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Posts Tagged ‘Hispania’

Nas policiais…

Hoje desembarcou no Aeroporto Internacional Salgado Filho, escoltado por dois Agentes da Polícia Federal, Luiz Henrique Sanfelice. Ele foi condenado em 2004 por matar sua mulher, com muita crueldade, e estava foragido desde 2008. Escafedeu-se para a Espanha, onde estava preso nos últimos 10 meses após ser capturado.

Sanfelice tinha dupla nacionalidade e foi capturado na sua segunda pátria. Lá ele trabalhava e vivia com a segunda esposa. Não entendo por que então trazer esse cidadão de volta ao meu país. Ele é preso, condenado, está pagando pela crueldade que fez, não têm querer como a sua defesa alega.

Deve obedecer e pagar, apenas isso, mas cometeu outra falta e fugiu para a Espanha, centro do mundo, e lá foi capturado, que cumpra lá a sua pena.

Se a União gastou com passagens e diárias para trazer esse elemento ao meu país, para logo mais soltá-lo por bom comportamento, as coisas ficam muito estranhas. No meu entendimento, estaremos então buscando os presos fora para soltar aqui dentro.

E o cidadão de bem e antenado cada vez menos entenderá, e levará também menos fé no judiciário.

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Nas esportivas…

Hoje a Hispania confirmou Vintantonio Liuzzi como o segundo piloto da sua, até então, esquadra de carros virtuais.

Nelson Piquet certa vez declarou que, para um piloto campeão, a pior coisa do mundo era passar a andar seguidamente no meio do grid. Tirava todo o tesão largar no meio da fumaceira. Liuzzi nunca teve essa experiência, mas sua longa jornada dentro da Formula 1 talvez merecesse ter um findar mais digno.

A decisão de Liuzzi em abraçar a bronca do Carabante me faz ter duas certezas: A droga é forte e ficar fora da brincadeira depois de anos traz muito sofrimento; O péssimo negócio das equipes aventureiras ainda seduz muita gente rodada.

Ao contrário de Liuzzi, De La Rosa fez um bom negócio voltando à McLaren. O carro da equipe inglesa não anda agradando os pilotos, caso os testes fossem liberados De La Rosa teria muito serviço pela frente. De qualquer forma, estará envolvido nas melhorias futuras do carro, será consultado e terá que dar um bom retorno.

Espanha, Liuzzi e De La Rosa. Desses três, dois fizeram um bom negócio.

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Encontrei isso em um fórum gringo, enquanto procurava notícias sobre o andamento do novo carro da equipe.

Para mim, novidade. E achei um barato. Se bem entendi, o artista que renderizou o carro espalhou mensagens, algo no estilo: Não temos patrocínio, mas somos legais. Anuncie aqui.

Foto em alta resolução:

“Não fale com o piloto”

“Câmera. Frágil”

“Não sente aqui”

“Forte efeito de sucção. Segure-se”

“Veículo extremamente veloz. Apenas pilotos profissionais”

“Sorria, você está sendo filmado”

“Nada especial aqui”

“Este carro termina aqui”

Serelepe demais esse Colin Kolles. Lembrando que o F111 ainda é virtual e nem segundo piloto foi apresentado.

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Reza a lenda que, para tudo nesta vida, existe sempre uma primeira vez.

Cabe aos mais vividos o benefício da experiência, mas nada os livra do risco da agonia durante um novo desafio.

Talvez por essa certeza lhe despertar algum tipo de compaixão que, naquela tarde, o tio Arthur, uma figura carimbada na noite porto-alegrense, tenha passado alguns momentos acalmando o seu sobrinho.

Não que o garoto soubesse, mas, nas casas mais aconchegantes da zona de baixo meretrício, o seu tio era um dos reis. Chamado pelo nome, mimado com doses da destilada mais pura, do inglês mais inglês e da chinoca mais fogosa, o mesmo tio Arthur dos churrascos em família e rodas de chimarrão, ali tinha regalias concedidas para poucos. Crédito na praça e concessão de descontos.

