundiais o rapaz de namorada nova tem agora 40 pontos de gordura pra queimar, além de boa grana para investir no carro.

#4 – I´m Happy Just to Dance with You: “O mais jovem campeão mundial da história da F1”, 25 aninhos atualmente, rico, e zaz… Em condições normais de temperatura e pressão seria compreensível um desvio de foco e queda de rendimento por parte de Sebastian Vettel – mulheres, carros, playstation3 – soma-se também o fato do RB8, último filho de Adrian Newey, ter perdido terreno para McLaren, Lotus e principalmente para a estrela de Fernando Alonso. Mesmo assim Vettel está em terceiro no campeonato, dois pontos atrás do seu escudeiro – o apagado Webber – e 42 de Alonso. Ainda é possível chegar lá, basta repetir vitórias como a do Bahrein.

#5 – A Hard Days Night: Uma das primeiras surpresas que a temporada nos trouxe foi a pressão que Pastor Maldonado colocou na Ferrari de Alonso, no Grande Prêmio da Austrália, abertura do calendário – os pontos estavam garantidos mas o desejo de ultrapassar o então quinto colocado foi mais forte e, em uma área de alta velocidade, Pastor perdeu a traseira e bateu muito forte. Valeu a luta. O grande triunfo viria na Espanha, uma linda vitória que colocou um novo hino na vitrine, trazendo de arrasto a querida Williams de volta aos degrauzinhos do champagne & taças & hinos. Maravilha, só que não – o venezuelano vem cometendo muitos erros e se envolvendo em repetidas confusões. Deveria, talvez, sei lá, bater um papo com Maharishi Mahesh, cantar um mantra e meditar. Tudo para voltar a ser um destaque positivo.

#6 – A Day in the Life: Que safra colhe Peter Sauber, seus dois pilotos são grandes personagens. O desempenho que Sergio Pérez teve na Malásia, onde perseguiu Alonso de forma decidida e por uma escapada de pista não brigou pela vitória, colocou fortemente o simpático mexicano nas especulações que rondam a futura dança das cadeiras. Pérez, que conta com manifestações de apreço do mito Roberto Bolaños, ainda fez bom papel no Canadá, levando a equipe novamente ao pódio – é um que deve crescer ainda mais nessa temporada.

#7 – Run for Your Life: É difícil fazer qualquer juízo sobre a qualidade de Felipe Massa como piloto.  Existem os bons momentos vividos na Sauber e na Ferrari – um título mundial que escapou por pouco no ano em que Kimi Raikkonen ficou em segundo plano; mas o retorno fora de compasso teima em trazer o seu grave acidente à baila. A equipe italiana, diga-se, foi correta com o piloto brasileiro: apoio durante a sua recuperação e boa blindagem quando os resultados ruins passaram a se acumular. As mágicas de Fernando Alonso e o coro da imprensa italiana dificultam ainda mais a sua situação. Massa precisava de um grande primeiro semestre – hoje seu posto é o mais falado nas especulações – será que um grande segundo semestre ainda ajuda?

8# – Old Brown Shoe: É um privilégio poder acompanhar um dos maiores de todos os tempos em atividade, ainda mais num time significativo como a Mercedes. Michael Schumacher não precisa provar nada, obvio, mas cada vez mais cresce a certeza do erro que é a sua permanência na categoria. Nico Rosberg tem superado o veterano com frequência, contribuindo muito mais para o time alemão no campeonato de construtores. Será que em momentos como o da largada de Hungaroring o nosso Schumacher não esteja se expondo de um modo desnecessário?

9# – Mother Nature´s Son: O menino prodígio da McLaren parecia ter perdido o caminho. Pai e empresário, namorada, problemas em pista, o somatório de dificuldades mudaram um tanto a postura do Campeão do Mundo de 2008. Aí começa a época de negociação de contratos e Lewis Hamilton, que só falava de festas e tascava frases prontas nas redes sociais, vence o Grande Prêmio da Hungria – como já havia feito antes no Canadá. A equipe inglesa sabe o que tem em mãos, o talento está ali, basta a cabeça ajudar um pouco e Hamilton pode ir além do atual 4° posto na classificação. Retirar os 47 pontos que Alonso abriu de vantagem, entretanto, soa como algo pouco provável ao longo das 9 etapas restantes.

10# – Happiness is a Warm Gun: Peter Sauber é como aquele bonachão popular da cidadezinha do interior que tem duas filhas lindas. Todo pimpão, ele as leva à missa todo domingo. No rosto um sorriso de orelha-a-orelha, talvez sentindo prazer ao perceber o alvoroço causado, talvez por notar a matutada arriscando flertes com as beldades da sua casa. Kamui Kobayashi divide curvas com os 23 pilotos do pelotão com a mesma naturalidade e arrojo. Um herói de Tarantino, esse Koba.

11# – She´s a Woman: Que pecado o que aconteceu com Maria de Villota. O acidente esdrúxulo que a pilota de testes da Marussia sofreu foi indigesto. Teste aerodinâmico em linha reta é algo tão Bernd Rosemeyer que nem deveria estar no cronograma da categoria top em seus dias modernos – no mais, não foi a Marussia que nasceu Virgin-faz-tudo-no-computador? Inexplicável, uma lástima. Maria, 32 anos, perdeu um olho ao bater na traseira de um caminhão estacionado na área reservada aos testes.

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