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Posts Tagged ‘Porto Alegre’

20131110_114104Tão logo se fechavam “as cortinas” do evento, no domingo, desabaria uma chuva sem tamanho sobre Porto Alegre; porém, enquanto a festa acontecia, o fusqueiro lá de cima segurava a água toda – bem abençoada é a turma “a ar”.

No final de semana dos dias 09 e 10/11, na Sede Campestre da Associação dos Servidores da Justiça, aconteceu talvez o melhor evento de antigos que eu tenha participado. Sem exageros. Estavam lá muitos amigos, mais de 350 carros, música ao vivo, churrasco e chimarrão; nesse lugar bonito, seguro e com bom astral, estava o Porto Alegre Fusca Clube feliz e orgulhoso do encontro que organizou. Sucesso total.

Esses encontros ficam perfeitos quando ocupam um final de semana inteiro. Quem pega a estrada pode montar seu acampamento, curtir, descansar e no outro dia tomar o caminho de volta. Quem mora perto, por outro lado, consegue aproveitar na sua casa o que geralmente sonha encontrar quando é visitante.

Parabéns ao Porto Alegre Fusca Clube. Deu orgulho.

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As duas fotos abaixo foram encontradas dentro de matéria feita pelo Portal ClicRBS no tema “Aniversário de Porto Alegre”.

Elas mostram, vejam só (!), o boxeador Muhammad Ali (ou Cassius Clay), visitando as instalações da Miura na cidade de Porto Alegre.

O boxeador, então aposentado e já sofrendo de Parkinson, visitava uma Miura consolidada no mercado.

Era o ano de 1987. Os belos carrinhos fora-de-série já não eram mais construídos sobre a mecânica dos VW a ar, nessa fase eles nasciam na Av. Assis Brasil impulsionados pela motorização do VW Santana e com o que de mais moderno havia no mercado.

Seria ele um possível garoto propaganda? Talvez um importador de Miurinhas em terras estrangeiras?


MuhammadALI-Miura

E depois, para matar a fome, nada melhor do que um espeto corrido.

Ali

Muito legal!

Quem quiser conhecer mais da história da Miura: o artigo do Best Cars, no UOL, é obrigatório.

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Ano passado o Rodrigo Lombardi fez a arte abaixo. (Aqui o link do post)

Ele pegou uma foto que tirei  e mesclou com uma foto da “visita” que o Seu Breno fez à delegacia do Bairro Tristeza, em 1968.

1968 foi o último ano de corridas nas ruas de Porto Alegre, com Pedra Redonda e Cavalhada-Vila Nova.

Pois esses dias o filho de Breno Fornari, Alexandre, postou em seu Facebook a foto abaixo – Em outro ângulo vemos bem  o baita estrago que o Breno fez. Que pancada.

Então lá vamos nós para mais um “ontem e hoje”:

Lembrei do jogo Pedra, Papel e Tesoura. A pedra venceu? O artista Rodrigo responde abaixo:

 

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…um projeto vencedor começava com MAXOIL no cárter

O valente carrinho dos irmãos Fittipaldi vencia o Corcel de Bird Clemente e Carlos Pace.

Tenho a impressão que essa 12 Horas de Porto Alegre sempre será resgatada. O Circuito da Cavalhada-Vila Nova também faz parte do mito.

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A foto abaixo foi exibida no Portal da Prefeitura de Porto Alegre, cidade onde moro e que amo, na tarde de hoje:

Ela mostra uma instituição cheia de orgulho de sua obra. O trecho de ciclovia em questão demorou mais de 4 meses para ficar pronto, fica na quadra em frente ao prédio da Zero Hora, ligando a Avenida Érico Veríssimo ao Bairro Azenha.

Eu trabalho em frente ao trecho que será inaugurado na próxima segunda-feira. Há três meses percebo que uma família vem morando no outro lado do Arroio Dilúvio, na calçada vizinha a esta que é anunciada, e que tem sido um dos focos da Administração Pública.

