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Posts Tagged ‘Três Homens em Conflito’

O(s) FEIO(s) – Após o indigesto fato ocorrido no decorrer da etapa da Alemanha, onde Felipe Massa foi “lembrado”  via rádio de que deveria executar determinado script, cedendo assim a vitória para Alonso, eu tomo a liberdade de mudar a formatação da minha brincadeira pós etapas, onde digo o que achei relevante, usando como ilustração e pauta o filme O bom, O mau e o Feio.

Quando interferências externas mudam o rumo natural de uma disputa; quando, assim, o esporte se aproxima de um teatro com a intenção de iludir e/ou enganar o fã… Quando isso acontece, todos saem perdendo. O feio ofusca os outros personagens, cedendo seu tapa olho, seu chapéu surrado e demais ítens do traje à diversos elementos da trama.

Alguns, não muitos, anos atrás, a máquina vermelha de ganhar corridas tinha Todt e Ross no comando, direcionando todas as ações para os êxitos de Michael. Tão eficiente quanto antipático, esse período da categoria passou, sem deixar grandes saudades. Não vou relembrar o ocorrido com Barrichello na Áustria, mas Domenicali novamente colocou a mão de um manager nos rumos da disputa aberta. Lembrando que, desta vez, a Ferrari é a terceira força do campeonato.

Um piloto surge no cenário internacional após muito esforço e investimento. O kart é caro, treinar e correr demanda dinheiro, investimento, contatos, os pais pegam junto, cada evento sério nos kartódromos é uma briga de foice no escuro de jovens pilotos lutando para chegar na frente, vencer.

Onde ficam os ideais do esportista que nasce assim e acaba, em pista, cedendo posição após recado via rádio, sem oferecer resistência? E mais, que nas entrevistas pós evento, não encara o ocorrido com sinceridade, tentando maquiar, disfarçando a negação do espírito de luta que move o verdadeiro atleta… Massa viu as conseqüências que a submissão em um cenário ainda mais desigual rendeu para Barrichello, e baixou a cabeça, da mesma maneira.

O contrato e o jogo sujo de equipe restringem a natureza do atleta de ponta em buscar vencer. O atleta de ponta, não é mais de ponta.

O mesmo vale para o “beneficiado” desta conduta antidesportiva, Fernando Alonso.

A escuderia Ferrari com a sua política, ajuda a Fórmula 1 a ir para o buraco, e também, para que o público brasileiro fique mais distante. Enquanto isso, equipes jovens e com outra metodologia, não recebem nem o reconhecimento da rede de televisão oficial nas nossas transmissões. Red Bull, que libera disputas, vira RBR na voz da REDE GLOBO.

Que a Ferrari seja punida, exemplarmente (não é primária).

Quanto a corrida, não tenho o que e não quero falar muito.  Nenhuma posição no campeonato se alterou, Yamamoto segue no lugar de Karun na Hispania e Webber foi discretíssimo. Vettel errou na largada, mas sai com a cabeça erquida e chega bem para a Hungria, tentando alcançar o líder, Hamilton.

Que bom que o título, de pilotos e de construtores, está longe da cor vermelha.

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O Bom – Mark Webber, ao entrar pela primera vez no motor-home montado pela Red Bull em Silverstone, deve ter se olhado no espelho do banheiro (que não é minúsculo), e pensado com seus botões australianos: “…quarto no campeonato, ou eu viro o jogo agora, ou perco espaço dentro da equipe… “. E a equipe, então, destina o bico aprimorado pro seu companheiro, que faz a pole, e Webber engole seco.

Largada da corrida.  Mesmo partindo da parte suja da pista, traciona melhor, divide com Vettel, ganha o primeiro posto e pelo retrovisor, assiste seu companheiro, rival, queridinho o time azul, despencar.

A partir de então, pelo retrovisor, Webber só enxerga algo interessante novamente quando da entrada do Safety-car, e, após a quadriculada final, solta a bomba na equipe, em alto e bom áudio. “Nada maus para um segundo piloto.”

O bom do final de semana comprou a briga na equipe do melhor conjunto mecânico e menor harmonia orgânica. Webber ocupa, agora, a terceira colocação no campeonato.

O Feio – “-Ele nunca foi meu amigo”. Palavras do piloto que tinha o melhor carro do final de semana, como teve em outros, sobre o seu companheiro de equipe.

