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Posts Tagged ‘Temporada2010’

O(s) FEIO(s) – Após o indigesto fato ocorrido no decorrer da etapa da Alemanha, onde Felipe Massa foi “lembrado”  via rádio de que deveria executar determinado script, cedendo assim a vitória para Alonso, eu tomo a liberdade de mudar a formatação da minha brincadeira pós etapas, onde digo o que achei relevante, usando como ilustração e pauta o filme O bom, O mau e o Feio.

Quando interferências externas mudam o rumo natural de uma disputa; quando, assim, o esporte se aproxima de um teatro com a intenção de iludir e/ou enganar o fã… Quando isso acontece, todos saem perdendo. O feio ofusca os outros personagens, cedendo seu tapa olho, seu chapéu surrado e demais ítens do traje à diversos elementos da trama.

Alguns, não muitos, anos atrás, a máquina vermelha de ganhar corridas tinha Todt e Ross no comando, direcionando todas as ações para os êxitos de Michael. Tão eficiente quanto antipático, esse período da categoria passou, sem deixar grandes saudades. Não vou relembrar o ocorrido com Barrichello na Áustria, mas Domenicali novamente colocou a mão de um manager nos rumos da disputa aberta. Lembrando que, desta vez, a Ferrari é a terceira força do campeonato.

Um piloto surge no cenário internacional após muito esforço e investimento. O kart é caro, treinar e correr demanda dinheiro, investimento, contatos, os pais pegam junto, cada evento sério nos kartódromos é uma briga de foice no escuro de jovens pilotos lutando para chegar na frente, vencer.

Onde ficam os ideais do esportista que nasce assim e acaba, em pista, cedendo posição após recado via rádio, sem oferecer resistência? E mais, que nas entrevistas pós evento, não encara o ocorrido com sinceridade, tentando maquiar, disfarçando a negação do espírito de luta que move o verdadeiro atleta… Massa viu as conseqüências que a submissão em um cenário ainda mais desigual rendeu para Barrichello, e baixou a cabeça, da mesma maneira.

O contrato e o jogo sujo de equipe restringem a natureza do atleta de ponta em buscar vencer. O atleta de ponta, não é mais de ponta.

O mesmo vale para o “beneficiado” desta conduta antidesportiva, Fernando Alonso.

A escuderia Ferrari com a sua política, ajuda a Fórmula 1 a ir para o buraco, e também, para que o público brasileiro fique mais distante. Enquanto isso, equipes jovens e com outra metodologia, não recebem nem o reconhecimento da rede de televisão oficial nas nossas transmissões. Red Bull, que libera disputas, vira RBR na voz da REDE GLOBO.

Que a Ferrari seja punida, exemplarmente (não é primária).

Quanto a corrida, não tenho o que e não quero falar muito.  Nenhuma posição no campeonato se alterou, Yamamoto segue no lugar de Karun na Hispania e Webber foi discretíssimo. Vettel errou na largada, mas sai com a cabeça erquida e chega bem para a Hungria, tentando alcançar o líder, Hamilton.

Que bom que o título, de pilotos e de construtores, está longe da cor vermelha.

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O Bom – Mark Webber, ao entrar pela primera vez no motor-home montado pela Red Bull em Silverstone, deve ter se olhado no espelho do banheiro (que não é minúsculo), e pensado com seus botões australianos: “…quarto no campeonato, ou eu viro o jogo agora, ou perco espaço dentro da equipe… “. E a equipe, então, destina o bico aprimorado pro seu companheiro, que faz a pole, e Webber engole seco.

Largada da corrida.  Mesmo partindo da parte suja da pista, traciona melhor, divide com Vettel, ganha o primeiro posto e pelo retrovisor, assiste seu companheiro, rival, queridinho o time azul, despencar.

A partir de então, pelo retrovisor, Webber só enxerga algo interessante novamente quando da entrada do Safety-car, e, após a quadriculada final, solta a bomba na equipe, em alto e bom áudio. “Nada maus para um segundo piloto.”

