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Posts Tagged ‘livros’

15 minutos. É tudo que você vai perder ganhar assistindo o curta em animação abaixo.

“Os fantásticos livros voadores do Senhor Lessmore”, que esteve presente nos premiáveis do último Oscar, mostra a relação de um homem com seus livros e como ele busca compartilhar tudo isso ao longo de sua vida.

Muito bem feito.

 

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Ritmo Beat


Surpreso. Passadas 135 páginas, aproximadamente 1/3 do livro, assim estou na medida em que avanço na leitura de On the Road, de Jack Kerouac.

Surpreso porque o livro publicado em 1957 é incrivelmente contemporâneo. Evidente que a vontade de colocar uma mochila nas costas e pegar a estrada não tem época, mas as situações, os causos, as reflexões e o conjunto de dificuldades que vão norteando o narrador/personagem, tudo isso é tão atual quanto cativante.

Kerouac criou esta sua história  num ritmo empolgante, de se ler em pé, andando em círculos. Frases longas, movimentadas, com descrições bem encaixadas, bom humor, tiradas inteligentes, desgraças…e essas frases vão empilhando-se em uma seqüência absurda.

A obra surgiu quase sem pausas, em aproximadamente três semanas de trabalho. Usando grandes bobinas de papel presas na sua máquina de escrever, para não ter quebrado o seu embalo mental ao trocar as folhas, preenchidas ao som de Coltrane e afins, e é justamente neste compasso que a saga vai sendo desenrolada.

“…tinha comigo um livro que havia roubado num quiosque em Hollywood, Le Grand Meaulnes, de Alan-Fournier, mas preferia ler a paisagem americana enquanto seguíamos em frente. Cada saliência, cada colina, cada planície mistificava meus anseios. Cruzamos o Novo México na escuridão da noite; numa aurora descolorida estávamos em Dalhart, Texas; na desamparada tarde de domingo rodávamos pela monotonia de uma cidade atrás da outra de Oklahoma; ao entardecer era o Kansas. O ônibus rodava solto. Eu estava indo para casa em outubro. Todo mundo vai para casa em outubro.

Nesta batida ritmada o Sal Paradise do autor vai me fazendo companhia ao longo destes dias. Recomendo a leitura, o jazz e o uísque, mas não sumam de casa após o ler por completo como fez Bob Dylan.

No vídeo abaixo, o próprio autor lê um trecho de On the Road ao som de Jazz. E fica claro o modo como ele foi escrito.

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