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Adeus, meu notebook.

Amigos. No último sábado (10.02), meu note foi para o espaço – placa mãe e hd.

Tudo que eu tinha relacionado a este bloguinho foi junto.

Estou entrando em férias, vou começar a dar uma pesquisada para ver o que comprarei. Como usar o pc dos outros é ruim, e estarei longe da minha estação de trabalho, o blog fica por hora congelado.

Agradeço a companhia e a amizade, 2012 será bom.

(Dicas de marca e máquina serão bem vindas, já reparei que o preço dos notes despencou.)

Fiquei extremamente feliz ao ver, no blog do meu amigo Rui Amaral, o vídeo que reproduzo abaixo.

O Rui e sua turma fantástica e ligeira nos fornecem onze minutos de história pura. Temos imagens ricamente gravadas, com vários momentos dos 500 km de Porto Alegre do ano de 1962. É muita sorte que esse material tenha se preservado e agora ganhe as telas, como também é que o responsável pelas cenas tenha acompanhado a prova percorrendo o trajeto, nos mostrando assim muito da dinâmica e do entorno do evento.

É o mítico circuito da zona sul Porto-Alegrense pulsando em vida, com carreteras cruzando os bairros Tristeza, Ipanema e Cavalhada numa época em que a urbanização engatinhava e as pessoas perambulavam pelas calçadas, das saídas de curvas, com a prova em curso.

Fico emocionado por ver essas pessoas, que estão distantes fisicamente da capital dos gaúchos, fazendo algo pela preservação da memória de uma cidade que cada vez mais se desconhece. Infelizmente uma fração mínima da população que cruza essas ruas atualmente clicará em alguns dos posts da barra lateral do meu blog para saber o que por ali acontecia, ou assistirá o vídeo abaixo identificando os locais, ou mesmo comprará bibliografias especializadas como o Automobilismo Gaúcho – Levantando Poeira, de Gilberto Menegaz.

Compete a poucos fanáticos  lutar pela preservação do que o automobilismo brasileiro produziu. E também corrigir erros comuns das histórias passadas de forma oral, como exemplo a confusão recorrente entre cenários, fotos, personagens e historias das 500 milhas de Porto Alegre, que acontecia no Circuito da Pedra Redonda, e 12 horas de Porto Alegre, que ocorria no Circuito Cavalhada – Vila Nova.

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O vídeo mostra os preparativos para a largada, corrida em curso e a chegada. Era 23 de setembro de 1962. Esta prova foi vencida por Orlando Menegaz de Chevrolet, seguido de José Galina/Genuíno Scarton, de Ford, e João Galvani/Gastão Werlang de Chevrolet.

O circuito de 12,5 km era completado pelos carros mais velozes em tempos de até 5 min e 12 seg, o que dá uma média de 144 km/h. Catharino Andreatta, da Galgos Brancos, perdeu a vitória na penúltima volta, abandonando por problemas mecânicos.

Orlando Menegaz, piloto de Passo Fundo, vencia completando as 40 voltas em 3 horas e 40 minutos, numa velocidade média de 136km/h

Vamos ao vídeo, e compartilho também as minhas observações:

1min18seg: O lugar da largada era no começo da Avenida Otto Niemeyer, calçada em paralelepípedos, e nesta região ficavam os “boxes” onde os últimos ajustes eram feitos nos possantes.

1min35seg: O Fusca-Porsche que largou tem receita e visual muito semelhante ao carro que participou das Mil Milhas Brasileiras de 1956, este só não tirou a vitória da carretera de Catharino Andreatta por culpa do seu cabo do acelerador. Esse fusca foi preparado por Jorge Lettry e completou a prova de Interlagos na segunda colocação.

1min50seg: Largada no começo da Avenida Otto Niemeyer, próximo a atual Rótula da Cavalhada, com os carros partindo em direção a Praça da Tristeza.

2min: O câmera provavelmente recuou, depois da largada, para onde fica a rótula atualmente, dali ele pega os carros vindo embalados da Cavalhada e dobrando para a Otto. Uma curva de 90 graus onde vemos o trabalho pra domar as carreteras.

