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Posts Tagged ‘Interlagos’

Ao ler as últimas do automobilismo me dei conta de que não há nenhum jovem talento brasileiro entre os pilotos que, agora, participam do teste de novatos da F1.

Além de representantes de países tradicionais dentro desse esporte, temos um dinamarquês, um escocês,  um venezuelano, um holandês, e um lá do meu-pai-do-céu Chipre. Ninguém do Brasil.

Primeiro lembrei de outros tempos. Depois me enfureci com a monstruosa Confederação Brasileira de Automobilismo, que está acabando com o nosso esporte a motor: matando pistas, categorias de base e pilotos de monoposto.

Em homenagem a CBA, indico um filme dos Trapalhões de 1980 – ano em que o país tinha Piquet e Emerson disputando. É  “O incrível monstro trapalhão”, que se passa no antigo e lindo Interlagos.

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Está no nome, está no sangue

Um novo Interlagos!

Mas se bem que a Willys Overland foi assumida pela Ford no ano de 1968. Se afastava assim da Renault, o que acaba com as chances de um Interlagos novinho em folha esquentando asfalto na terrinha – devidamente trajado de verde e amarelo.

Taí, comprarei um Alpine e customizarei. Um não! Dois: além da berlineta o conversível muito me agrada.

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Volantes velozes da esquadra paulista da Lombardi Racing aceleraram cinco bólidos na abertura do Torneio Interlagos de Regularidade 2011, ocorrido nos dias 12 e 13 de março.

No dia inicial o VW Passat TS #80 de Marcelo Câmara e o Ford Maverick #82 de Rogério Moreno juntaram-se a outros 24 reluzentes clássicos, inscritos na prova que levantou spray do então molhado e descuidado templo de Interlagos.

Em condições de chuva as dificuldades aumentam. O “grip” e a visibilidade diminuem e os tempos escolhidos inicialmente ganham um acréscimo de 30 segundos. Confusão certa aos ponteiros analógicos dos cronômetros de todos os bravos competidores, que precisam redefinir sua tocada e seus pontos de referência.

Marcelo Camara conduziu com maestria seu esportivo oitentista.  “Muitos ao final da prova reclamaram de falta de aderência na pista e várias rodadas aconteceram. Mas o TS estava me passando muita segurança. No final das voltas tinha que tirar o pé descaradamente, pois a pista estava melhorando e você instintivamente começa a acelerar mais.” O #80 finalizou a prova numa brilhante oitava posição, perdendo 44 pontos (como o sétimo).  A escolha ao calçar o esportivo com aros modernos ao invés dos rodados originais mostrou-se ideal.

Rogério Moreno também fez um competente trabalho, segurando no braço a arisca traseira de seu potente esportivo à estadunidense, enquanto pegava a mão da nova mecânica em pista molhada. “Eu escolhi 3min22seg e o carro fazia 3min10seg, perdi muitos pontos”. O #82 finalizou o primeiro dia na vigésima quarta colocação com 575 pontos perdidos.

O sábado teve como vencedor Rodrigo Daprá em um belo Alfa 2300 Ti; bela também foi a agressiva tocada de Eric em seu VW Sedan 1200cc.

No segundo dia foi a hora dos modernos rasgarem o asfalto. 30 carros alinharam, agora com pista seca. Marcelo Salinas e Rogério Moreno voltaram aos trabalhos guiando um Honda FIT e um Fiat Punto, respectivamente. Rodrigo Lombardi alinhou seu Honda Civic #13, estreante em carreiras.

Lombardi levou seu Civic preto à décima colocação, escolheu o tempo de 2min42seg, perdendo apenas 46 pontos no percurso. “Foi a estréia do carro, levei algumas voltas para sentir o comportamento do mesmo e posso dizer que agradou. Alguns ajustes se fazem necessários, mas o resultado foi muito bom. Camaradagem e diversão em primeiro lugar .”


Marcelo Camara finalizou a categoria modernos na décima quarta posição, perdendo 69 pontos, enquanto Rogério Moreno terminou na décima oitava, com 109 pontos perdidos.

