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Posts Tagged ‘Kubica’

Raios Kubicos

Raios

Mostrasse eu a foto abaixo para algum andarilho do campus onde estudo, falando que aquele cara é muito sortudo e vencedor, por certo teria boas chances de ouvir: Ô! Todo homem que tem uma companheira fã de Beatles é…

Raios²

Kubica tem muita sorte, nasceu com simpatia e talento ao volante contagiantes. Tornou-se, pelo seu estilo, um dos pilotos mais populares da F1 estando sempre à margem das equipes de ponta. Em 2010 fez a torcida ganha nos seus anos de BMW acreditar em conquistas, nele tirou o máximo da sua Renault.

Ninguém sabe o que a temporada de 2011 da categoria traria para ele, mas sentimos – nós que gostamos da sua figura e de certa forma vivemos o esporte – no osso o que o começo do ano trouxe fora dela.

Raios³

Esse cara apoiado em muletas é um vencedor, está vivo. Sorte, por uma pequena distância a lâmina daquela murada não torna o trauma sofrido muito pior. Nesse momento, apenas o carisma e o talento que ele carrega justificam alguém olhar pra essa foto e pensar, de imediato, em prazos para vê-lo nas pistas novamente.

Kubica tem uma noiva fã de Beatles, certamente planos para uma família, familiares e amigos, está vivo e começará a luta para recuperar toda a funcionalidade do seu braço direito. Sim, seria incrível se ele, assim como Piquet fez com Indianápolis, legitimasse a sua maior vitória sentando novamente num carro de corridas, mas, agora, basta tê-lo de pé e inteiro, novamente.

Valeu, Kubica.

P.s.: É sempre justo e honesto dar créditos, né? Logo, a foto foi retirada do http://globoesporte.globo.com, que por sua vez a tirou do http://www.Fakt.pl

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Força Kubica

Engrosso o caldo na corrente pela recuperação de Kubica. Gosto do Kubica.  Além de simpatia e bom humor, é combativo e demonstra um grande amor pelo automobilismo.

Repito aqui um trecho que escrevi, relativo ao GP da Austrália de 2010. Nele ele foi, para este que aqui escreve, o nome da corrida.

“O BOM – O Polonês R. Kubica sempre foi considerado um dos melhores pilotos das últimas temporadas, mas nunca teve carro para transformar o seu valor em luta pelo título. A pista molhada das primeiras voltas do GP. da Austrália nivelou os equipamentos, Kubica, através de uma largada perfeita, mantendo-se livre dos incidentes, e do bom trabalho de box da Renault, levou seu possante amarelo da nona para a segunda colocação. A tocada técnica e o bom acerto do carro salvaram os pneus, deixando uma boa impressão de todo o conjunto que subiu até o segundo degrau do pódio.”

Volta logo, ô polonês


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Tudo corria em paz numa tribo isolada dos confins da África. Nela, os nativos viviam apenas com o que a natureza lhes provia e sem contato nenhum com outros grupos de seres-humanos.

Sob os olhos de Xi, um dos líderes locais, uma comunidade interagia e prosperava, aquele era o mundo perfeito, mundo com idioma e costumes próprios.

Eis que, num fatídico dia, uma pessoa do nosso mundo que cruzava pelos céus os arredores daquela aldeia, joga pela janela do avião uma garrafa de Coca-Cola. Aqui do solo firme, maravilhado, Xi observava pela primeira vez na vida um objeto voador, imaginando como eram aqueles seres superiores, com seus dons de voar e criar diferentes formas. E do meio de transporte dos então “deuses” de Xi e sua aldeia, despenca aquela massa de forte brilho, causado pelo reflexo do sol no vidro da garrafa, que cai, até encontrar no solo as mãos de Xi.

“Caiu dos céus um presente dos deuses.” Xi o apanha, e, sem saber com que propósito estes “deuses” o mandaram, leva para a sua aldeia e lá divide com todos o ocorrido.

E a aldeia, antes hermeticamente fechada, agora tinha um objeto estranho, que ia sendo curiosamente explorado pelos moradores. E Xi vê a transformação acontecendo. Onde antes não havia disputas, inveja e ciúmes, agora brigam pela posse do objeto, que vira utensílio de cozinha, reserva de água, instrumento de caça, e mais uma série de finalidades.

