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Posts Tagged ‘Fusca’

Itamar

Itamar Franco faleceu, aos 81 anos de idade.

Ele foi mais do que apenas o presidente que fez a minha magra mesadinha render mais. Depois da bagunça do Collor, e toda o ambiente criado com a sua queda, coube ao vice manter as coisas nos trilhos, reafirmar a democracia e começar a última reforma econômica significativa em nosso país.

C’est la vie, fusqueiros.

É de se pensar. O Fusca pintou em 1938, o Plano Real em 1994.  Quem nasceu em 1994 completará a maioridade ano que vem, e assim poderá dirigir o seu fusquinha.

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Lembram daquele bravo carrinho que estava sendo preparado para a Mille Miglia 2011? (história aqui)

Olha ele todo pimpão largando aí!

Tiro o chapéu para aqueles que fazem as coisas acontecerem, um dia sigo o exemplo dessa turma.

Podemos acompanhar o que rola na competição pelo site:

http://www.1000miglia.eu/inglese/home.html

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Abaixo, fotos tiradas no Museu de Protótipos de Hamburgo (www.prototyp-hamburg.de ), durante o último final de semana. Em exposição duas reconstruções: O sexto protótipo para testes do que viria a ser o Fusca (type 60), ainda feito completamente à mão na época, e o segundo Type 64 de três (ou quatro) fabricados.

Ambos saídos da cachola de Porsche, ambos de 1938, ambos reconstruídos.

Negro é lindo.

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Nas últimas semanas meus dias encurtaram. A faculdade de História, que comecei no mês de março, acabou com as noites desocupadas em que criava textos para este blog e estudava para, vejam só, voltar à faculdade.

Durante essa época eu também ligava o meu fusquinha 1969 regularmente. Essa rotina não posso mais manter e sempre soube que, a partir do momento que ele ficasse mais dias desligado, as incomodações de todo carro carburado logo chegariam.

Mas não imaginei que fosse ser tão logo. Meu carro não estava pegando e quando pegava, engasgava ao ganhar velocidade. Distribuição revisada e os problemas continuavam; foco na carburação.

Hoje tive, enfim, um tempo para me dedicar apenas ao carrinho. Munido de uma garrafa de solvente e um esguicho “bengalinha” maior do que a que estava no mecanismo (45 e 60), mais um kit de reparos do Solex 30, mãos na massa.

Culpado encontrado. A gasolina, danada, não estava indo da cuba para a admissão. O diafragma estava bom, o problema era uma bucha de borracha que, no meu, existe na haste que liga o acionador do diafragma ao eixo do carburador (próximo ao marcado na foto). Essa bucha corrige o pouco de folga existente no meu eixo.

Acontece que, com o calor do alternador, a borracha perdia as suas propriedades e saía da posição, impedindo o diafragma de trabalhar. Bucha encaixada, carro ligado ainda queimando um bocado de solvente e a alegria de dirigir um 1300cc esperto de volta.

Hoje ganhei meu dia. Agora como estudar o meu polígrafo sobre a Mesopotâmia sabendo que a bucha de borracha segue lá, próxima ao alternador?

Se fosse fácil, não teria a mesma graça. Logo terei que meter a mão na massa, novamente.

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No dia 27 de outubro de 2010 faleceu Paul Ernst Strähle, piloto nascido em Schorndorf- Alemanha, no ano de 1927. Paul teve sucesso em provas de longa duração, rallyes e subidas de montanha na europa. Em 1956 tornou-se vice campeão europeu de Rallye, em 58 foi campeão alemão e encerrou a carreira em 1963, vencendo os 1000km de Nürburgring pela quinta vez. Virou então chefe de equipe e passou a freqüentar provas de carros antigos com seu modelo 356-A.

Paul ganhou fama aos 27 anos de idade, quando preparou seu usado Fusca split do ano de 1948 e o inscreveu na dura Mille Miglia, edição 1954. A Mille Miglia era um evento que cortava em alta velocidade as estradas da Itália desde 1927, banida após dois acidentes fatais no ano de 1957.

