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Posts Tagged ‘Clássicos’

Os carros de Fangio

O argentino só guiou coisa bonita. Belo vídeo com alguns modelos:

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Da série “filmes que todo pai deveria ver com seu filho”, hoje coçou incômoda uma grande vontade de reencontrar a primeira grande coisa que assisti no cinema: As aventuras do Barão de Munchausen.

O filme não é de muito tempo atrás, 1988 fica apenas algumas quadras depois do Plano Real. Os atores também não são ilustres desconhecidos: Uma Thurman, Robin Williams, Sarah Polley – novinha que só; A história está longe de ser pobre ou enfadonha e a fotografia, isso que vemos abraçar o desenrolar da história, trás uma mistura de realismo fantástico, delírios de Salvador Dalí, efeitos especiais e cenários de teatro.

Não entendo como esse filme não virou um clássico,  pois para mim virou.

O herói, grande mentiroso criador de causos, reencontra velhos companheiros de aventuras. Um homem com a força de milhões, outro mais rápido que um projétil, um anão com pulmões poderosos, um magro com ouvidos de longo alcance…e com eles, já  sem o mesmo vigor de muitos anos antes, enfrenta algo muito além de suas maiores mentiras.

Não viram ainda e nem levaram fé na minha propaganda? Então apelo para o trailer abaixo.

Esse filme fez  um bem danado para os meus lá 10 anos de vida. Nunca mais o esqueci.

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Que dó

Fazendo pesquisas para um post futuro encontrei esse acidente numa corridinha com carros da década de 60 para baixo, em Silverstone 2008….é charutinho pra tudo que é lado.

Que dó, mas é do jogo. Com dinheiro e os mecânicos certos as duas baratinhas voltam a velha forma, isto se já não voltaram.

Se entendi bem, o vídeo só pode ser reproduzido no youtube, ô dó…

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Quando surge um movimento local forte, que rompe com alguns padrões instalados, trazendo ou resgatando algo para uma comunidade, dizemos que existe uma forte cena underground em determinada região.

Esses movimentos, depois de enraizados, ganham oxigenação e independência. O público consumidor passa então a gostar, seguir e ser influenciado. Os movimentos locais acabam assim, atraindo a atenção do mainstream, que nada mais é do que tudo aquilo que ganha dinheiro e visibilidade vendendo o usual, o massificado, o que é, justamente, muito mais fácil de ser vendido.

Existe então uma bela contradição criada, e um dilema para quem está muito bem instalado em uma restrita região. Como atender a um público maior sem afastar-se da cena efervescente e sem negar as raízes que formaram o produto?

A minha geração foi atingida por um desses movimentos no final dos anos 80, inicio dos 90. Surgia em Seattle uma resposta ao glam rock que tomava conta de boa parte da mídia. Essa resposta foi buscar na simplicidade da música punk inglesa e americana do final da década de 70 a inspiração necessária para as músicas de base simples e letras incomuns.

Alice in Chains, Mudhoney, Pearl Jam e Nirvana, para citar alguns nomes fortes, rapidamente trouxeram para o seu movimento uma juventude carente de bandeiras. Essa juventude passou a consumir os shows, os discos, as roupas de flanela; a cena local precisava de vitrines maiores, e a indústria fonográfica soube fazê-las, e logo, como sabemos hoje, o sucesso rompante foi a causa da incoerência e da morte do movimento grunge do final dos anos 80.

Em duas importantes praças do automobilismo brasileiro, temos um curioso e simpático movimento crescendo com força.

Para quem está começando no mundo das corridas, o norte é a Fórmula 1 e o kart o caminho para os monopostos. Mas os apaixonados por velocidade, que estão numa fase da vida onde gozam de suas conquistas, encontraram no saudosismo de épocas passadas o ponto comum para uma colorida disputa.

De maneira distante da Confederação Brasileira de Automobilismo e da sua falta de rumo, entusiastas da velocidade e de carros clássicos dos estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul tem disputados animados campeonatos com carros que, assim como em muitos filmes, tornam-se os grandes personagens do espetáculo.

Cada local tem as suas peculiaridades e, o grid crescente mostra, a fórmula é um sucesso. Independente do maravilhoso Interlagos e da divulgação feita pelo jornalista e piloto Flavio Gomes. Independente do Tarumã, do Velopark, da tradição nas carreteras e do apoio de entusiastas como Sanco, o que oxigena essas corridas com clássicos é, além do custo mais baixo, a vontade de viver no presente um passado que foi o sonho de muitos.

Assim como deve certamente ser correr neles, assistir aos eventos envolve a família, lembranças, sons e imagens muito diferentes. O resultado positivo da integração ocorrida no Velopark no último final de semana, onde uma pequena, mas importante, parte do grid de São Paulo veio conhecer e desafiar os carros dos gaúchos, mostra que o automobilismo também anda bem longe dos grandes cartolas.

No caso da música grunge, o dinheiro fácil e a conquista do mundo acabaram por matar um movimento que nascia para ser restrito, já, no nosso automobilismo, aqueles que ditam as cartas deveriam se inteligentes e pegar o vácuo do sucesso de micro-categorias como essas, aprender com a sua simpática evolução, usá-las como ferramenta, instrumentos.

Que passado do automobilismo brasileiro a atual geração vai ter como inspiração quando estiver com a vida ganha, e muita vontade de acelerar? Nossa valorosa Confederação Brasileira de Automobilismo quase não proporciona cenário presente algum.

Quais categorias fortes existem para formar pilotos de monopostos? Que data acontecerá a tradicional edição das Mil Milhas Brasileiras, em 2010?

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