Vettel fez uma bela corrida de recuperação, o toque de Hamilton, que furou seu pneu traseiro foi puro azar, mas, um candidato ao título não pode deixar escapar corridas como a deste final de semana.

Entregar a corda para Webber enforcar-se dentro do time é pouco, visto que, as duas McLaren figuraram, novamente, nos pontos que somam-se tanto na disputa de construtores como na disparada da dupla inglesa dos carros prateados rumo ao título de pilotos na temporada.

Vettel está na quarta colocação no campeonato. Novamente atrás de seu companheiro de equipe.

O Mau – Na Red Bull, a disputa entre os companheiros  ferve mais do que água de pinhão em festa junina. Na McLaren, o mais assopra do que bate vigora, enquanto os dois pilotos vão caminhando juntos na soma dos pontos, no momento com leve vantagem para Hamilton. Na Ferrari, ambos jogaram a toalha. Nada dá certo para Alonso, quando dá, um fiscal maroto lhe manda uma penalidade. Massa já deve pensar em 2011. Um Michael desaposentado acaba mascarando o potencial de Nico, que seguidamente o bate. O mau do final de semana é Barrichello, que, de Cosworth, andou novamente entre os ponteiros, e deixou seu companheiro de equipe muito atrás. Mau porque é o único Cosworth com desempenho aceitável, mau porque é um veterano em constante reciclagem, mau porque novamente cria o sentimento que merecia algo mais na sua carreira, mau porque toma para sí as atenções dentro da Williams.

O Figurante – O cristão entra no enredo sabendo que não será destaque. Seu figurino é feio e seu papel tem poucas falas. Mas ele vai com fé e abraça o projeto. Decisão certa ou errada, o desafio foi comprado, literalmente.

Pois etapa após etapa, Bruno Senna vem lutando para se mostrar atraente para outros diretores. Troca diálogos com Karun, seu parceiro, tentando falar mais alto e claro. Quer sobressair-se, claro.

Mas tem boi na linha, e, com um saco de moedas, um tal de Yamamoto derruba o balde de água fria, daqueles que ficam sobre o palco, na cabeça de Bruno Senna.

Em Bang Bang, figurante bom, é figurante morto. Bruno devia romper, afastar-se da Hispania e procurar novos rumos. Quem sabe, abrir o cadafalso de DE LA ROSA , ou de outro moribundo…

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O BOM – É verdade que o trabalho de Rubens vinha sendo exaltado ao longo do ano pelos principais cabeças da equipe Williams. Como também é que, uma atuação segura somada à uma pontuação farta, ainda não tinha ocorrido. Pois em Valência, o experiente brasileiro, que passou a semana empolgado com o novo pacote do carro, teve o seu ponto alto na temporada.

Partindo na nona colocação, Rubens logo passou o companheiro de equipe e, aproveitando-se da confusão gerada pelo acidente de Webber, passou a figurar entre os ponteiros. Impulsionado pelo nova versão do motor Cosworth utilizado pela sua equipe, ajudado pelo circuito com poucos pontos de ultrapassagem, Rubens manteve Kubica atrás de seu carro, chegando na quarta posição.

Com o resultado da corrida, Barrichello passou Liuzzi no campeonato, mas, outra importante marca foi atingida. Agora ele é o quarto piloto que mais pontuou na categoria, com 626 pontos. E terá ainda mais um bom número de corridas para somar pontos à sua estatística.

O MAU – De la Rosa é um dos pilotos mais apagados do ano. Dificilmente aparece em destaque nas transmissões, em algumas corridas, sequer é notado.

Para piorar mais ainda sua situação, seu companheiro de equipe é aquele japonês que sacudiu as últimas corridas do então já definido campeonato de 2009. Pois em Valência, aquele Kobayashi resolveu dar novamente as caras, mais precisamente no final da corrida.

Andou boa parte do tempo em terceiro, beneficiado pela batida de Webber.  Mas como seu cavalo precisava trocar os cascos, foi chamado aos boxes quase no final, voltando em nono. Pois Koba, calçado em pneus novos e com o carro leve, partiu para o ataque, ultrapassando Alonso, que não quis disputar posição e, para festa da equipe do “branco mais branco”, jantou o Buemi, na última curva. Koba terminou em sétimo.

Momentos como este ainda mantém o seu nome em evidência, o que ajuda na sua luta por um carro mais competitivo no futuro.