3min: Agora avançamos para a região da Praça da Tristeza. Os pilotos chegam novamente embalados da descida da Otto e tomam o rumo da perigosa descida da Pedra Redonda, para entrar então na Av. Coronel Marcos, em Ipanema.

3 min 50 seg: Estamos agora no final da Wenceslau Escobar, prestes a fazer a perigosa descida da Pedra Redonda.

4 min 27 seg: QUE IMAGEM! O começo da descida, com o Rio Guaiba e a praia de Ipanema ao fundo.

4 min 55 seg: Agora estamos na Coronel Marcos, cenário muito parecido com o atual. As grandes pedras em torno do asfalto ainda podem ser vistas.

4 min 56 seg: Para de caminhar na saída da curva, rapaz burro.

5 min 47 seg: Acredito que sejam meninos como estes, sentados na cerca com capacete e óculos de aviador/motoqueiro, que hoje preservam estes eventos

6 min 10seg: A famosa Rótula da Caixa da água.

7 min 35 seg: Agora estamos na Estrada da Cavalhada, retornando para a Otto Niemeyer

8 min 20 seg: Agora tudo acontece na Tristeza, era ali que a bandeirada da chegada da prova era mostrada. O público se aglomerava perigosamente nas calçadas, tomava a delegacia da Brigada Militar e vibrava com o movimento.

Obrigado Rui, obrigado Graziela Marques da Rocha e obrigado Jô e Nelson Marques da Rocha – ponho vocês junto com Orlando Menegaz após a bandeirada do III 500 km da Pedra Redonda.

O Porsche da Janis

Talvez ela preferisse uma Mercedes, mas todos os amigos dirigiam Porsches…

Um belo 356, certamente fez a roqueira muito feliz.

E o Serguei, será que andou nele?

Nutz – Primeira amostra

Abaixo, com direito a Nelson Piquet de calhambeque azul, primeira amostra disponível do filme que Dino Dragone anda preparando.

Tem tudo para ficar bom.

Com a palavra, depois do pega de calhambeques, Dino Dragone:

NUTZ não é um filme sobre carros, é muito mais. É um tratado meticuloso baseado na maior paixão de todos que trazem, desculpem o termo batido, mas nenhum se encaixa melhor, ferrugem no sangue. E também pode ser gasolina, graxa e até palavras. Afinal de contas o que ou quem é NUTZ? NUTZ não é qualquer um. NUTZ deveriam ser matéria prima de complicadissimos estudos psicológicos. As manifestações são as mais diversas. Os sintomas os mais variados. Cada caso é um caso. Uma loucura completa. Freud não explica. Esqueça.
Para tentar entender o que passa na mente destes fanáticos a CASO PERDIDO EMPREENDIMENTOS CINEMATOGRÁFICOS, uma parceria entre a Classicos Caslini, a FIRMA FILMES e a 13P vai passar 2012 na estrada para mostrar que seu filho, marido, namorada, não são tão anormais quanto parecem, relaxem, tem gente muito pior. Opa, isso é NUTZ

Borracheiros

Na foto abaixo, o engenheiro da Goodyear Bert Baldwin pega uma “carona” para analisar o desgaste e a deformação dos pneus traseiros da Eagle de Dan Gurney, em Goodwood.

Agora vemos Dennis Firestone posando serelepe no seu Indy, bem calçado com pneus Goodyear.

E por fim Scott Goodyear, todo pimpão, posando no seu Indy calçado com pneumáticos da Firestone.

É mole?

A nossa mente não segue uma fórmula exata para criar os registros que viram memórias. Logo, por não existir uma Báskara, um Teorema de Pitágoras ou o Binômio de Newton das recordações, acabamos por gravar para sempre coisas sem importância ao mesmo tempo em que nos debatemos para resgatar uma data, um nome ou um acontecimento. Uma injustiça com os saudosos, eu diria.

Do que eu nunca esqueci, tem algo que sempre escondi. Em algum lugar no final dos anos 80, acredito que em 1987, aprontei uma daquelas…

Na época em que crescia para o mundo convivia com meus avós paternos, morávamos na mesma casa. Quando não estava enchendo eles de perguntas, pedindo histórias, aprendendo com eles a fazer um caleidoscópio, jogar xadrez ou falar inglês, eu fazia era arte.

