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Posts Tagged ‘Williams’

72 Martini, Dry

A receita abaixo foi retirada do portal da Veja/SP. Segundo o sagaz barman Kascão, o caminho do coquetel perfeito passa por:

“3 gotas de vermute; 100ml de gim seco; Cubos de gelo e 1 azeitona verde com caroço. Encha uma coqueteleira com cubos de gelo e retire o excesso de água. Pingue três gotas de vermute, de preferência francês, e misture com uma colher. Em seguida, despeje na coqueteleira o gim seco. Mexa novamente durante dez segundos. Coe a mistura e despeje na taça própria de martini, que deve estar bem gelada.”

Acho que se eu tomar essa poção aí, algo estranho acontecerá nas minhas entranhas. Melhor evitar, abrir uma cerveja, e curtir um outro lado da história.

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1978 Porsche 935 Moby Dick_www.scorpiocars.net

O carro acima faz parte da minha infância. Eu tinha uma miniatura plástica linda, da Glasslite, com um avanço nos eixos que permita que ficasse em duas rodas (tal e qual o Herbie nos filmes).

Um pouco além do mundo lúdico, falamos do Porsche modelo 935, o “Moby Dick”. Lindo, esguio e com monstruosas rodas traseiras; carro que chegou apenas em oitavo na Le Mans de 1978.

Quanto ao meu brinquedo, eu sempre pensei que fosse Martini o nome do carro – como o Gol do avô ou o Chevette do pai, até compreender como as coisas funcionam.

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E hoje tivemos a confirmação da parceria entre Williams e Martini. Um resgate, um belo resgate, de duas mãos: por um lado daquilo que pintava as carenagens das pistas de anos atrás, do nosso Moco, por outro da grandeza desse time que teima e não se entrega.

Como não torcer para que as coisas voltem aos eixos na equipe do ídolo Frank?

WooW

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Massa na Williams

Confirmou-se a revelação feita pelo jornalista Américo Teixeira Jr. sobre a ida de Felipe Massa para a tradicional equipe Williams.

Muito legal ver como o piloto brasileiro sai pela porta da frente da Ferrari, lá dentro ele parece ser muito querido.  Ao longo de sua caminhada no time italiano, ajudou os companheiros e brigou pelo título bravamente quando teve oportunidade; a Ferrari, por outro lado, protegeu e apoiou o brasileiro após seu acidente na Hungria, aguentando a pressão da imprensa italiana – ordens e controvérsias à parte, após o retorno.

E a Williams. Seria ela um bom lugar para se estar em 2014? Penso que sim.

Regras e motores novos em um time reestruturado. Num tiro no escuro, sendo Red Bull, Mercedes e Lotus caminhos impossíveis, a tradição pesa, e reforça a torcida pela retomada de rumo dessa equipe vencedora. E Massa, experiente e esfomeado por conquistas, certamente ajudará ela na busca por ele.

Rompida com Maldonado, vejamos que caminhos ela podia seguir. Webber – novo piloto da Porsche – seria uma aposta semelhante a da realizada com a contratação do brasileiro, mas sem a expectativa de patrocinadores que Massa cria; o novo desempregado Perez, por outro lado, manteria o perfil atual de dois pilotos jovens e inconstantes que encontramos na dupla Maldonado/Bottas.

Por fim, eu acreditava que não teríamos um representante brasileiro em 2014. Porém esse final de ano, se não apresentou emoção na disputa do título, mostrou uma surpresa atrás da outra na dança das cadeiras. A festa nonsense agora nos deixa os seguintes impasses: quem substitui Kimi na Lotus nas provas restantes? Onde irão parar Perez e Maldonado? E ainda tem o talentoso Hülkenberg….

Que venha logo essa nova temporada.

p.s.: o gif é do http://ilovef1andwintersports.tumblr.com

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Uma pena que no final da história,  durante a festa, houve explosão e fogo nos boxes da Williams, mas…

…Frank Williams, um cara que é a F1 em seu traje mais simpático, nunca sonharia tamanho presente de aniversário.

Os 70 anos do fundador da equipe que leva seu nome vieram com pole de Maldonado, herdada por uma pane seca de Hamilton depois da sua volta de classificação, e uma corrida perfeita do venezuelano na sequência.

Corrida de gente grande, de equipe grande.

Na largada Maldonado perdeu terreno para o genial Alonso, que cruzaria as primeiras voltas na liderança e com ele a revezaria ao longo das paradas. Até que Pastor recuperasse seu posto de origem definitivamente após a última parada e, segurando a pressão do piloto da casa, colocasse novamente a equipe de Frank Williams no topo.

Sem problemas de desequilíbrio e desgaste de pneus, erros do piloto ou falhas mecânicas – apenas uma porca de roda teimou em dar trabalho durante um trabalho de pit – o hino venezuelano era descoberto pela trupe da categoria.

Foi uma corrida empolgante num todo, com brigas em diversos pontos do pelotão. Destaque para o arrojo de Kobayashi e a boa performance de Kimi Raikkonen, talvez com outra estratégia teria roubado a festa do dono desse post.

A batida de Bruno Senna (que perde espaço), não fechou nenhum sorriso após a vitória, já a explosão nos boxes, momentos após a foto oficial, sim (alguns mecânicos foram hospitalizados mas estão bem).

P.S.: Fotos retiradas de http://totallycoolpix.com/

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Kombis, pra que te quero

Uma graça, não?

Essa caiu de pára-quedas no Forum Fusca Brasil. Foto feita, creio eu, em algum evento com carrinhos de antanho (como diria o mito Lito).