O FEIO – Webber teve um péssimo domingo. Perdeu posições na largada, ficou encaixotado atrás de carros mais lentos, foi chamado aos boxes para mudar a estratégia de sua corrida e, no retorno, afobou-se atrás da Lotus, forçando uma ultrapassagem. Talvez contando que o piloto adversário não fosse se opor. Pois Webber passou por cima da Lotus de Kovalainen, dando um quase looping, e, tendo a sorte de não se machucar gravemente.

Mas este acidente movimentou a corrida, Webber está, pois, perdoado.

Schumacher fez uma corrida coerente com quase toda a sua temporada. Discreta. Não figurou nas primeiras colocações, não fez grandes ultrapassagens, não andou melhor que Nico Rosberg. Mas, quando viu que estava sumindo na prova, foi aos boxes, e passou a correr para fazer voltar rápidas. E assim ele terminou ela, deixando a impressão de poder ser rápido, quando quer. Está, pois, perdoado.

Os feios do domingo são o arquiteto Tilke e o manda-chuva Ecclestone, que fazem este tipo de corrida acontecer. O lugar é lindo, o dia foi lindo, mas a corrida, se não fosse Webber meter os pés pelas mãos, seria tão chata quanto a primeira rodada desta Copa do Mundo. E assim, feios, nos empurrarão futuramente coisas como Roma e Austin, que serão tão chatas quanto.

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O Bom – As provas tradicionais deveriam ter cadeira cativa em todo santo campeonato da Fórmula 1, mas, os novos mercados, a sede expansionista de Bernie, a conta bancária do Tilke e dos seus empreiteiros, esses e outros fatores, volta e meia, afastam pistas que nunca deveriam ficar ausentes do campeonato.

Hoje o Canadá voltou a receber os carros da categoria. E que corrida o lindo circuito da Ilha de Notre-Dame nos brindou. Disputas em todos os setores do traçado, inclusive entrada e saída dos boxes, as confusões de sempre na complicada primeira curva, nos pontos de ultrapassagem  e no muro ameaçador que antecede a linha de chegada.

Não afastem mais o Canadá do calendário.

O Mau – Na oitava corrida do ano houve a quinta mudança de líderança. Lewis Hamilton fez uma etapa perfeita, largando na pole, obtida com o carro beirando a pane seca, e lutando sempre para terminar na frente do pelotão.

Perdeu a liderança por duas vezes durante a etapa, as paradas nos boxes jogaram bastante com as posições, mas, enquanto esteve em pista, foi sempre determinado e veloz.

Não me surpreenderá se o desempenho das McLaren na próxima etapa já se equiparar por completo aos dos equilibrados Red Bull. No campeonato de construtores, graças ao ótimo trabalho de seus pilotos, a equipe inglesa já abre vantagem.

O Feio – O brasileiro Felipe Massa, agora de contrato renovado com a Ferrari, teve mais um péssimo final de semana.

Largou três posições atrás de seu companheiro de equipe, e, da primeira à segunda curva da corrida, enroscou -se com Liuzzi, jogando fora a corrida já no começo.

A volta dos boxes depois da troca do bico quebrado foi o reinício de uma série de eventos que mostraram um Massa lento, nervoso e afoito. Os encontros em pista com Liuzzi e Michael foram problemáticos e lhe deram apenas a décima quinta colocação final. Seu companheiro de equipe, Alonso, fez uma corrida além das possibilidades do carro, subindo no degrau mais baixo do pódio.

Uma pena uma corrida tão boa estar inserida num contexto de mobilização total em torno da Copa do Mundo;

Os institutos de meteorologia não acertam uma;

Koba San é a decepção do grid;

As equipes impulsionadas pelos Cosworth arrastaram-se;

Di Grassi chegou a virar 1:44.070 , 24 segundos mais lento que o líder.

A McLaren passou a dominar a temporada. Sua cor de origem é o laranja; amanhã a Holanda estreia na Copa jogando contra a Dinamarca. Para um simpatizante da laranja mecânica como eu, este sinal é um aviso divino, a Copa há de ser laranja.

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O Feio – No filme clássico que inspira os meus comentários, Três Homens em Conflito,existe um determinado momento em que o personagem de Clint Eastwood, Blondie (O Bom) passa a trabalhar em dupla com Tuco, O Feio.