Situações como essa me causam um grande desconforto. A cidade onde moro parece uma casa cheia de problemas estruturais e que capricha no reboco para agradar os que passam, como se as rachaduras não fossem vencer a disputa. E infelizmente este empurrar com a barriga os problemas estruturais, esse varrer para baixo do tapete o que um dia poderá ser resolvido (mas não será agora), torna-se algo tão tranquilo de se assimilar que não há reação da população.

A foto abaixo foi tirada por mim, na tarde de hoje:

Lá está a família tomando sol em um colchão velho, com um cobertor. Na beira do Arroio, enquanto do outro lado uma equipe da Prefeitura pinta, orgulhosa, a obra.

No momento em que os nossos maiores problemas tornam-se invisíveis, o que devemos fazer? Quando a falta de segurança pública, saúde e ensino perder as suas cores, perto das obras de uma Copa do Mundo que um dia passou por aqui, poderemos reclamar?

Reparem, ali, ao lado da família, que frase emblemática foi escrita.

É dose.

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Bastardos Inglórios – A entrada da minha cidade:  É assim mesmo muito próxima da idéia do filme do diretor Tarantino, de queimar os fantasmas do passado sem entretanto esquecer das lições que eles nos deixam, que se encontra a minha opinião dentro da polêmica levantada pela sugestão de troca do nome da avenida de entrada de Porto Alegre.

Atualmente ela se chama Avenida “Presidente” Castelo Branco, o primeiro governante pós Golpe Militar. Vejam, não estamos discutindo o nome da Rodovia Transamazônica, esta sim criada a peso de ouro durante o regime, mas sim da entrada da capital dos gaúchos, fundada em 1772.

Dos argumentos contrários à mudança, o que me parece mais fácil de ser combatido por sua fragilidade é o de que a história não pode ser apagada ou reescrita. Isto não ocorreria com a simples mudança de nome.

Não em um país onde nenhum envolvido em abusos e crimes da época foi punido; onde famílias ainda procuram seus parentes; onde bustos de figuras ligadas ao regime seguem sendo inaugurados em praças de cidades  e onde qualquer tentativa de formar uma comissão ou de se tornar público o acesso a documentos é fortemente barrada. Esta história segue viva, entre nós.

Não vejo nada disso como tentativa de reescrever algo, mas sim de afastar a minha cidade de identidades e afinidades que ela não comunga. Em tempo, o novo nome proposto é “Avenida da Legalidade”, que tampouco me agrada.

Praças, escolas e vias de transporte devem representar a comunidade, não movimentos, regimes e figuras políticas.

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No dia 15 de setembro do ano de 1953, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense fechava os seus primeiros 50 anos de existência. O clube já guardava conquistas internacionais e regionais em sua caminhada, projetava agora crescimento e consolidação após o primeiro cinquentenário.

A mudança de casa faria parte desse processo, o Estádio Olímpico tinha sua construção acelerada. Ele entraria em cena no ano de 1954, em substituição ao Estádio da Baixada do Moinhos de Vento, que recebia os jogos do clube em uma zona nobre da cidade, mas estava obsoleto e ultrapassado frente aos novos padrões do futebol que a época trazia.

Nesta época um dos esportes de maior crescimento e visibilidade era a recém criada Fórmula 1. O campeonato nasceu no ano de 1950 para recuperar o atraso que a paralisação da Segunda Guerra Mundial impôs as corridas, era o fim da era do Grand Prix. A partir de sua criação, os melhores pilotos e as marcas mais poderosas de motores e automóveis disputariam campeonatos mundiais cheios de perigos e heroísmo.

Após três anos de sucesso os brasileiros ainda não tinham contato com a categoria, que já trazia o argentino Juan Manuel Fangio como um de seus campeões, a não ser por rádio e relatos – a primeira corrida em solo brasileiro só aconteceria na década de 70.

O esporte a motor, porém, seguia crescendo no sul do país, principalmente pelas corridas de carreteras que cortavam estados, cruzavam a fronteira brasileira e criavam os seus heróis locais.