O bom do final de semana comprou a briga na equipe do melhor conjunto mecânico e menor harmonia orgânica. Webber ocupa, agora, a terceira colocação no campeonato.

O Feio – “-Ele nunca foi meu amigo”. Palavras do piloto que tinha o melhor carro do final de semana, como teve em outros, sobre o seu companheiro de equipe.

Vettel fez uma bela corrida de recuperação, o toque de Hamilton, que furou seu pneu traseiro foi puro azar, mas, um candidato ao título não pode deixar escapar corridas como a deste final de semana.

Entregar a corda para Webber enforcar-se dentro do time é pouco, visto que, as duas McLaren figuraram, novamente, nos pontos que somam-se tanto na disputa de construtores como na disparada da dupla inglesa dos carros prateados rumo ao título de pilotos na temporada.

Vettel está na quarta colocação no campeonato. Novamente atrás de seu companheiro de equipe.

O Mau – Na Red Bull, a disputa entre os companheiros  ferve mais do que água de pinhão em festa junina. Na McLaren, o mais assopra do que bate vigora, enquanto os dois pilotos vão caminhando juntos na soma dos pontos, no momento com leve vantagem para Hamilton. Na Ferrari, ambos jogaram a toalha. Nada dá certo para Alonso, quando dá, um fiscal maroto lhe manda uma penalidade. Massa já deve pensar em 2011. Um Michael desaposentado acaba mascarando o potencial de Nico, que seguidamente o bate. O mau do final de semana é Barrichello, que, de Cosworth, andou novamente entre os ponteiros, e deixou seu companheiro de equipe muito atrás. Mau porque é o único Cosworth com desempenho aceitável, mau porque é um veterano em constante reciclagem, mau porque novamente cria o sentimento que merecia algo mais na sua carreira, mau porque toma para sí as atenções dentro da Williams.

O Figurante – O cristão entra no enredo sabendo que não será destaque. Seu figurino é feio e seu papel tem poucas falas. Mas ele vai com fé e abraça o projeto. Decisão certa ou errada, o desafio foi comprado, literalmente.

Pois etapa após etapa, Bruno Senna vem lutando para se mostrar atraente para outros diretores. Troca diálogos com Karun, seu parceiro, tentando falar mais alto e claro. Quer sobressair-se, claro.

Mas tem boi na linha, e, com um saco de moedas, um tal de Yamamoto derruba o balde de água fria, daqueles que ficam sobre o palco, na cabeça de Bruno Senna.

Em Bang Bang, figurante bom, é figurante morto. Bruno devia romper, afastar-se da Hispania e procurar novos rumos. Quem sabe, abrir o cadafalso de DE LA ROSA , ou de outro moribundo…

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O BOM – É verdade que o trabalho de Rubens vinha sendo exaltado ao longo do ano pelos principais cabeças da equipe Williams. Como também é que, uma atuação segura somada à uma pontuação farta, ainda não tinha ocorrido. Pois em Valência, o experiente brasileiro, que passou a semana empolgado com o novo pacote do carro, teve o seu ponto alto na temporada.

Partindo na nona colocação, Rubens logo passou o companheiro de equipe e, aproveitando-se da confusão gerada pelo acidente de Webber, passou a figurar entre os ponteiros. Impulsionado pelo nova versão do motor Cosworth utilizado pela sua equipe, ajudado pelo circuito com poucos pontos de ultrapassagem, Rubens manteve Kubica atrás de seu carro, chegando na quarta posição.

Com o resultado da corrida, Barrichello passou Liuzzi no campeonato, mas, outra importante marca foi atingida. Agora ele é o quarto piloto que mais pontuou na categoria, com 626 pontos. E terá ainda mais um bom número de corridas para somar pontos à sua estatística.

O MAU – De la Rosa é um dos pilotos mais apagados do ano. Dificilmente aparece em destaque nas transmissões, em algumas corridas, sequer é notado.