Ambos se unem para eliminar o bando de Angel Eyes, O Mau, também interessado no ouro escondido em uma cova de cemitério. Bando eliminado, seguem em parceria rumo ao cemitério, quando, no caminho,  encontram o exército dos  Republicanos. Alistam-se, trabalham em dupla para explodir uma ponte e voltam a buscar encontrar o tesouro. Mas após o êxito, Tuco trai o personagem Blondie, roubando um cavalo, correndo para o cemitério e iniciando um conflito entre ambos.

Na etapa da Turquia,  A dobradinha da Red Bull estava modelada. Perto do fim, Webber perdeu desempenho e Vettel, de maneira atabalhoada, forçou uma ultrapassagem, resultando em um acidente. Vettel saiu da corrida, esbravejou contra Webber até ser acalmado e orientado no Motor-Home da equipe. De cabeça fria trabalhou para recuperar a sua imagem perante a equipe, se desculpando com todos. Mas o estrago esta feito, Vettel, O feio da rodada, jogou fora pontos importantes na disputa pelo título, e, fez também com que a Red Bull cedesse a liderança do campeonato de construtores para a McLaren

O Mau – Se a dobradinha da Red Bull fosse consolidada, Webber terminaria a rodada 7 pontos na frente, caso vencesse, ou 7 atrás de Vettel, em caso de vitória do alemãozinho.

Webber não vendeu barato a tentativa afobada de Vettel, que após o choque entre os dois então líderes do campeonato, saiu da corrida.

Webber retornou e terminou a prova na terceira posição, somando 15 pontos a mais que o seu companheiro de equipe. Lucro total, agora, além de estar na liderança isolada do campeonato, existe 3 pilotos de outras equipes o separando de seu companheiro na disputa interna pelo título.

O australiano, de forma surpreendente, encaminha-se para o título nesta temporada.

O Bom – Lewis Hamilton tem feito uma temporada curiosa. Durante as corridas vem fazendo grandes apresentações, sempre decidido nas disputas em pista.

Na disputa interna com J. Button, equilíbrio total, mas Button tinha uma vitória na temporada.

Na Turquia, com um excelente carro, sorte e confiança, o inglês soube fazer bem o seu papel. Perdeu a segunda posição na largada, mas colocou pressão nas Red Bull durante toda a corrida.

Com o acidente entre os carros azuis, Lewis herdou a primeira colocação e passou a sofrer o ataque de seu companheiro de equipe, com um carro menos desgastado. Button tentou um ataque, mas Hamilton defendeu-se de forma precisa, mantendo-se na liderança, num belo movimento.

A equipe, vacinada pela batida entre os Red Bull, passou a pedir que os pilotos da McLaren diminuíssem o ritmo. Hamilton chegou, assim, a uma bela vitória neste final de semana.

Entre os “Tilkódromos”, o circuíto da Turquia é, disparado, o mais eficiente no propósito de proporcionar uma corrida com curvas desafiadoras e disputas em pista. A famosa curva 8, seguida de uma uma reta em descida, é um desafio para os carros e pilotos.

Nesta corrida ficou evidente as limitações do carro da Williams e do motor Cosworth. Barrichello se arrastou, num ritmo longe do pelotão intermediário.

Pareceu ser a etapa em que o trabalho de Bruno Senna mais apareceu. Andou por algumas voltas na frente da Lotus, além de brigar em pista com o Virgin de Di Grassi. Talvez as boas, e raras, emoções justifiquem a cara de poucos amigos nos boxes após o abandono.

Nesta etapa houve uma inversão dentro do ritmo de corrida dos carros. A Ferrari penou para superar a Renault, Massa não ameaçou Kubica e Alonso teve que forçar para ultrapassar Petrov, que abandonou a zona dos pontos após um choque, mas retornou dos boxes para cravar a volta mais rápida.

A próxima etapa será dia 13 de Junho, no ótimo circuito do Canadá, localizado na Ilha de Notre Dame.


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O BOM – Esse ano, felizmente, estamos falando mais dos pilotos do que dos dutos frontais, assoalhos duplos, triplos, etc… Assim, alguns bons valores vem se destacando. Dentre eles, um que não tem um carro de ponta e nem grande badalação já me é o destaque individual da temporada. Em Mônaco, Kubica novamente tirou leite de pedra.

A comparação com seu companheiro Petrov é injusta devido a diferença de experiência entre os dois, mas existe um abismo entre ambos. Em Mônaco Kubica marcou a segunda colocação inicial, perdeu o segundo posto no pódio nos primeiros metros da largada para Vettel, mas conseguiu segurar Massa. E assim seguiu até o final da corrida.