Três Kombis, um fusca gêmeo do meu, a lotus 49 já com apêndices aerodinâmicos e a Williams da temporada de 1980 (eu acho).

Resta a dúvida, que carrinho estaria levando a terceira Kombi? Um Eagle? Um Matra-Simca? Uma Leyton-House?

Mistério!

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Saudades da Williams FW26

Nessa época do ano o clima de expectativa em relação ao que as equipes estão preparando para a temporada que se iniciará é inevitável, e seguirá até que todos os carros estejam devidamente apresentados. Em 2011 o fenômeno é reforçado pela falta de mudanças na escalação dos pilotos dos times de ponta.

Relembrando um pouco os dois últimos anos, tivemos em 2010 a chegada de Alonso à Ferrari, o clima jovem da Virgin e a curiosidade em torno da Lotus, já 2009 trouxe uma Brawn GP, nascida das cinzas da Honda e já absurdamente dominante nos primeiros treinos.

Mas, em matéria de projetos, um dos último carro que chamou a minha atenção e me cativou  foi a Williams FW26, de 2004. Projetado por Patrick Head, Gavin Fisher e Antonia Terzi, tinha uma frente agressiva, desenvolvida para potencializar o fluxo de ar sob o chassi, e pintura muito bem resolvida. Era o carro que eu queria ver vencendo naquele ano.

Não foi o que aconteceu, a boa impressão causada na pré-temporada foi por água abaixo ao longo das primeiras corridas. Caía sobre Antonia Terzi críticas em relação ao projeto da dianteira, nosso narrador oficial adorava repetir o mantra, e, no GP da Hungria, 13° daquele campeonato, o bólido ganhava um bico convencional e que retirava todo o seu charme.

Outros fatos que caíram sobre o FW26 que eu tanto gostava  foram a desclassificação do GP do Canadá, motivada por uma irregularidade no sistema de freios, a forte batida de Ralf Schumacher em Indianápolis e a aposentadoria de Patrick Head após os trabalhos nele durante a temporada.

O carro, numa versão totalmente diferente do início do ano, terminou a temporada 2004 levando Montoya ao lugar mais alto do pódio do GP do Brasil, ele terminaria a campeonato de pilotos na quinta colocação.

BMW Williams FW26 – 2004

Motor – BMW P84, V10, 2998 cc

Transmissão – WilliamsF1 semi-automatic

Pneus – Michelin

 

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Nesta quarta-feira a Virgin Racing tornou-se a primeira dentre as quatro equipes novas da Fórmula 1 a apresentar seu carro para a temporada de 2010. A equipe, que se destaca pelo apelo jovem como ferramenta de marketing, mostrou, de fato, o que deve estar entre as mais bonitas e agressivas pinturas da temporada, que dará cores a um projeto feito de modo rápido e limpo, sob a prancheta de um software, totalmente no campo virtual.

E justamente essa obsessão em ligar o moderno ao virtual pregou uma peça numa empresa que tem o dinamismo na comunicação como uma de suas bandeiras.

Ao criar o clima de time roqueiro durante a apresentação dos pilotos, ela trouxe junto uma singular expectativa em torno de como seria a primeira aparição do seu carro. Talvez um show de luzes e fumaça, talvez um Steppenwolf ácido e distorcido sonorizando o retirar dos panos, ou por que não um clima intimista, acústico, enquanto os pilotos com as suas jaquetas de couro posariam para os flashes dos fotógrafos e responderiam aos jornalistas presentes.

A Virgin Racing poderia facilmente seguir se destacando apenas sendo coerente com a sua imagem, mas optou por imitar os outros times nesta insossa nova mania de apresentar as suas novidades através do distante e frio youtube-streaming jeito de aparecer. E a informática que tanto ajudou na hora de projetar o carro, falhou na de vender o peixe.

Genioso,  Hal decidiu que não haveria modernoso carro novo em real time, mas não avisou ninguém, nem mesmo ao chefe Sir Richard Branson, que naquele momento deveria estar olhando atônito para seu net book, sem compreender porque o mundo não via o seu carro novo. E viu, com uma hora de atraso, após Hal liberar o brinquedo, certamente feliz pela traquinagem feita.

Esse baita mico escancarou o quão irônica é a vida do ser humano que tanto investe na sua formação com tempo e dinheiro, buscando ter a sua independência, mas sempre vinculando a sua evolução à criação e/ou busca por novos meios de ter o seu dia-a-dia cada vez mais dependente da informatização.

Ao longo dos anos, ciclicamente, tudo que se aproxima do exagero é repensado e acaba por virar motivo de chacota ou arrependimento. Passe os olhos em fotos antigas de sua família, as capas de discos de 20 anos atrás, note os cromados e rabos de peixe dos veículos americanos da década de 50, os penteados e roupas, cada época teve o seu modismo e quase todos foram enterrados na vala comum do exagerado, mas com a informatização isso parece que não ocorrerá, pois, infelizmente, o ser humano a reinventa durante cada novo lançamento, aumentando a teia que o prende.

Bem fez Frank Williams que pensou: Somos uma equipe de corridas, nosso foco não é o youtube.

Por certo, o clássico mecanismo da porta dos boxes do circuito de Valência dificilmente deixaria de funcionar a contento, o som do novo Ford V8 não teria acústica melhor em nenhum outro lugar senão dentro de uma apertada garagem;  e dessa garagem partiu a nova e real Williams FW32  em busca de asfalto e quilometragem, deixando o seu cheiro de combustível e algum movimento no ar.

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