O pacato fusquinha de Paul, apelidado de “O Bravo” (Dapferle), ganhou motor Porsche 1300cc (com dupla-carburação e 65 cavalos de potência). Ganhou também cambio da marca esportiva alemã, bem como os clássicos e grandes freios a tambor dela; teve a sua suspensão retrabalhada e sentou sobre rodas feitas sob encomenda, de 16 polegadas.

Receita semelhante foi utilizada pelo preparador Jorge Lettry no Fusca da dupla paulista Cristian Heins-Eugênio Martins para as Mil Milhas de 1956, mas este manteve o bloco VW para seguir o regulamento; eles só perderam a prova para a carretera gaúcha da equipe Galgos Brancos porque tiveram que trocar o cabo do acelerador no final da prova.

O desempenho do carro de Paul na véspera da Mille Miglia despertou curiosidade dos rivais. Despertou também um processo partido dos pilotos que corriam na categoria abaixo de 1300cc, processo este que levou o carro a ser enquadrado na categoria 1500cc e andar com veículos mais fortes.

Terminou a prova na 43° colocação geral, terceiro na 1500cc, venceria fácil na 1300cc. Completou a prova de 1597km em 14h34min, numa velocidade média de 109.6km/h. Sua performance e seu simpático carrinho verde #347 são cultuados há décadas.

Com a morte de Paul a equipe de restauradores de VWs, chefiado por Gründmann, que tem um museu na cidade de Hessisch Oldendorf (vídeo abaixo), decidiu replicar o carro com a mesma receita mecânica para homenagear o ídolo. Gründmann ficou famoso por comprar e reconstruir o protótipo de 1938 do Fusca, o sexto feito à mão que foi encontrado na Lituânia. Ambos os carros já estão prontos, o #347 atualmente passa por seus testes finais e, após a prova, repousará no museu.

A Mille Miglia 2011 ocorrerá entre 11 e 15 de maio, atravessando regiões italianas numa corrida contra o relógio (regularidade) em estradas que ligam Brescia e Roma. Você pode saber mais sobre o evento clicando aqui. Abaixo uma matéria sobre a edição de 1954, onde infelizmente o #347 não aparece. Os resultados oficiais da edição de 1954 você encontra clicando aqui.

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Bibliografia para este post

http://www.thesamba.com

Revista da Porsche de maio/2010, em PDF, que você acessa clicando aqui.

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Nas alturas

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Na manhã deste domingo o calorão deu um tempo aqui em Porto Alegre, foi uma benção para os malucos que tiraram seus antigos da garagem e os levaram para a Epatur.

Abaixo fotos tiradas ao longo da manhã, basta clicar nelas.

 

 

 

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Em instantes, que o pôr do sol não espera, vou tirar o meu da garagem.

Curtir a data e rever pessoas queridas, bóra?

 

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Beatles and Beetle

Ficou bom, não?

 

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Quando se encara a reforma de um carro, duas das dificuldades que mais jogam contra a disposição durante os primeiros tempos da empreitada são o tempo e o investimento feitos no que não aparece aos olhos. Mecânica, elétrica, e tudo aquilo que resulta em segurança ao rodar.

E o que mais se quer é rodar, carro existe para isso.

Penei durante as primeiras etapas da reforma (não restauração, não optei pela originalidade) do meu Fusca 1969. O dinheiro suado foi, durante 15 dos 18 meses dela, gasto justamente no principal, mas menos aparente. Refiz linha de combustível, elétrica, freios, embuchamento, troquei o cabeçote do chassi, setor de direção…um exercício de persistência, onde comprar um frisinho ou qualquer outro ítem de acabamento era nada mais do que relembrar que o resultado final ia, sim, ser aparente e compensador.

Terminada a parte mecânica, vi o que é apaixonante durante o ato da reforma e/ou restauracão de um veículo. Deixar como imaginamos ao batermos os olhos nele pela primeira vez, acabado, um galinheiro por dentro, tristonho por fora…a cereja do bolo é revelar como idealizamos o carro quando este ainda não passava de um projeto, uma ideia maluca, a vontade de realizar algo.

Nessa semana me sinto um vencedor. Compartilho com vocês recordações da última etapa, o espaço onde eu pretendo, durante muito tempo, curtir os baratos, os passeios, momentos e amizades que esse meu projeto, enfim pronto, trará; é hora da retribuição.

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