Durante a Segunda Guerra um baque freou o esporte no país, o racionamento de combustível. Equipamentos de gasogênio eram instalados nos automóveis e corridas eram realizadas para estimular o uso do combustível alternativo e demonstrar a sua segurança. Apenas com o fim da segunda guerra o esporte novamente tornaria a receber total incentivo e voltaria a crescer.

A cidade de Porto Alegre, que já havia recebido corridas em suas ruas, promoveria em 1952 o I Grande Prêmio Porto Alegre, no Circuito da Farrapos. Esta corrida aconteceria no centro da cidade, abrigando duas categorias de carros, até 1200cc e Força Livre. Na Força Livre, 16 carreteras largaram para 25 voltas ao longo do trajeto que passava pela Av. Farrapos, Sertório, Cairu, Voluntários da Pátria e Ramiro Barcelos.

O evento, de grande sucesso de público e repercussão, teve como grande vencedor Júlio Andreatta e foi um dos motivadores para o acontecimento que o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense traria para os habitantes da cidade, independente do time que torciam, no ano do seu cinquentenário: O Grande Prêmio do Cinquentenário Tricolor.

Em 1953 o Grêmio possuía um Departamento de Automobilismo, tamanha a popularidade do esporte na época. Compunham o Departamento grandes ídolos locais, como os irmãos Catharino e Júlio Andreatta, Diogo Ellwanger e José Rimolli.

Para celebrar os 50 anos do clube, o seu Departamento de Automobilismo, em conjunto com o Automóvel Clube do Rio Grande do Sul, promoveu ao redor do Parque da Redenção um dia de corridas, sendo a prova principal formada por um grid de 11 carros de grande potência, alguns de Fórmula 1.

O Circuito da Redenção, com extensão de três quilômetros, foi preparado de forma a dar segurança e comodidade ao público. Barricadas de segurança, nos moldes da década de 50, foram montadas nos pontos mais perigosos. Passarelas foram construídas para afastar os pedestres do tráfego veloz de veículos e arquibancadas para o grande público foram erguidas.

Participaram do evento onze pilotos. Os gaúchos Catharino Andreatta, José Otero e Artur de Souza Costa; os cariocas Henrique Casini, Benedito Lopes, Souza Costa e Gino Bianco; os paulistas Jair de Mello Viana, Luiz Valente e Rafael Gargiulo e os uruguaios Fontes e Oscar Gonzales. Eles conduziriam carros que muitos gaúchos apenas conheciam de relatos vindos do exterior: Quatro Maseratti A6GCM, Duas Ferrari 125 V12, Uma Ferrari  166, dois monopostos com mecânica Ford, um Allard J2 com motorização Chevrolet Cadillac e um Cunningham C3.

O Grêmio arcou com todos os custos de translado e estadia, que não foram poucos. A prova, marcada inicialmente para o dia 18 de outubro, foi adiada em uma semana devido à chuva que caía. Durante a semana os carros ficaram expostos no Posto Sagol, atraindo visitantes curiosos e ansiosos pela prova que ocorreria no final de semana seguinte.

Mas o dia 25 amanheceu igualmente chuvoso, e sob essas condições a prova ocorreu. Os pilotos tiveram enormes dificuldades no encharcado e escorregadio piso, muitas vezes com paralelepípedos do tráfego urbano, não podendo acelerar a pleno as suas máquinas. O grande público, mesmo assim, prestigiou em peso a competição e foi brindado com uma grande quantidade de rodadas e derrapagens.

Após 40 voltas, numa baixíssima velocidade média de 79km/h, Henrique Casino vencia com uma Ferrari, seguindo de Jair de Mello Viana, também de Ferrari, e Luiz Valente, num monoposto Ford.

Desta maneira o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense comemorava os seus 50 anos em grande estilo, apesar da chuva que insistiu em prejudicar o evento.

P.S.: Fotos do evento e informações foram tiradas do ótimo livro Automobilismo Gaúcho, Levantando Poeira, de Gilberto Menegaz. Recomendo a compra para todos que gostam do assunto.

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