Para piorar mais ainda sua situação, seu companheiro de equipe é aquele japonês que sacudiu as últimas corridas do então já definido campeonato de 2009. Pois em Valência, aquele Kobayashi resolveu dar novamente as caras, mais precisamente no final da corrida.

Andou boa parte do tempo em terceiro, beneficiado pela batida de Webber.  Mas como seu cavalo precisava trocar os cascos, foi chamado aos boxes quase no final, voltando em nono. Pois Koba, calçado em pneus novos e com o carro leve, partiu para o ataque, ultrapassando Alonso, que não quis disputar posição e, para festa da equipe do “branco mais branco”, jantou o Buemi, na última curva. Koba terminou em sétimo.

Momentos como este ainda mantém o seu nome em evidência, o que ajuda na sua luta por um carro mais competitivo no futuro.

O FEIO – Webber teve um péssimo domingo. Perdeu posições na largada, ficou encaixotado atrás de carros mais lentos, foi chamado aos boxes para mudar a estratégia de sua corrida e, no retorno, afobou-se atrás da Lotus, forçando uma ultrapassagem. Talvez contando que o piloto adversário não fosse se opor. Pois Webber passou por cima da Lotus de Kovalainen, dando um quase looping, e, tendo a sorte de não se machucar gravemente.

Mas este acidente movimentou a corrida, Webber está, pois, perdoado.

Schumacher fez uma corrida coerente com quase toda a sua temporada. Discreta. Não figurou nas primeiras colocações, não fez grandes ultrapassagens, não andou melhor que Nico Rosberg. Mas, quando viu que estava sumindo na prova, foi aos boxes, e passou a correr para fazer voltar rápidas. E assim ele terminou ela, deixando a impressão de poder ser rápido, quando quer. Está, pois, perdoado.

Os feios do domingo são o arquiteto Tilke e o manda-chuva Ecclestone, que fazem este tipo de corrida acontecer. O lugar é lindo, o dia foi lindo, mas a corrida, se não fosse Webber meter os pés pelas mãos, seria tão chata quanto a primeira rodada desta Copa do Mundo. E assim, feios, nos empurrarão futuramente coisas como Roma e Austin, que serão tão chatas quanto.

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O Bom – As provas tradicionais deveriam ter cadeira cativa em todo santo campeonato da Fórmula 1, mas, os novos mercados, a sede expansionista de Bernie, a conta bancária do Tilke e dos seus empreiteiros, esses e outros fatores, volta e meia, afastam pistas que nunca deveriam ficar ausentes do campeonato.

Hoje o Canadá voltou a receber os carros da categoria. E que corrida o lindo circuito da Ilha de Notre-Dame nos brindou. Disputas em todos os setores do traçado, inclusive entrada e saída dos boxes, as confusões de sempre na complicada primeira curva, nos pontos de ultrapassagem  e no muro ameaçador que antecede a linha de chegada.

Não afastem mais o Canadá do calendário.

O Mau – Na oitava corrida do ano houve a quinta mudança de líderança. Lewis Hamilton fez uma etapa perfeita, largando na pole, obtida com o carro beirando a pane seca, e lutando sempre para terminar na frente do pelotão.

Perdeu a liderança por duas vezes durante a etapa, as paradas nos boxes jogaram bastante com as posições, mas, enquanto esteve em pista, foi sempre determinado e veloz.

Não me surpreenderá se o desempenho das McLaren na próxima etapa já se equiparar por completo aos dos equilibrados Red Bull. No campeonato de construtores, graças ao ótimo trabalho de seus pilotos, a equipe inglesa já abre vantagem.

O Feio – O brasileiro Felipe Massa, agora de contrato renovado com a Ferrari, teve mais um péssimo final de semana.

Largou três posições atrás de seu companheiro de equipe, e, da primeira à segunda curva da corrida, enroscou -se com Liuzzi, jogando fora a corrida já no começo.

A volta dos boxes depois da troca do bico quebrado foi o reinício de uma série de eventos que mostraram um Massa lento, nervoso e afoito. Os encontros em pista com Liuzzi e Michael foram problemáticos e lhe deram apenas a décima quinta colocação final. Seu companheiro de equipe, Alonso, fez uma corrida além das possibilidades do carro, subindo no degrau mais baixo do pódio.