A próxima etapa ocorrerá no dia 28/05. Veja aqui os resultados oficiais do evento.

Prestigie o esporte a motor

Comunicação Social – Lombardi Racing Team

http://www.lombardiracing.wordpress.com

@Lombardi_Racing

P.s.: Agradecemos o fotógrafo Pierotti por seus instantâneos.

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A foto

(12.03.11, no clique de Rodrigo Lombardi)

O Bino Mark II, após descer as curvas 1 e 2, durante a cerimônia na qual as cinza de Luiz Pereira Bueno foram depositadas na antiga curva 1 de Interlagos.

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…e não verei a Fórmula 1 em Interlagos, culpa do Enem.

Hum, isso tudo liga-se por meio de George Harrison, amigo pessoal de feras dos anos 70. Entre eles, o nosso fabuloso Emerson Fittipaldi, homenageado neste final de semana em Sampa, junto do seu Lotus 72D da temporada de 1972.



Um domingo inesquecível para todos nós.

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Conhecendo Interlagos

No período de férias em que estive na capital paulista, um cronograma planejado pelo Victor Martins, irmão rico da família, incluía uma série de locais que eu gostaria de conhecer. E realmente, mesmo que da janela do carro e de passagem, estive em mais lugares da cidade do que muitos paulistas. Durante o pouco mais de uma semana que por lá andei, o único compromisso com hora marcada era estar presente na etapa da Classic Cup que ocorreria em Interlagos, dia 06/03.

Quando comecei a acompanhar corridas de Fórmula 1 com meu pai, elas ainda aconteciam em Jacarepaguá. Somente no final da década de 80, quando a prefeitura do Rio não teve dinheiro para bancar as exigências da FIA, o circuito de Interlagos, o mais tradicional do nosso automobilismo, retomou seu espaço, voltando a receber a etapa brasileira da categoria.

Idealizado nos anos 20, o circuito de Interlagos estaria entre uma série de projetos esportivos propostos pelo engenheiro Luiz Romero Sanson. Estádio, pista atlética, quadras esportivas e um local para a prática do iatismo também estavam planejados para a região próxima as represas de Guarapiranga e Billings.

Com o crash de 1929 em NY e as atividades políticas no nosso país, os planos foram todos postergados e o autódromo foi inaugurado apenas em 1940, após acidentes com vítimas em provas nas ruas da capital.

Por 20 anos Interlagos foi um belo traçado mal asfaltado numa região afastada, palco de corridas com carros de Gran Prix da época, sem nenhuma infra-estrutura para competidores, expectadores e jornalistas. Apenas com a consolidação das Mil Milhas, que se iniciaram em 1956, através dos esforços de Wilson Fittipaldi, pai de Emerson, e que transformaram a pista no palco da prova mais tradicional do nosso automobilismo, que as condições de trabalho, segurança, circulação e bem estar foram sendo melhoradas.

Eu sabia bem o que iria conhecer naquele dia.  Uma pista cheia de histórias, tratada como templo, que desde 1956 sofria melhorias, mas que teve uma polêmica reforma em 1989, descaracterizando o festejado traçado antigo, que foi então abandonado, mas mesmo assim, segue sendo o templo.

Acordei cedo, chuva e céu cinza fizeram companhia até o metrô. Eu e Victor rumamos à Vila Madalena, onde nos aguardava o Rodrigo Lombardi. Amigo que apareceu do nada uns meses antes, coisas dessas redes sociais, mas que ganhou o meu respeito e a minha confiança. Alguns dias antes eu havia conhecido a sua oficina, na Rua dos Macunis n˚ 500, no belo Alto de Pinheiros. Negócio levantado e mantido com suor, bem estruturado, gente honesta e batalhadora combina com serviço caprichado, logo, a oficina estava cheia.

Rodrigo foi presidente do Clube do Maverick, o segundo melhor carro de tração traseira feito nessas terras, do qual ele possui um lindo. Eu e Victor nos abancamos, entretanto, no seu carro menos famoso, um belo Laguna, que nos levou até o autódromo.

