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Até poucos instantes atrás eu acompanhava uma bateria da F-3 através do site oficial do autódromo velopark.

Muita chuva nesta região gaúcha durante esse final de semana, que resultou em uma prova complicada. Dos apenas 11 carros que largaram, 4 conseguiram vencer a dificuldade trazida pela água na pista. Embora a drenagem parecesse eficiente, o volume que caia dos céus não condizia com uma etapa segura de corrida de monopostos. A bateria foi vencida por Pietro Fantin, depois de uma linda ultrapassagem sobre Yann Cunha, já nos instantes finais.

Mais uma etapa de alguma categoria do automobilismo que eu acompanho usando apenas meu notebook e minha conexão de internet. Noto que poucos procuram alternativas ao que é oferecido na televisão aberta, mas, felizmente, com o aumento de ofertas em serviços on-line, o leque de opções para quem gosta de automobilismo também cresce.

Atualmente, a categoria de maior poderio econômico é uma das menos atraentes ao internauta, a Fórmula 1 praticamente nos obriga a seguir uma corrida com a companhia da televisão ligada.

O live timing da fórmula 1, encontrado no seu site oficial, é oferecido de forma gratuita após um cadastro. Os dados que temos ao acompanhar os treinos e as corridas são os mesmos que os pilotos e equipes tem a sua disposição. Em uma tela que lembra os antigos sistemas operacionais DOS de computadores 386, tudo que é relevante em informação de condição de pista e cronometragem é passado.

Sem imagens e sem som em tempo real, o site da Fórmula 1, assim como muitas outras coisas ligadas ao esporte que Bernnie alavancou, parou no tempo.

O live timing oferecido pelo Velopark para acompanharmos on line as atividades do final de semana foi uma bela surpresa. Transmissão de imagens com as câmeras do autódromo, sem cortes, mais todas as informações de  cronometragem em pista, mostram que o novo autódromo construido na região da grande Porto Alegre sabe vender o seu peixe.

Mas é na americana Fórmula Indy, através do portal de transmissões, que recebemos, após cadastro, um show de imagens e informações. Lembrando que opções para acompanhar a categoria não faltam, em 2010 ela é transmitida pelo canal Band e pelo portal Terra.

Para quem acompanha através do site, interatividade total com a tecnologia existente.

Entre as possibilidades, transmissão em alta definição com imagens de pista e narração oficial. Americanos sabem fisgar a audiência, e se a televisão não transmite ou não gostamos do narrador, existe o serviço completo no portal. Com os patrocinadores deles, claro. Pelo modo de câmeras do circuito, um trecho da pista pode ser escolhido. Por exemplo, o famoso “s” em descida de Laguna Seca. Alguém no mundo deve querer ver a corrida por aquela câmera e ter todos os dados do que acontece no resto da pista ao lado, pelo portal da Indy, consegue.

Mas se queremos ver a corrida pela perspectiva de um piloto?  Alguns são escolhidos para portar a câmera on-board, que ficam disponíveis durante a corrida. Através de um clique no carro desejado podemos sair da transmissão das câmeras de pista, com a narração oficial, para a carona de um piloto. Nesta modalidade, temos também acesso aberto as comunicações do piloto com a sua equipe via rádio, bem como a cronometragem normal de pista.

E se dois carros com as câmeras on-board começam uma disputa por posição em pista? Através da opção “compete mode” podemos abrir a visão dos dois pilotos, acompanhando o embate e as orientações vindas dos boxes.

As opções vão surgindo e sendo aprimoradas, cabe a audiência buscar os meios que mais investem no bem-estar do telespectador e na sinceridade da entrega de informações para consumir as suas imagens. Ao longo dos próximos anos muita coisa deve ainda evoluir, sempre sendo puxada pelo modo americano de ver esporte. No automobilismo, Indy e Nascar, vanguarda na atual era online e já investindo nos aplicativos de iphones e afins, novos canais que usam informações em streaming e com vendas crescentes pelo mundo, mostram bem o caminho que outras categorias devem seguir. Para isso, serão necessários investimentos e menos privilégios para as tvs abertas.

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