Uma pena uma corrida tão boa estar inserida num contexto de mobilização total em torno da Copa do Mundo;

Os institutos de meteorologia não acertam uma;

Koba San é a decepção do grid;

As equipes impulsionadas pelos Cosworth arrastaram-se;

Di Grassi chegou a virar 1:44.070 , 24 segundos mais lento que o líder.

A McLaren passou a dominar a temporada. Sua cor de origem é o laranja; amanhã a Holanda estreia na Copa jogando contra a Dinamarca. Para um simpatizante da laranja mecânica como eu, este sinal é um aviso divino, a Copa há de ser laranja.

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O Feio – No filme clássico que inspira os meus comentários, Três Homens em Conflito,existe um determinado momento em que o personagem de Clint Eastwood, Blondie (O Bom) passa a trabalhar em dupla com Tuco, O Feio.

Ambos se unem para eliminar o bando de Angel Eyes, O Mau, também interessado no ouro escondido em uma cova de cemitério. Bando eliminado, seguem em parceria rumo ao cemitério, quando, no caminho,  encontram o exército dos  Republicanos. Alistam-se, trabalham em dupla para explodir uma ponte e voltam a buscar encontrar o tesouro. Mas após o êxito, Tuco trai o personagem Blondie, roubando um cavalo, correndo para o cemitério e iniciando um conflito entre ambos.

Na etapa da Turquia,  A dobradinha da Red Bull estava modelada. Perto do fim, Webber perdeu desempenho e Vettel, de maneira atabalhoada, forçou uma ultrapassagem, resultando em um acidente. Vettel saiu da corrida, esbravejou contra Webber até ser acalmado e orientado no Motor-Home da equipe. De cabeça fria trabalhou para recuperar a sua imagem perante a equipe, se desculpando com todos. Mas o estrago esta feito, Vettel, O feio da rodada, jogou fora pontos importantes na disputa pelo título, e, fez também com que a Red Bull cedesse a liderança do campeonato de construtores para a McLaren

O Mau – Se a dobradinha da Red Bull fosse consolidada, Webber terminaria a rodada 7 pontos na frente, caso vencesse, ou 7 atrás de Vettel, em caso de vitória do alemãozinho.

Webber não vendeu barato a tentativa afobada de Vettel, que após o choque entre os dois então líderes do campeonato, saiu da corrida.

Webber retornou e terminou a prova na terceira posição, somando 15 pontos a mais que o seu companheiro de equipe. Lucro total, agora, além de estar na liderança isolada do campeonato, existe 3 pilotos de outras equipes o separando de seu companheiro na disputa interna pelo título.

O australiano, de forma surpreendente, encaminha-se para o título nesta temporada.

O Bom – Lewis Hamilton tem feito uma temporada curiosa. Durante as corridas vem fazendo grandes apresentações, sempre decidido nas disputas em pista.

Na disputa interna com J. Button, equilíbrio total, mas Button tinha uma vitória na temporada.

Na Turquia, com um excelente carro, sorte e confiança, o inglês soube fazer bem o seu papel. Perdeu a segunda posição na largada, mas colocou pressão nas Red Bull durante toda a corrida.

Com o acidente entre os carros azuis, Lewis herdou a primeira colocação e passou a sofrer o ataque de seu companheiro de equipe, com um carro menos desgastado. Button tentou um ataque, mas Hamilton defendeu-se de forma precisa, mantendo-se na liderança, num belo movimento.

A equipe, vacinada pela batida entre os Red Bull, passou a pedir que os pilotos da McLaren diminuíssem o ritmo. Hamilton chegou, assim, a uma bela vitória neste final de semana.

Entre os “Tilkódromos”, o circuíto da Turquia é, disparado, o mais eficiente no propósito de proporcionar uma corrida com curvas desafiadoras e disputas em pista. A famosa curva 8, seguida de uma uma reta em descida, é um desafio para os carros e pilotos.

