Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Maria Esther Bueno’

Domingo foi ao ar a entrevista que Galvão Bueno fez com Emerson Fittipaldi para o seu programa “Histórias com o Galvão”, e o bate papo com Emerson foi muito bom.

Era a segunda vez que eu via o programa. Na primeira, a entrevistada era a heroína Maria Esther Bueno, nossa tenista pioneira que desbravou Wimbledon no início dos anos 60. Neste dia a conversa passeou sobre diversos e bons assuntos:  O começo, a ida para a Europa, a luta para superar a lesão no ombro que abreviou a sua carreira, o estilista que pensava as saias ousadas que instigavam suspiros dos cavaleiros sessentistas, fãs do ainda hoje elitizado tênis, entre outros. No geral, o resultado foi muito positivo.

Não costumam me atrair programas de entrevistas que exploram as lágrimas dos entrevistados, também acho desnecessário convocar o estúdio a bater palmas, não estariam merecendo o espaço dado se elas não viessem ao natural. Mas nesses dois casos, Maria Esther e Emerson, todos os excessos foram compreendidos.

A entrevista com Emerson foi um apanhado dos principais momentos de sua carreira. A importância do seu pai, o início no automobilismo brasileiro dos anos 60, a chegada na Fórmula 1 e a também pioneira ida para a Indy americana.

Foi interessante ouvir do próprio Emerson como as coisas aconteceram no intenso ano de 1970, principalmente na corrida de Monza.

Nela foi pedido para Emerson amaciar o carro do líder do campeonato Jochen Rindt para a corrida do dia seguinte. Colin Chapman  retirou a asa traseira do Lotus para que ele utilizasse o setup de Rindt. Num descuido admitido na época para Colin e no programa para o público,  Emerson errou o ponto de freada e destruiu o carro do Austríaco.

Chapman deu então para Rindt o chassis de Emerson e neste carro Rindt teve o seu acidente fatal. A Lotus se retirou em luto por duas corridas e no retorno, em Waltkins Glen, Emerson conquistou a sua primeira vitória na Fórmula 1, dando com ela o título póstumo para Jochen Rindt.

Toda a emoção é justificada. O período em que Emerson brigava por títulos foi também uma das fases mais perigosas do automobilismo. A luta dos pilotos para melhorias da segurança nos carros e nas pistas era acompanhada de novas fatalidades, e elas foram listadas no programa.

A entrevista seguiu com o sucesso da Lotus 72D, depois na McLaren e a bonita história da Copersucar, sempre à frente do seu tempo. A posterior conquista dos Estados Unidos, Indianápolis e a decisão de encerrar a carreira. Tudo colorido por cenas de arquivo e do documentário “O fabuloso Fittipaldi”.

Espero que nos próximos programas  outros heróis do nosso automobilismo tenham também a chance de contar a sua história neste espaço criado por Galvão. Nelson Piquet e Bird Clemente, por exemplo, surpreenderiam gerações mais novas com seus testemunho, basta lhes ser dado o espaço.

Após a entrevista decidi digitalizar um pôster do final dos anos 70 que tenho do Rato, e disponibilizar aqui. Em um lado o lindíssimo monoposto brasileiro Copersucar FD-04 (FD = Fittipaldi – Divilla), do outro uma caricatura do nosso simpático herói.

P.s.: A entrevista de Emerson pode ser facilmente encontrada no Youtube, dividida em seis partes.

P.s.2.: Um errinho de nada que passou batido durante a entrevista. Galvão comentou que Emerson vinha com sua turma assistir corridas em Tarumã e depois retornava para São Paulo. Na verdade ele vinha ver o Grande Prêmio Cidade de Porto Alegre, no circuito da Pedra Redonda, onde ele fez sua última corrida antes de partir para a Europa. Tarumã foi inaugurado em 1970.

P.s.3.: Piquet dando uma entrevista dessas para o Galvão? Sonhar, não custa nada…Mas quem sabe?

Read Full Post »