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Posts Tagged ‘Renault’

Unha e carne

A foto abaixo foi tirada em um encontro de Volks na cidade de Hanover.

Kombi alongada, para levar outros veículos, não é novidade. Aliás, imperdoável não existir no regulamento da F-Vee Brasil – que anda decolando em São Paulo – um artigo que dê a Pole automática para quem chegar com seu fórmulinha sendo transportado por uma dessas.

Mas o que me chamou a atenção mesmo foram as rodas da “carga” azul-franco, na foto. Três furos, cara de Renault. Seria uma categoria francesa concorrente da Vê? Com mecânica Gordini e o mesmo baixo custo nos anos 60? Será que até nisso as duas montadoras batiam de frente?

Como não sei responder, espero que alguma fera ajude. (E que hoje ambos fazem uma bela dupla, nao há dúvidas.)

P.S.: A foto foi postada por Roberto Ewerson nos facebooks da vida.

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Neste final de semana ocorrerá o Grande Prêmio de Silverstone de 2010. Agora, a novidade será um trecho criado na parte final do trajeto, que aumentará significativamente o tempo de volta, e dará a possibilidade de mais expectadores na área próxima as novas curvas criadas. A nova seqüencia ganhou o nome de  Arena.

Com a reta criada a média horária da volta subirá. As novas curvas de alta também preocupam os engenheiros e os pilotos, já que o desgaste dos pneus sempre foi um problema nesta pista.

Para aquecer os motores, uma volta com Jean-Pierre Jabouille e seu Renault RS10 na simples, curta e veloz Silverstone do final dos anos 70.

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Tudo corria em paz numa tribo isolada dos confins da África. Nela, os nativos viviam apenas com o que a natureza lhes provia e sem contato nenhum com outros grupos de seres-humanos.

Sob os olhos de Xi, um dos líderes locais, uma comunidade interagia e prosperava, aquele era o mundo perfeito, mundo com idioma e costumes próprios.

Eis que, num fatídico dia, uma pessoa do nosso mundo que cruzava pelos céus os arredores daquela aldeia, joga pela janela do avião uma garrafa de Coca-Cola. Aqui do solo firme, maravilhado, Xi observava pela primeira vez na vida um objeto voador, imaginando como eram aqueles seres superiores, com seus dons de voar e criar diferentes formas. E do meio de transporte dos então “deuses” de Xi e sua aldeia, despenca aquela massa de forte brilho, causado pelo reflexo do sol no vidro da garrafa, que cai, até encontrar no solo as mãos de Xi.

“Caiu dos céus um presente dos deuses.” Xi o apanha, e, sem saber com que propósito estes “deuses” o mandaram, leva para a sua aldeia e lá divide com todos o ocorrido.

E a aldeia, antes hermeticamente fechada, agora tinha um objeto estranho, que ia sendo curiosamente explorado pelos moradores. E Xi vê a transformação acontecendo. Onde antes não havia disputas, inveja e ciúmes, agora brigam pela posse do objeto, que vira utensílio de cozinha, reserva de água, instrumento de caça, e mais uma série de finalidades.

E a grande sacada do filme de Jamie Uys, “Os Deuses Devem Estar Loucos”, se dá quando o protagonista principal, Xixo, do alto de sua ingenuidade, percebe que o antes presente vindo dos céus é, na verdade, uma grande armadilha que está dividindo aquele grupo de pessoas. E ele parte então para a sua aventura pela savana africana, a fim de devolver aos “deuses” voadores o objeto indesejado, e a paz à sua comunidade.

E na Fórmula 1, a tribo da Renault começou o ano em paz. Nelson Piquet Jr e Flávio Briatore hoje continuam os seus desentendimentos longe do motor-home do time, na esfera judicial. Fernando Alonso, piloto tido como dos mais hábeis a tocar um carro da categoria nos últimos anos, agora defende e cobra resultados da italiana equipe Ferrari.

A dupla foi substituída por uma inédita parceria vinda da Europa Oriental. Formada pelo polonês Robert Kubica, que durante os seus três anos como piloto da equipe BMW despertou o sentimento de que ali havia mais piloto do que carro, pois tinha seus bons momentos, e eles quase nunca eram revertidos em resultados; e pelo Russo Vitaly Petrov, que comprou seu posto na equipe, bancando assim a entrada do seu país na categoria, categoria que hoje já cogita uma etapa naquele que é o maior país do mundo.

O comando da equipe também foi substituído. A crise financeira, somada aos maus resultados nas últimas temporadas, fez com que a matriz se desligasse do time, que hoje, é gerido por um grupo de investidores e que até pouco tempo não tinha patrocinador algum nos seus carros, somente o nome da agora distante montadora de carros.

Esse novo ambiente criou um novo clima e trouxe expectativas mais baixas, mas os deuses, outra vez,  mandaram algo dos céus.

Nas últimas duas das três etapas iniciais deste ano, a chuva vinda de forma generosa transformou-se num presente para a trupe do carro amarelo, o R30 que já é sabido por todos, não é tão ruim como parecia.

Pois a chuva colocou Robert Kubica e suas cores na vitrine. Ao contrário da etapa inicial do Bahrein, onde o modesto 11° lugar não rendeu muitos destaques, as duas seguintes, Austrália e Malásia, significaram, além da afirmação da qualidade do simpático polonês, um novo conjunto de perspectivas em torno do seu time.

Vejamos, o time que antes tinha na carenagem apenas uma pintura retrô, que remetia aos primórdios da equipe que hoje cede o nome, agora já ostenta, além do belo acabamento, o patrocínio da estatal Russa Lada, montadora tradicional de carros, da empresa de informática HP, e do grupo financeiro DIAC, e se encontra na quinta posição no campeonato dos construtores.

Robert Kubica, que começou o ano almejando ter uma certa regularidade, chegará na quarta etapa ocupando a sétima colocação no campeonato de pilotos, com pouca diferença numérica para os que ocupam lugares à sua frente, e vem com a sua moral alta, resultado de  uma ótima seqüência de um segundo lugar na Austrália e um quarto lugar na Malásia.

Já Vitaly Petrov não teve o mesmo sucesso nas três primeiras etapas. Abandonos em todas elas, muitos erros cometidos e a distância para o polonês lançaram uma série de dúvidas na sua qualidade como piloto. Embora na Malásia já tenha mostrado uma certa reação, combatendo até mesmo Hamilton no seu carro prateado, que apelou então para o anti-esportismo, mas novamente não chegando ao final da corrida.

Fica a dúvida quanto ao tipo de presente que veio dos céus para a equipe amarela. Petrov agora é cobrado por seus chefes, que pedem que ele perca peso, esperam dele resultados mais próximos ao do seu companheiro de equipe, Kubica, que deseja manter a alta média de pontos para figurar em posições ainda melhores no campeonato para depois dar novos rumos para a sua carreira. Já os chefes querem mostrar que aquele grupo de investidores acertou o tiro, que o limão malfadado no ano passado virou uma bela limonada na mão deles, para assim manter e trazer novos patrocinadores.

A probabilidade de que siga chovendo em duas de cada três corridas é muito baixa. Mesmo assim, a Renault terá que manter os resultados com elas obtidos para que as expectativas criadas em torno do ótimo desempenho inicial não se transformem em decepção e cobranças. Os deuses mandaram as chuvas, agora cabe à equipe dar um bom destino ao resultado do presente recebido.

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