Nesta corrida ficou evidente as limitações do carro da Williams e do motor Cosworth. Barrichello se arrastou, num ritmo longe do pelotão intermediário.

Pareceu ser a etapa em que o trabalho de Bruno Senna mais apareceu. Andou por algumas voltas na frente da Lotus, além de brigar em pista com o Virgin de Di Grassi. Talvez as boas, e raras, emoções justifiquem a cara de poucos amigos nos boxes após o abandono.

Nesta etapa houve uma inversão dentro do ritmo de corrida dos carros. A Ferrari penou para superar a Renault, Massa não ameaçou Kubica e Alonso teve que forçar para ultrapassar Petrov, que abandonou a zona dos pontos após um choque, mas retornou dos boxes para cravar a volta mais rápida.

A próxima etapa será dia 13 de Junho, no ótimo circuito do Canadá, localizado na Ilha de Notre Dame.


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Após as seis primeiras etapas, o equilibrado campeonato da temporada 2010 da Fórmula 1 começa a indicar quem está na briga pelo título, quem poderá em breve trabalhar para o time, ajudando o companheiro, e quem não terá grandes ambições no decorrer do ano.

Dentro de cada equipe, o resultado das disputas diretas também começa a indicar o piloto que esta se destacando mais, seja em qualificação, seja em corrida.

A frieza dos números em uma tabela nos ajuda a visualizar mais claramente como andam as “disputas domésticas” nesta altura da temporada.

(para melhor visualização, abrir a tabela em uma nova janela)

E eles mostram que:

  • O desequilíbrio entre o desempenho dos integrantes da dupla de pilotos é mais acentuado na Virgin e na Renault. Os números, porém, não contam que Di Grassi e Petrov são pilotos estreantes , que dividem time com dois atletas mais experientes; Di Grassi é penalizado ainda pelas falhas do chassi estreante da Virgin, enquanto Petrov encara o talento de Kubica.
  • A temporada começou desigual também na Mercedes. Rosberg andou sempre na frente de Michael. Sabemos que agora a equipe tem um carro redesenhado, mais ao gosto do piloto alemão que deve recuperar terreno, o que eu julguei um erro de estratégia.
  • Barrichello é o diferencial da mediana Williams, enquanto Sutil é um osso duro para Liuzzi na Force India.
  • Equilíbrio grande nos resultados da Lotus, McLaren e na Red Bull. A primeira se firma como a melhor das estreantes, na realidade cruel do final do pelotão. Button e Hamilton estão e igualdade nos duelos, mas Button pontuou mais. Na Red Bull, equilíbrio total. A tabela não mostra o quanto a habilidade de Vettel poderá fazer diferença nas próximas etapas no duelo interno de sua equipe, que neste momento ruma ao título de construtores e de pilotos.
  • Na Ferrari, Massa vem perdendo espaço, mas ainda pode reverter. Deverá completar as duas próximas corridas pontuando bem mais do que Alonso, caso contrário, terá que trabalhar para o time, tentando tirar pontos das McLaren e Red Bull, enquanto Alonso buscará se aproximar dos líderes.

Neste final de semana ocorrerá a etapa da Turquia, sétima do ano. O campeonato entra agora num momento de definições, quase na sua metade. Acompanharemos.

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O BOM – Esse ano, felizmente, estamos falando mais dos pilotos do que dos dutos frontais, assoalhos duplos, triplos, etc… Assim, alguns bons valores vem se destacando. Dentre eles, um que não tem um carro de ponta e nem grande badalação já me é o destaque individual da temporada. Em Mônaco, Kubica novamente tirou leite de pedra.

A comparação com seu companheiro Petrov é injusta devido a diferença de experiência entre os dois, mas existe um abismo entre ambos. Em Mônaco Kubica marcou a segunda colocação inicial, perdeu o segundo posto no pódio nos primeiros metros da largada para Vettel, mas conseguiu segurar Massa. E assim seguiu até o final da corrida.