Foi seu segundo pódio na temporada, termina a etapa ocupando agora a sexta posição do mundial.

O MAU – Algumas verdades da Fórmula 1 resistem ao avanço da tecnologia. Em Mônaco, o mandamento indelével de que o pole-position também vencerá a corrida, salvo um problema mecânico ou uma má largada, mais uma vez se confirmou.

Na sexta etapa da temporada, o quarto líder diferente do campeonato chama-se Mark Webber. Conhecido por ser um “leão de treino”, desta vez assumiu também a posição de protagonista do evento principal.

Mark terá agora que lidar com tudo de bom e de ruim que o status de líder do campeonato lhe trará. Em um torneio equilibrado como este a sua regularidade pode ser um grande trunfo, talvez o principal contra seu principal inimigo na  luta pela conquista do título, seu companheiro de equipe, Vettel.

O FEIO – Em uma competição equilibrada qualquer descuido pode ser um grande empecilho para se chegar ao êxito desejado. Jenson Button, vencedor do último campeonato justamente devido a sua regularidade na segunda metade do ano, quando já não tinha o melhor carro, vem tendo contratempos que devem cobrar o seu preço mais adiante.

Em Mônaco foi a vez do seu carro superaquecer, fato ocorrido devido ao esquecimento por parte de um mecânico de liberar a entrada de ar de um dos radiadores laterais, tirando o atual campeão da disputa ainda no começo da corrida.

Button pontuou bem nas três primeiras etapas,  na quarta (China) assumiu a liderança, mas na Espanha (quinto) e agora, pouco fez, enquanto seus adversários mais uma vez pontuaram.  É o quarto no campeonato, com oito pontos de diferença do líder Webber.

Eu gosto de Mônaco. Acho que a pista faz parte de uma série de pilares estruturais que a Fórmula 1 deve respeitar e preservar como parte de sua tradição e história. O traçado, dêsde 1929 oferece corridas truncadas, mas desse modo ele acompanhou a evolução do esporte, e assim deve continuar. Errado é termos novas pistas colocadas no calendário, que oferecerem o mesmo tipo de corrida em fila indiana, sem nada que justifique a sua existência além da busca de dinheiro em novos mercados.

Gostei da corrida. Enquanto as posições iniciais foram definidas na primeira curva, Alonso deu seu pulo-do-gato adiantando a sua troca de pneus quando do primeiro safety-car. Mesmo penando para ultrapassar Di Grassi (e porque deveria ele facilitar?), ganhou um mundo de posições na medida que os carros a sua frente iam parando. Logo estava novamente no retrovisor de Massa.

A corrida teve bons destaques. Barrichello se classificou bem, vinha fazendo uma boa corrida até a quebra da suspensão traseira. Massa chegou num quarto lugar discreto, quase não me recordo de ver o carro dele mostrado durante a transmissão, mas os pontos foram importantes. As duas Force India terminaram na zona de pontuação, com mais uma bela corrida de Adrian Sutil.

As equipes novas, por sua vez, penaram muito nas ruas do principado. Os carros desequilibrados moeram os pneus e os freios, além de sofrerem com a já usual falta de confiabilidade. Chandhok iria cruzar a linha de chegada numa festejada décima quarta colocação, mas foi atropelado pela afobação de Trulli.

A polêmica da hora foi a manobra de Schumacher sobre Alonso na última volta. No espaço entre a entrada dos boxes e a linha de chegada, ao ver o safety-car recolher, o alemão colocou o carro ao lado da Ferrari e cruzou a bandeirada na sexta colocação. O movimento gerou protestos e reclamações, Michael já foi inclusive punido em 20 segs por executar uma manobra ilegal (as posições deveriam ser mantidas), mas achei sadio demais a competitividade, que sempre lhe foi característica, ser novamente demonstrada. Pouco muda no campeonato para ele a sexta colocação perdida, e, futuramente, quando lembrarmos desta corrida, mais um lance seu será lembrado. Que venham mais rompantes do velho Schumacher.

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O BOM – Na última etapa, disputada na China, Webber largou na primeira fila do grid, ocupando a segunda colocação. Mas na corrida cheia de variáveis que lá aconteceu ele apenas chegou na oitava colocação.Na Espanha a história foi diferente para o australiano. Largando na pole que conquistou com autoridade, Webber venceu a corrida na primeira curva, onde impediu o ataque de seu companheiro de equipe e de Hamilton. Abriu, assim, caminho para uma tranquila vitória.Webber salta quatro posições no campeonato, ocupando agora a quarta colocação com 53 pontos, ainda bem atrás dos líderes.

