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Posts Tagged ‘Pink Floyd’

Faleceu Margaret Thatcher, a dama de ferro, personagem ligada à política do Reino Unido do Século XX

Para ela, todo um disco do Pink Floyd……..

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Até os 12 anos eu tinha medo de mexer no disco preto do pai; Aos 16 um professor de filosofia passava The Wall para uma turma que não entenderia nada; 18 e eu comprava Wish You Were Here em um balaio; Com 23 tentava ser Gilmour na minha guitarra; Tatuei a capa de um disco em boa parte das costas nos meus 26 e com 29 anos eu também olhei o muro caindo.

Incrível. O que nasceu como uma egotrip de Waters sobre seus dramas pessoais (perda do pai, relação com mãe, esposa, mundo…), virou um espetáculo atual e de grande alcance – dedicado ao brasileiro Jean Charles de Menezes.

Ao longo de duas horas, com forte influência do “1984” de George Orwell, críticas aos regimes totalitários, imperialismos econômicos, demagogias políticas e descaso com desigualdades sociais foram despejadas ao som de um Pink Floyd que nunca – nunca – envelhecerá.

Em 25 de março de 2012 eu também olhei o muro caindo.

Crédito da foto para ClicRBS/Tadeu Vilani, as minhas ficaram horríveis.

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  • Patrick Depailler, no ano de 1976, nos leva para uma volta em Mônaco, a bordo da única Tyrrel P34.

Frente grudada no chão, traseira chicoteando aos impulsos do Cosworth DFV V-8. O trabalho de Patrick, livrando o carro das lâminas metálicas do principado.

Um belo passeio

  • David Gilmou levou para a festa dos 50 anos da Fender Stratocaster o ítem mais valioso de sua coleção. Trata-se da Stratocaster #0001, a mais antiga das Strato conhecidas, guardada no seu barco-estúdio junto com outros instrumentos de seu acervo.

No concerto realizado em 2005, Gilmour se juntou a outros guitarristas para homenagear o modelo. Lá, tocou essa canção instrumental chamada “Marooned”, presente do disco pós Roger Waters  “The Division Bell”, de 1994.

Gilmour tem um estilo próprio. Sem grandes firulas, ele despeja linhas harmoniosas e agudos precisos, sempre usando de efeitos para dar novas cores para seus os solos.

Outro belo passeio

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“Money, it’s a gas…”

No “preto no branco” das sábias páginas do meu pequeno Aurélio, um herói se define por:

“1. Homem extraordinário pelos feitos guerreiros, valor ou magnanimidade. 2. Protagonista de obra literária.”.

Desde muito novo cultivo os meus heróis sem seguir a fórmula mágica do Aurélio. Alguns até eu já deixei pelo caminho; faz parte do amadurecimento rever conceitos, e, quando mudam os conceitos, mudam também as referências.

Povoam o meu mosaico de ídolos seres que, além de muito talento nas suas atividades, cultivam também certos hábitos excêntricos. Dentre essas pessoas, dois adoráveis malucos que me fazem tirar o chapéu foram destaque nos seus principais trabalhos, ganharam rios de dinheiro numa vida invejável, e, depois, souberam dar um belo destino aos bons trocados ganhos.

Não é só a semelhança no nome que aproxima esses dois. A paixão pela velocidade e por brinquedos caros também une Nick Mason e Niki Lauda.

Run Like Hell

Um conjunto formado em 1964, numa Londres tomada pela Beatlemania, teve sucesso e reconhecimento tomando um caminho totalmente oposto do consagrado “Fab Four”. Norteados pelo talento do conturbado Sid Barret, totalmente imersos em um som psicodélico e experimental, o Pink Floyd teve uma curiosa caminhada até o sucesso mundial.

A saída de Sid Barret por problemas mentais determinou uma mudança de rumos no som da banda. Do começo psicodélico a afirmação com uma sonoridade progressiva, Waters, Wrigth, Gilmour e o baterista Mason criaram grandes óperas-rock e emplacaram dois discos entre os mais vendidos em todo o mundo. Dark Side of the Moon e The Wall.

