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Posts Tagged ‘política’

Em poucos dias estaremos colocando o nosso pedacinho de papel virtual nas urnas, colaborando assim para a escolha dos nossos novos governantes. Na véspera do voto, tão importante quanto estar com o título de eleitor na carteira, é ter conhecimento do cenário, histórico e atos dos principais personagens pedintes do seu “xís” seguido do barulhinho, aquele, na cédula virtual.

A aproximação da data exalta alguns ânimos, muda personalidades. Tem os tagarelas que se calam, e tem mudos que viram divulgadores ambulantes de campanhas, idéias, pessoas e partidos.

Cidades também mudam. A paisagem é enfeiada com gosto e persistência. Cavaletes e panfletos largados pelos nobres postulantes podem ser levados pelo vento ou chuva, que repostos serão com agilidade ímpar. Por que não criam mutirões de “voluntários” para limpar praças, orlas, melhorar escolas carentes, ao invés de amontoar pessoas com bandeiras em rótulas, atrapalhando e irritando? Aliás, os bótons ainda são usados? Ou não sujam o suficiente e por isso saíram de moda?

Parte da nossa frota também é engajada. Carros com o vidros traseiros totalmente tomados por propaganda política, estarão eles legais em relação às normas de trânsito? Pára-choques tapados, laterais idem, Kombis cobram por palmo quadrado?

Quando levantamos alguma bandeira, expomos muito do nosso modo de ser. Nessas, vestir a carapuça deste ou daquele político pode ser perigoso, pois, historicamente, a grande maioria dos envolvidos, bem como o cenário geral, é incoerente. Pessoas que fincam pé, embarcando em uma ideologia e depois ficam sem norte ou com discurso vencido perdem totalmente a credibilidade com quem confrontou suas idéias ou tentou cativar previamente.

Vestir política, para o eleitor, certamente funcionaria melhor se viesse após um ato de meditação, análise e estudo.

***

No meu carro, prefiro levantar outras bandeiras. Bandeiras tranquilamente muito mais coerentes.

No vidro dianteiro, levanto a do EU DIRIJO UMA LENDA, campanha do blog Fuscologia. Dirigir também é administrar, logo eu também administro uma lenda, e tenho como missão deixar ela em melhor estado do que quando a recebi.

No vidro traseiro direito de carona, levo as do ABAIXO O ESCULACHO e  Blog do MacFuca. A primeira por que é muito fácil corromper-se, descaracterizar a essência do produto, dar costas para a tradição. Para ajudar, temos os apêndices xunadores, como janelas bolha, consoles de chão de ônibus, retrovisor de supermercado, olho de gato na porta, aerofólio de fibra, antena de CrossFox sobre a janela traseira… opções existem aos montes e me assediam o tempo todo. A segunda bandeira dessa janela é explicada porque um bom  administrador deve ter dentre as suas referências, pessoas dedicadas aos pequenos detalhes, não apenas aos grandes. Pessoas que mantém-se focadas dentro do seu objetivo, mas sempre abertas ao mundo, fazendo amizades e interagindo.

No vidro traseiro esquerdo de carona, eu levanto a do Gonzo 1961. Afinal, nem tudo é moleza nessa vida e, para se chegar ao resultado desejado, quase sempre temos que arregaçar as mangas e batalhar muito. O dinheiro está curto, o tempo aperta, mas as ferramentas estão a disposição e o possível é feito da melhor maneira.

Com ou sem eleição, analogias à parte, no meu carro levo apenas bandeiras coerentes e de valor.

Nelas eu acredito.

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Este ano que vai se despedindo sem grande alarde castigou muito a fé do povo brasileiro no cenário político que é vivido.  As notícias que saem das casas onde os interesses da população são discutidos se repetem tanto nos erros e nas sujeiras que as manchetes teimam em não se reciclar, como teimam em não serem reciclados os nossos governantes.

O ano de 2010 já começa a se projetar como realidade presente na medida em que a última semana de dezembro avança, trazendo consigo uma nova temporada de Fórmula 1, uma nova Copa do Mundo e principalmente mais uma nova rodada de eleições.

A soma dos votos que determinam o resultado de uma eleição é o conjunto de escolhas individuais dos mais interessados neste resultado, nós. Talvez ainda não saibamos perceber qual a importância do fortalecimento das individualidades da população geral no nosso dia-a-dia.

A geração atual não vive mais os males da ditadura militar, só que ainda tem atitudes de um povo reprimido. Não discutimos mais política num tom baixo de voz (discutimos política?), mas continuamos não nos organizando para mostrar nosso descontentamento de forma correta e eficaz em relação a algo que crie inconformismo ou indignação, como se fosse a sina dos habitantes do maior país da América Latina vivê-los. Resignados a tudo. Sem poder de reação.

Aqui entra a importância de uma sociedade de individualidades fortalecidas, mas o agente responsável por esse fortalecimento seria o próprio governo através de um investimento na qualidade de ensino. Cidadãos bitolados pelos ícones comerciais, pelos perfis do Orkut e pelo que vem desembalado e mastigado dificilmente terão força e capacidade para mudar qualquer quadro que lhes seja desfavorável.

Por isso gostaria de acreditar que neste ano de 2010 figuras dinâmicas e atuantes consigam aquilo que os governantes freiam através do seu descaso planejado para a educação do país, mostrar ao grosso da população inserida neste quadro de congelamento de idéias próprias que é justamente de dentro delas que começará a mudança da realidade que tanto as incomodam.

Que o ano de 2010 chegue com saúde e paz para todos nós e com uma explosão de individualidades fortes e lideranças positivas para o Brasil. Quem disse que elas não fazem a diferença?

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