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Posts Tagged ‘2011’

“-Ring-ding-ding-ding-ding!
Foi o que Vettel gritou ao receber a bandeirada do GP da Espanha, logo depois de um “Yabah-daba-duuuuh” igualmente inusitado.
O bordão do sapinho animado, apelidado de “coisa irritante”, comemorou uma bela corrida. Após ultrapassar o companheiro de equipe em uma largada perfeita, superar o espanhol Alonso numa parada de box antecipada e segurar a pressão de Hamilton nas voltas finais, lá estava novamente o alemãozinho no lugar mais alto do pódio.
Apesar de genial, na equipe mais eficaz e organizada e com o melhor carro, as coisas nem sempre são fáceis para o jovem que desponta numa época cheia de talentos já campeões, como Alonso, Hamilton, Button e Schumacher – este último prolongando o fim de sua carreira.
E quando a coisa engrossa, como nas voltas finais em que Hamilton tinha a cada vez mais competitiva McLaren na sua cola, com pneus novos, Kers e Asa Móvel a disposição, a sorte ajuda o carismático piloto da Red Bull – é quase impossível ultrapassar no traçado de Montmelo com a configuração atual dos carros.
Vettel vem fazendo uma temporada perfeita, seguirá incomodando muita gente.
Esta última foto, onde Vettel mostra pro patrão como o sapinho faz, foi surrupiada do ÓTIMO blog F1Corradi

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Quando novo, ao abrir o especial da Fórmula 1 que a Revista Quatro Rodas fazia para temporada que iria começar, eu sempre torcia o nariz para Hungaroring. Eu nunca esperava nada de Hungaroring.

Sabia que na Hungria dificilmente haveria uma corrida com grandes movimentações e ultrapassagens, ainda não acompanhava o circo quando Piquet levou o Senna por fora no final da reta, na minha tv essa etapa era sempre um monótono desfile dos carros, em fila indiana.

Uso o sentimento que Hungaroring me despertava para tentar entender o que o Grande Prêmio da China de 2011 pode ter causado na cabeça de um adolescente. Concluo que nessa o Bernie acertou o tiro, pois, para a minha geração, e também para a que hoje começa a olhar corridas, é a disputa por posições em pista que cativa. O choque está no modo como elas acontecem.

Penso que a asa traseira móvel e o Kers criaram situações maquiadas, onde o piloto que se aproxima tem imensa vantagem sobre o que está na frente. Independente de quem tem o melhor conjunto, a tecnologia desequilibra a disputa em uma reta longa que finaliza numa freada forte; Nem falo dos pneus com pouca durabilidade, deles eu gosto.

Agora para um adolescente, que formará a nova leva de expectadores/consumidores, ver sendo repetido na vida real o que é feito em jogos eletrônicos deve ser cativante. Talvez para eles, sem essas modernices, as corridas da categoria fossem tão enfadonhas como Hungaroring era para mim.

Bernie trouxe a Fórmula 1 para o mundo dos gadgets. Ao repetirem-se corridas como a da China teremos a afirmação da fórmula, pobres puristas em meio a tanta interferência eletrônica e aerodinâmica.

Nico Rosberg já declarou que nunca se divertiu tanto, eu até que gostei de ser enganado na madrugada e uma nova legião de expectadores nascerá dessas disputas estranhas.

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