Entre os ótimos músicos, Nick Mason, baterista de cabelos compridos e bigode vistoso, chamava a atenção por sua levada perfeitamente adaptada ao tipo de som da banda. Por vezes até virtuoso, Mason firmou-se como músico de respeito e ganhou muito dinheiro.

Paralelo aos trabalhos na banda, Mason, um apaixonado por carros, aproximou-se de seus objetos de desejo. Iniciou, no final dos anos 70, uma coleção de carros de corrida clássicos. Passou a participar de rallys de regularidade e velocidade, logo transformando seu hobby em coisa séria.

Fundou a Ten Tenths, empresa que utiliza os carros de sua coleção, com a finalidade de alugá-los para entusiastas, produtores de filmes e programas de televisão, além de participar de corridas. No seu currículo, Mason soma cinco participações nas 24 Horas de Le Mans, presença na Mille Migla, participação documentada no rally mexicano La Carrera Pan Americana, além de exibição de seus carros no festival de Goodwood.



Na sua garagem podemos encontrar belezas como: Jaguar Type D 1955, Ferrari GTO, Ferrari 512S, Porsche 962, McLaren F1, a Ferrari 312 T3 de Gilles Villeneuve e o inigualável Auto Union D-type de 1939.

Na mesma época em que o Pink Floyd conquistava seu espaço, um jovem austríaco começava na Fórmula 1.

Learning to fly


Niki Lauda, jovem de família rica, começou a correr em 1968. Após três anos de aprendizado em categorias menores, iniciou sua caminhada da categoria principal,pela equipe March. Em 1974 foi contratado pela equipe Ferrari, onde conquistou dois campeonatos, perdendo um terceiro para Hunt, no ano de seu terrível acidente.

Após duas temporadas ruins na Brabham-Alfa Romeo (78 e 79), Lauda se afastou das pistas para fundar a sua companhia aérea.

A Lauda Air foi fundada em 1979, com missão de mostrar ao mundo o “estilo austríaco de voar”. Começou as operações em 1985 com serviço de táxi aéreo e pequenos trajetos. Em 1990 Lauda, já trí-campeão pela McLaren Tag-Porsche, obteve permição para realizar vôos internacionais, o que permitiu a Lauda Air investir em aeronaves maiores.O primeiro vôo internacional saiu de Viena para Sydney e Melbourne.

Hoje a companhia de Lauda presta serviços para a Austrian Airlines, possui uma frota de sete Boeing 737-800, cada um batizado com o nome de um artista famoso. Deste modo, Falco, Freddie Mercury, George Harrison, Gregory Peck, Frank Zappa, Miles Davis e Kurt Cobain realizam vôos para a Europa, América do Norte e para o Sudoeste asiático.

Durante a sua existência a Lauda Air contabiliza a perda de uma aeronave. No ano de 1991 o Boeing 767 apelidado de Amadeus Mozart caiu na Tailândia, matando 223 passageiros e a tripulação.

“…new car, caviar, four star daydream…”

Lauda e Mason fizeram as suas vidas em duas atividades pelas quais eu sou completamente apaixonado. Música e automobilismo.

Ambos conquistaram uma enormidade de fãs, alguns inclusive seguiram suas profissões inspirados neles, o que confirma a sua importância nas áreas em que, quase juntos, começaram a despontar como ícones.

Ambos também flertaram com um certo perigo nas suas vidas e estão ainda firmes nos dias de hoje. Seja esse perigo o temeroso automobilismo dos anos 70, seja ele o consumo inconseqüente de drogas e álcool, o fato é que os dois souberam fazer fortuna com gosto, e hoje, sabem gozar muito bem de tudo que o dinheiro lhes oferece.

Adoráveis excêntricos esses meus dois heróis.

Sites Relacionados:

http://www.laudaair.com/site/index.php

http://www.tentenths.co.uk/

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