O sobrinho, três semanas após bater aquele indefectível retrato durante a sua primeira comunhão, agora fazia uma espécie de anagrama com as roupas do armário, descontente em ter de repetir a mesma roupa do retrato, naquela que seria a sua primeira reunião dançante.

“Não sei não, tio.  Não é a minha turma.”

“Só vai saber indo lá, moleque.”

“A Vitória, filha do Beto, vai estar lá.”

“E tu vais por causa dela?”

“Vou sim, mas, e se acontecer de eu dançar com ela?”

“Ai tu coloca as mãos na cintura dela, começa a mexer as pernas, conta até trinta e desce as mãos, entendeu?”

“Tá bom…”

Sabendo que o garoto, naquela noite, seria um mero observador.  Que ele estaria rodeado de meninas ligeiras, que nesta idade olham apenas para garotos mais velhos, que ia vestido com roupas que ainda destoavam do modo como outros garotos da turma andavam… Sabendo também que ele passaria longe de qualquer bebida alcoólica ou conversa apimentada, e que ainda não tinha nenhum padrinho influente para lhe ajudar, logo, dificilmente faria novas amizades; por saber de tudo isso, seu tio ia conversando, com jeito, fazendo o garoto se despir de grandes expectativas.

Afinal, essa era apenas a primeira saída do seu sobrinho, e, pra sorte sorrir pro garoto, ele tinha mesmo que começar a correr os seus riscos.

Na excelente temporada 2010 da Fórmula 1, dois pilotos brasileiros vem penando nos seus primeiros meses na vitrine.

Bruno Senna e Lucas Di Grassi, personagens do último pelotão do grid, participam de uma luta onde, com seus carros lentos e que destoam do resto, tentam se mostrar produtos atraentes para equipes mais fortes.

A mídia, amaciada pelos projetos limitados da Hispania e da Virgin, não vem cobrando resultados fora do alcance dos dois. O sobrenome de peso de Bruno também não vem sendo colocado como contrapeso em uma balança, o que seria cruel para o jovem piloto.

Os grandes adversários para ambos, até o momento, vestem roupas iguais as deles. As comparações internas com seus companheiros de equipe determinam o quão bom eles vem sendo dentro do time.

Na Virgin, Lucas Di Grassi é massacrado pelos números. Timo Glock largou na frente de Lucas em todas as sete primeiras corridas da temporada. O brasileiro chegou ao final delas à frente de Timo em apenas um grande prêmio. Sabe-se que existe uma grande diferença entre a qualidade dos dois carros da própria equipe, mas Lucas tem que aproveitar as oportunidades que as próximas etapas da temporada lhe trarão para reverter uma imagem, até o momento, apagada.

Na sofrível Hispania, Bruno Senna está construindo o perfil de piloto rápido em classificação, mas que em corrida bem sendo constantemente superado pelo seu companheiro de equipe. Karun Chandhok, o único parâmetro para comparações de resultados, chegou atrás de Bruno Senna em apenas uma corrida completada.

A Hispania, que contava com o dinheiro e a visibilidade trazida pelo sobrenome Senna, vai penar para terminar a temporada. Rompeu o contrato com o fornecedor de chassis e vai assumir o papel de desenvolvedor do carro. A busca por aporte financeiro agora alimenta rumores da chegada de um piloto pagante, o que não seria nada bom para a carreira de Bruno Senna, que, por um infortúnio no ano passado, não estreou na categoria como piloto da equipe Honda.

Entrando na segunda metade do ano, ambos devem ter como meta única bater os seus companheiros em todos os confrontos existentes. Assim seguirá a luta destes dois, tendo como companhia e fonte de inspiração Rubens Barrichello e Felipe Massa, que podem ainda não ter beijado, mas já dançaram com a garota mais bonita da noite.

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