O MAU – O dono da casa, Fernando Alonso, não é o mau da vez pela pressão do nosso narrador oficial. Os acontecimentos da China ficaram no passado. Lá ele correu com a ambição de chegar à Europa na frente de Felipe Massa no campeonato, e ter assim, alguma preferência da equipe. E o fez. Felipe que deu a brecha.

Mas na Espanha Alonso correu para a torcida, transformando seu colega de equipe em um mero figurante. O malabarismo com as mãos captado pela câmera on-board, para operar o estreante duto de ar (já proibido em 2011) da Ferrari, a bela e sortuda corrida, premiada com uma segunda posição vinda devido a quebra de Hamilton, Alonso é a esperança italiana contra a lógica superioridade das Red Bull e McLaren.

O FEIO –  Até a quinta etapa, Nico vivia em um conto de fadas. Do outro lado da escuderia, um alemão multi-campeão pressionava para ficar mais confortável no seu carro e, assim, deixar de apanhar do jovem piloto. Resultado, uma nova versão do carro que aparentemente privilegiou o Alemão velho em detrimento do alemão novo. Nico teve um péssimo final de semana, tentando sempre se readaptar ao carro, e andando pela primeira vez atrás de Schumacher. Conseguiu apenas a oitava posição de largada, fez uma corrida discreta, longe dos ponteiros, chegando apenas na décima terceira colocação. Ele ainda está bem colocado no campeonato, mas nas ruas de Mônaco terá que se impor dentro da equipe e na estreita pista para recuperar os pontos perdidos.

O Grande Prêmio da Espanha foi um engôdo sem fim. A grande dependência aerodinâmica e a falta de chuva impossibilitaram grandes emoções na pista. A superioridade da Red Bull (sem duto de ar) e da McLaren (com duto) foi gritante.

Rubens Barrichello e Adrian Sutil fizeram uma ótima corrida. Os dois, junto com Kubica, tiveram seus bons trabalhos premiados com pontos herdados na última volta devida ao pneu furado de Hamilton.

Essa corrida podia significar a disparada de Button rumo ao título, mas  a vitória de Webber e a distribuição das colocações seguintes mantiveram o equilíbrio deste ótimo campeonato.

Das pequenas, palmas para a Virgin, que conseguiu trazer os dois carros a bandeirada final. O tão falado novo pacote de melhorias das Lotus e Hispania não vingaram. A Lotus segue, porém, sendo a melhor estreante, cada vez mais perto do desempenho da Williams.

A Hispania sofre com um projeto de pouca qualidade, que pena nas curvas de alta da Espanha. Tranformou-se num retardatário perigoso durante a corrida, mas não notei culpa de Chandhok no incidente com a Toro Rosso de Alguersuari.

Em breve, Mônaco. Um charmoso e especial circuito, onde toda chatice é perdoada.

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O BOM – Ele começou o ano de forma discreta. Equipe nova, com um companheiro igualmente campeão do mundo e já ambientado. Também havia a impressão de que os melhores carros ou eram azuis ou eram vermelhos. Mas Jenson Button e a McLaren precisaram de apenas quatro etapas para subirem de importância dentro do certame. Ao contrário do espivitado Hamilton, Button vem tendo uma postura madura dentro e fora das pistas. Sua atuação na China foi firme o tempo todo. Levando o carro com pista molhada de forma segura na frente do pelotão e ficando longe das confusões. Só teve gente no seu retrovisor durante o pace-car e nas últimas voltas, quando já diminuia o ritmo, enquanto Hamilton voava.  Venceu, como já tinha feito na Austrália, temos, portanto, um novo líder neste ótimo campeonato.

O MAU – Esse piloto alemão tem sido uma das boas coisas do campeonato. Contra todos os prognósticos iniciais,  N. Rosberg se afirmou de forma sólida entre os fortes do grid. Na China confirmou ser bom de braço em pista molhada, tendo bons duelos com Hamilton, e mantendo um ótimo ritmo de corrida, enquanto seu companheiro de equipe penava para levar o carro até o final. Acabou a corrida no pódio e com a vice-liderança do campeonato. Seu companheiro nem pontuou.