No caminho conheci o atual presidente do clube, Rogério Moreno, com seu belo Maverick à Eleanor, cheio de vocação para o estrelato. A chuva já não caia com a mesma força e a chegada no Autódromo era questão de tempo.

Ainda em Porto Alegre,eu  ficava imaginando, dentro da minha ingenuidade, o que gostaria de fazer quando dentro do circuito. Pensava em caminhar pelo traçado antigo, bater fotos, ver o quão abandonado ele anda. Bem, entramos e logo me vi na saída da antiga Curva do Sol, descemos pelo asfalto abandonado e estacionamos na antiga Curva do Sargento. Eu pisava agora feliz no miolo antigo de Interlagos.

Lugar bonito, de lá, enquanto carros treinavam e o segurança ainda não havia nos pedido para sair da pista, escutava do Lombardi uma descrição de cada local, onde ficavam os lagos que guardam blocos fossilizados de motores dois tempos, onde terminava o retão antigo que torcedores de certos pilotos colocavam tábuas com pregos para furar pneus de outros, a Curva da Ferradura, abaixo da beira do barranco do Pinheirinho. Muita informação, eu precisaria de uma manhã inteira para gravar tudo; logo a chuva apertava, o segurança chegava, e rumávamos para os boxes.

Lá eu revi e cumprimentei o Flavio Gomes, jornalista gente boa, de personalidade forte e belos textos. Filei uma pizza dele dias antes, belo destino ele deu para essa parte de seu capital soviético, na companhia também da Evelyn e do Victor, que são da equipe do site Grande Prêmio; mais ouvi do que falei qualquer coisa, estava ali para aprender.

Conheci também o Saloma, blogueiro que tenho nos favoritos desde muito e que passei a admirar mais ainda quando vi uma entrevista em que ele, do banco do carona de um carro, contava os motivos pelos quais tinha iniciado o seu blog, de certa forma, os meus são parecidos. Ele me foi apresentado pouco após o Flavio bater o seu Lada de corrida na entrada do “S” do Senna, que então descansava ao lado de uma reluzente Ferrari de rua, logo, o clima estava bem descontraído.

Caminhando pela área dos boxes conheci alguns até então amigos virtuais, entre eles, o único Du Cardim, gente finíssima que conhece meio mundo, a Karol e a Tatiane, gurias que sabem tudo de automobilismo, a Jackie Della Barba, ”chefe” de equipe da Classic Cup, além do fotógrafo e companheiro Dyonisio Pierotti.

Andei sem pressa pelos boxes, tentando ver tudo que podia. Os carros da Classic Cup são muito bonitos, bem como os v8 da Clássicos de Força Livre. Eles vinham do treino livre e eram agora preparados para a largada. Uns apenas ganhavam um trato na pintura, outros, melhorias no acerto, e eu caminhando enxerido no meio daquilo tudo.

E como se tudo aquilo já não bastasse, a influência do clube do Maverick me colocou no Carro Madrinha da Etapa da Clássicos de Força Livre. A bordo do lindo carro do Silvério Ortiz, que já fez até ensaio fotográfico para a Garagem do Bellote, acompanhado do Victor e da Tati.

Junto como madrinha, o Maverick do Rogério Moreno, levando a Karol. Quando disse que o Maverick à Eleanor tinha fama para o estrelato, não estava brincando. Durante a volta de apresentação, na minha frente, por pura graça controlada na segunda perna do “S” do Senna, Rogério manda a traseira de seu carro lamber o muro, pura manipulação de massas, os expectadores agora sabiam quem era o presidente, e qual o seu veículo.





O traçado atual de Interlagos é curto, a volta passa voando. Mas as subidas, descidas, curvas cegas e partes de alta me fizeram o turista mais feliz daquele domingo em São Paulo. Muitos agradecimentos ao Victor e ao Rodrigo que fizeram essas férias acontecerem, e aos amigos que trouxe na bagagem para Porto Alegre e que espero não demorar a reencontrar.

Vídeo filmado pelo carro que eu estava: http://www.twitvid.com/35E08

Vídeo  filmado pelo Maverick exibido:

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