Foi seu segundo pódio na temporada, termina a etapa ocupando agora a sexta posição do mundial.

O MAU – Algumas verdades da Fórmula 1 resistem ao avanço da tecnologia. Em Mônaco, o mandamento indelével de que o pole-position também vencerá a corrida, salvo um problema mecânico ou uma má largada, mais uma vez se confirmou.

Na sexta etapa da temporada, o quarto líder diferente do campeonato chama-se Mark Webber. Conhecido por ser um “leão de treino”, desta vez assumiu também a posição de protagonista do evento principal.

Mark terá agora que lidar com tudo de bom e de ruim que o status de líder do campeonato lhe trará. Em um torneio equilibrado como este a sua regularidade pode ser um grande trunfo, talvez o principal contra seu principal inimigo na  luta pela conquista do título, seu companheiro de equipe, Vettel.

O FEIO – Em uma competição equilibrada qualquer descuido pode ser um grande empecilho para se chegar ao êxito desejado. Jenson Button, vencedor do último campeonato justamente devido a sua regularidade na segunda metade do ano, quando já não tinha o melhor carro, vem tendo contratempos que devem cobrar o seu preço mais adiante.

Em Mônaco foi a vez do seu carro superaquecer, fato ocorrido devido ao esquecimento por parte de um mecânico de liberar a entrada de ar de um dos radiadores laterais, tirando o atual campeão da disputa ainda no começo da corrida.

Button pontuou bem nas três primeiras etapas,  na quarta (China) assumiu a liderança, mas na Espanha (quinto) e agora, pouco fez, enquanto seus adversários mais uma vez pontuaram.  É o quarto no campeonato, com oito pontos de diferença do líder Webber.

Eu gosto de Mônaco. Acho que a pista faz parte de uma série de pilares estruturais que a Fórmula 1 deve respeitar e preservar como parte de sua tradição e história. O traçado, dêsde 1929 oferece corridas truncadas, mas desse modo ele acompanhou a evolução do esporte, e assim deve continuar. Errado é termos novas pistas colocadas no calendário, que oferecerem o mesmo tipo de corrida em fila indiana, sem nada que justifique a sua existência além da busca de dinheiro em novos mercados.

Gostei da corrida. Enquanto as posições iniciais foram definidas na primeira curva, Alonso deu seu pulo-do-gato adiantando a sua troca de pneus quando do primeiro safety-car. Mesmo penando para ultrapassar Di Grassi (e porque deveria ele facilitar?), ganhou um mundo de posições na medida que os carros a sua frente iam parando. Logo estava novamente no retrovisor de Massa.

A corrida teve bons destaques. Barrichello se classificou bem, vinha fazendo uma boa corrida até a quebra da suspensão traseira. Massa chegou num quarto lugar discreto, quase não me recordo de ver o carro dele mostrado durante a transmissão, mas os pontos foram importantes. As duas Force India terminaram na zona de pontuação, com mais uma bela corrida de Adrian Sutil.

As equipes novas, por sua vez, penaram muito nas ruas do principado. Os carros desequilibrados moeram os pneus e os freios, além de sofrerem com a já usual falta de confiabilidade. Chandhok iria cruzar a linha de chegada numa festejada décima quarta colocação, mas foi atropelado pela afobação de Trulli.

A polêmica da hora foi a manobra de Schumacher sobre Alonso na última volta. No espaço entre a entrada dos boxes e a linha de chegada, ao ver o safety-car recolher, o alemão colocou o carro ao lado da Ferrari e cruzou a bandeirada na sexta colocação. O movimento gerou protestos e reclamações, Michael já foi inclusive punido em 20 segs por executar uma manobra ilegal (as posições deveriam ser mantidas), mas achei sadio demais a competitividade, que sempre lhe foi característica, ser novamente demonstrada. Pouco muda no campeonato para ele a sexta colocação perdida, e, futuramente, quando lembrarmos desta corrida, mais um lance seu será lembrado. Que venham mais rompantes do velho Schumacher.

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