O FEIO – Felipe Massa desembarcou na China com com o status de líder do campeonato, o piloto a ser batido. Mas a postura mostrada desde que houve a largada da corrida foi de quem tinha outras perspectivas. F. Alonso, em todas as oportunidades que teve, correu mostrando que estava ali para chegar na sua frente. Queimou largada, jogou duro nas ultrapassagens, e na entrada de box não perdeu a chance de deixar Massa estacionado. Massa pareceu não estar confortável com a pista molhada e os constantes embates. Perdeu tempo com Barrichello, deu a brecha para Alonso o ultrapassar, e foi, assim, o piloto que mais perdeu neste final de semana. Chegará na Espanha com sexta colocação no campeonato, atrás de F. Alonso.

Outra ótima corrida para quem varou a madrugada com a televisão ligada. 2010 tem sido uma bela surpresa. A chuva novamente deu seu ar, deixando o trabalho dos pilotos e engenheiros muito visível. Hamilton e Vettel, se não venceram, deram um espetáculo. Muitas ultrapassagens e uma bela disputa dentro dos boxes. Vettel não gostou de ser ultrapassado na entrada e deixou isto claro espremendo o inglês nas mangueiras de ar das outras equipes, durante a saída. Ambos mostraram o arrojo e a vontade de vencer que faltou para Massa. Das pequenas, a Lotus se destacou ao andar em sexto após as primeiras trocas de pneus, e Senna deixou uma bela impressão. Desta vez a Hispania chegou apenas duas voltas atrás do líder. Que seja um incentivo para os investimentos necessários e uma melhor performance na temporada européia. Quem novamente desapontou foi Kobayashi, que insiste em não sair da última posição da classificação oficial.

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O BOM – Ele se destacou nas duas primeiras provas do campeonato, mas problemas mecânicos impediram Vettel de chegar ao final das duas provas. Com isso Alonso e Massa abriram vantagem, mesmo que suas Ferrari sejam carros inferiores aos da Red Bull.

Fiquei com a impressão de que Vettel teria uma temporada azarada, a corda que se prendeu na sua roda durante os treinos da Malásia me deu a certeza de que algo errado de novo ocorreria, mas a largada perfeita, saindo da terceira colocação e tomando o primeiro posto de Nico e do seu companheiro de equipe, o ritmo sólido de corrida e o afastamento dos problemas mecânicos deram ao simpático piloto alemão o primeiro troféu da temporada.

Vettel deve entrar forte na disputa pelo título, pela sua qualidade e com o ganho de confiabilidade do carro, é normal que beba o Champagne da vitória mais vezes, e ganhe assim, mais resistência ao álcool.

O MAU – Felipe Massa ainda era jovem quando Niki Lauda fazia da regularidade um dos pontos fortes para as suas conquistas. Mas o batalhador piloto brasileiro está no caminho certo, mantendo uma média alta nas três primeiras etapas dessa temporada.

A classificação frustrada que a Ferrari lhe possibilitou, utilizando os pneus de chuva intermediários numa pista com muita água, o obrigou a largar atrás do pelotão e fazer uma corrida de recuperação assim que a luz verde aparecesse.

E Massa novamente ultrassou Alonso, mantendo-se a sua frente até parar antes nos boxes. No retorno fez bom uso dos pneus macios e fez seu grande movimento ao ultrapassar Button, enquanto Alonso se aproximava.

Alonso, talvez não querendo perder a liderança do campeonato, forçou a barra para cima de Button, que se defendeu com ótima qualidade, o motor Ferrari abriu o bico, e Massa terminou a etapa da Malásia como novo líder do campeonato.

O FEIO – Durante os treinos do começo da temporada, ficou claro que Shumacher não teria vida fácil. Nico Rosberg já demonstrava que não se importava muito com a sombra do multi-campeão dentro da Mercedes. Lembre-se que a contratação de Michel foi encarado como um presente de natal grego para o jovem Nico.

Mas o que se viu nas três primeiras etapas foi um desempenho fraco de Michael. Na Malásia não foi diferente, classificou-se muito aquém de Nico, que fechou a primeira fila. Durante a prova esteve o tempo todo apagado, até parar com problemas mecânicos da sua Mercedes.

Não cobro o chato monopólio de vitórias dos tempos Ferrari, odiava tudo aquilo. Mas esperava os momentos de brilho de outrora. Voltas voadoras, pouca negociação antes das ultrapassagens. Entendo que o tempo parado joga contra, mas Schummy voltou apenas com o queixo do piloto que deixou as pistas por cima da carne seca.