O vô tinha um Gol LS 1600 dos primeiros, branco, tirado zero. Adesivo do exército no vidro dianteiro, botão de injetar gasolina no carburador, estepe sobre o motor, tampa do porta-malas barulhenta que só e duas perigosas travas do banco traseiro rebatível – prendi o dedo numa certa vez. Cresci ao redor daquele carro, não dava muito valor e hoje tenho saudade dele.

Quem aí sabe ver quando uma criança faz algo por maldade ou por brincadeira? Bom, certo dia enquanto andava pelos canteiros da casa, sabe-se lá por que, algumas pedras me chamaram a atenção. As tais pedras andaram pela caçamba de um caminhão de brinquedo por um tempo e, não me perguntem a razão – eu não sei por que, foram parar dentro de uma das rodas dianteiras do Gol.

A roda tinha algumas janelas para ventilar o disco de freio. Lá dentro coloquei umas cinco inocentes pedras e segui a minha vida, fui brincar de outra coisa.

O vô dava aulas na PUC, morávamos na zona sul da cidade. No fim de tarde seguinte entro na garagem e estão, meu pai e ele, tirando o último parafuso da roda e descobrindo as pedras que caíam totalmente gastas no chão.

“Taí o motivo da barulheira.”

Minha cara me entregou, acho.

Queria escrever algo sobre a vitória do Oswaldo Negri Jr. nas 24 Horas de Daytona, mas não consegui acompanhar nada da prova. Não tenho Speed Channel e a minha conexão de internet não ajudou, frustrante, deixo para outros o relato. Pelos que li foi demais, estão abertos os trabalhos do ano.

Amanhã Barrichello senta no carro da KV Racing, equipe de Kanaan, para testes. Seria interessante se, além de ajudar o seu amigo no acerto do novo chassi, Barrichello visse ali uma oportunidade de seguir em atividade dirigindo monopostos.

Brasileiros em monopostos de diferentes categorias, ao longo da história, vamos lá:

Emerson Fittipaldi no Copersucar F6A de 1979, rasgando o asfalto do Hockenhein – Largou a prova na 22 posição e abandonou a corrida por problemas elétricos na quarta volta. Venceu Alan Jones/Williams, seguido de Regazzoni/Williams e Laffite/Ligier.

Emerson não precisava mais provar nada a ninguém na Fórmula 1.

Alex Dias Ribeiro em sua March 762, no ano de 1976, quando disputava a Fórmula 2. No mesmo ano subiu a categoria principal.

Nelson Piquet com sua Ralt em 1978, na pista de Donington Park. Na época ele disputava a Fórmula 3 e ali quebraria o recorde de vitórias de Jackie Stewart. Nesse mesmo ano andaria também na categoria principal em três carros diferentes – mito!

O futuro é feio

Quem deu as caras há poucos instantes foi o novo carro da Caterham, para 2012. O CT01, mostrado pelo twitter do time (@MyCaterhamF1) é feio demais.

Infelizmente parece que a frente exibida, estreita e com um bico reto em dois níveis, é uma tendência que os outros times seguirão – Stefano Domenicali já disse que o novo monoposto da Ferrari também não será das coisas mais agradáveis aos olhos…

Meu pai do céu

Kimi´s back

Hoje a temporada começou para a equipe Lotus.

Kimi voltou a sentar num monoposto – o R30 que foi de Kubica e Petrov em 2010 – parte do processo de recondicionamento.

Foi em Valência, pista chata que não sai de cena. E logo começam as apresentações dos novos carros, algumas datas divulgadas seguem abaixo:

26/01 – Caterham (ex-Lotus verde)

01/02 – McLaren

03/02 – Ferrari

03/02 – Force India

05/02 – Lotus

06/02 – Sauber e a bi-campeã Red Bull

21/02 – Mercedes

Vamo que vamo

Foto divulgada pelo twitter da Lotus: @Lotus_F1Team

…presente:  Uma cestinha que será forrada de salgadinho e refrigerante em uma bela viagem, marcada pro mês de fevereiro.

Me aguardem!

 

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