E a grande sacada do filme de Jamie Uys, “Os Deuses Devem Estar Loucos”, se dá quando o protagonista principal, Xixo, do alto de sua ingenuidade, percebe que o antes presente vindo dos céus é, na verdade, uma grande armadilha que está dividindo aquele grupo de pessoas. E ele parte então para a sua aventura pela savana africana, a fim de devolver aos “deuses” voadores o objeto indesejado, e a paz à sua comunidade.

E na Fórmula 1, a tribo da Renault começou o ano em paz. Nelson Piquet Jr e Flávio Briatore hoje continuam os seus desentendimentos longe do motor-home do time, na esfera judicial. Fernando Alonso, piloto tido como dos mais hábeis a tocar um carro da categoria nos últimos anos, agora defende e cobra resultados da italiana equipe Ferrari.

A dupla foi substituída por uma inédita parceria vinda da Europa Oriental. Formada pelo polonês Robert Kubica, que durante os seus três anos como piloto da equipe BMW despertou o sentimento de que ali havia mais piloto do que carro, pois tinha seus bons momentos, e eles quase nunca eram revertidos em resultados; e pelo Russo Vitaly Petrov, que comprou seu posto na equipe, bancando assim a entrada do seu país na categoria, categoria que hoje já cogita uma etapa naquele que é o maior país do mundo.

O comando da equipe também foi substituído. A crise financeira, somada aos maus resultados nas últimas temporadas, fez com que a matriz se desligasse do time, que hoje, é gerido por um grupo de investidores e que até pouco tempo não tinha patrocinador algum nos seus carros, somente o nome da agora distante montadora de carros.

Esse novo ambiente criou um novo clima e trouxe expectativas mais baixas, mas os deuses, outra vez,  mandaram algo dos céus.

Nas últimas duas das três etapas iniciais deste ano, a chuva vinda de forma generosa transformou-se num presente para a trupe do carro amarelo, o R30 que já é sabido por todos, não é tão ruim como parecia.

Pois a chuva colocou Robert Kubica e suas cores na vitrine. Ao contrário da etapa inicial do Bahrein, onde o modesto 11° lugar não rendeu muitos destaques, as duas seguintes, Austrália e Malásia, significaram, além da afirmação da qualidade do simpático polonês, um novo conjunto de perspectivas em torno do seu time.

Vejamos, o time que antes tinha na carenagem apenas uma pintura retrô, que remetia aos primórdios da equipe que hoje cede o nome, agora já ostenta, além do belo acabamento, o patrocínio da estatal Russa Lada, montadora tradicional de carros, da empresa de informática HP, e do grupo financeiro DIAC, e se encontra na quinta posição no campeonato dos construtores.

Robert Kubica, que começou o ano almejando ter uma certa regularidade, chegará na quarta etapa ocupando a sétima colocação no campeonato de pilotos, com pouca diferença numérica para os que ocupam lugares à sua frente, e vem com a sua moral alta, resultado de  uma ótima seqüência de um segundo lugar na Austrália e um quarto lugar na Malásia.

Já Vitaly Petrov não teve o mesmo sucesso nas três primeiras etapas. Abandonos em todas elas, muitos erros cometidos e a distância para o polonês lançaram uma série de dúvidas na sua qualidade como piloto. Embora na Malásia já tenha mostrado uma certa reação, combatendo até mesmo Hamilton no seu carro prateado, que apelou então para o anti-esportismo, mas novamente não chegando ao final da corrida.

Fica a dúvida quanto ao tipo de presente que veio dos céus para a equipe amarela. Petrov agora é cobrado por seus chefes, que pedem que ele perca peso, esperam dele resultados mais próximos ao do seu companheiro de equipe, Kubica, que deseja manter a alta média de pontos para figurar em posições ainda melhores no campeonato para depois dar novos rumos para a sua carreira. Já os chefes querem mostrar que aquele grupo de investidores acertou o tiro, que o limão malfadado no ano passado virou uma bela limonada na mão deles, para assim manter e trazer novos patrocinadores.

A probabilidade de que siga chovendo em duas de cada três corridas é muito baixa. Mesmo assim, a Renault terá que manter os resultados com elas obtidos para que as expectativas criadas em torno do ótimo desempenho inicial não se transformem em decepção e cobranças. Os deuses mandaram as chuvas, agora cabe à equipe dar um bom destino ao resultado do presente recebido.

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