Passado o susto do chatonildo GP do Bahrein, a temporada mostra-se uma das mais movimentadas, imprevistas e divertidas dos últimos anos após a sua terceira etapa. Na Malásia a chuva não apareceu durante a corrida, deixando o seu rebuliço apenas para a classificação. Mesmo assim, onde haviam carros brigando por posições, as disputas eram interessantes. O bloco dianteiro se distanciou, mas Sutil teve trabalho com Hamilton.

A escalada por posições das Ferrari não foi acompanhado por Michael, e Barriquello também apenas caiu na corrida, ficando atrás de seu companheiro de equipe, e falando o que não devia sobre a qualidade de seu bólido ao final.

Button, vencedor da última etapa, foi discreto até o ataque de Alonso, quando resistiu bravamente com um traçado defensivo e fez com que o espanhol perdesse bielas rampantes ao final da reta de largada. Esse é um dos pontos altos deste ano, o grande número de pilotos bons em equipes fortes.

Parabéns para Di Grassi e Bruno Senna, que mesmo se arrastando, chegaram até o final da corrida. A luta por confiabilidade parece que vai sendo vencida, mas os carros precisam melhorar, e muito, as suas performance.

Já a Lotus amargou as duas últimas posições em casa, mas segue sendo a estreante mais bem estruturada. E o showman Kobayashi ainda não fez uma boa dupla com a branquela Sauber, do careca homônimo.

P.s.:  Para uma melhor visualização, abir as tabelas em uma nova guia.

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O BOM – O Polonês R. Kubica sempre foi considerado um dos melhores pilotos das últimas temporadas, mas nunca teve carro para transformar o seu valor em luta pelo título. A pista molhada das primeiras voltas do GP. da Austrália nivelou os equipamentos, Kubica, através de uma largada perfeita, mantendo-se livre dos incidentes, e do bom trabalho de box da Renault, levou seu possante amarelo da nona para a segunda colocação. A tocada técnica e o bom acerto do carro salvaram os pneus, deixando uma boa impressão de todo o conjunto que subiu até o segundo degrau do pódio.

O MAU – Depois de um desempenho pífio na primeira etapa do campeonato, Button lembrou quem é o atual campeão mundial. Pior, enquanto ele fazia uma corrida perfeita, levando de forma constante seu equilibrado McLaren da quarta posição inicial para a vitória, seu companheiro de equipe, Hamilton, passou a corrida tendo contratempos, terminando por ser atingido por Webber e chegar apenas em sexto. Button sai da Austrália prestigiado pela vitória, com a terceira posição do mundial e jogando mais pressão no seu ainda imaturo companheiro de equipe.

O FEIO – Desconforto no Kremlin. Uma nova bomba Russa está sendo revelada ao mundo. Petrov foi fraco durante o final de semana todo. Enquanto seu companheiro foi um dos principais personagens, Petrov se qualificou apenas na 18˚posição do grid de largada, e, na corrida, com a pista ainda molhada, cometeu um erro sozinho, perdendo a tangência da uma curva e acabando na área de escape. É cedo para qualquer conclusão, mas o dinheiro investido na entrada do primeiro piloto Russo à Fórmula 1 precisa ser revertido em aprendizado. Kubica pode ser um bom professor, dêsde que, para isso, o aluno tenha uma boa base técnica. A Renault espera melhores finais de semana para o seu russo.

A segunda etapa do mundial de 2010 premiou os brasileiros que ligaram a televisão às 03 horas da madrugada. O traçado interessante  e a chuva fina transformaram a corrida em um jogo aberto, cheio de alternativas. A saída de Vettel foi uma surpresa, afinal ele dominou a classificação com a sua Red Bull. Button e Kubica se distanciavam, enquanto Webber, Alonso, Massa, Nico e Hamilton fizeram uma bela disputa. O piloto da casa, porém, decepcionou, jogando fora pontos preciosos para ele e sua equipe.

Das equipes novas, decepção total da Virgin, afinal, Chandhok, o indiano da Hispania, completou a prova. Existe um longo caminho a ser percorrido pelas três novatas, entre elas, a velocidade em que a Hispania se aproximou do bolo foi maior do que qualquer evolução dos belos carros Virgin. Um mistério a ser desvendado, a aparente fragilidade dos bicos da Sauber de Kobayashi.

P.s.: Para melhor visualização das tabelas, abrir em uma nova guia.

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